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Alternativas (ainda) não convencionais para a destilação industrial

Quimica e Derivados
25 de agosto de 2019
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    Química e Derivados - ABEQ Cristalização: separação, purificação e complexidadeQuímica e Derivados - Alternativas (ainda) não convencionais para a destilação industrial

    Olá, leitoras e leitores. Este é o primeiro texto da Associação Brasileira de Engenharia Química (ABEQ) para esta prestigiosa revista Química e Derivados. A ABEQ foi fundada em 1975 para ser o fórum de debates de todos os engenheiros químicos deste nosso Brasil continental.

    A ABEQ conta hoje com mais de 1200 associados ativos, e tem entre as suas atividades a organização de importantes congressos, como o Encontro Brasileiro sobre o Ensino de Engenharia Química (ENBEQ), que ocorre a cada dois anos para aperfeiçoar o ensino de engenharia química no país, reunindo docentes de todo Brasil em grupos de trabalho para analisar diferentes aspectos da formação do engenheiro químico; o Simpósio Nacional de Bioprocessos (Sinaferm), tradicional evento que reúne profissionais que atuam nas várias etapas dos bioprocessos; o Congresso Brasileiro de Engenharia Química (COBEQ), que se constitui no evento de maior relevância para a área de Engenharia Química realizado no país; e o Congresso Brasileiro em Iniciação Científica de Engenharia Química (COBEQ-IC), que ajuda a preparar os futuros profissionais na prática de expor e defender trabalhos técnicos, submetendo-os à apreciação de especialistas de renome. A ABEQ oferece cursos de especialização em temas de relevância para o profissional que atua na indústria química, e edita três publicações de diferentes perfis, que buscam manter o profissional de engenharia química atualizado em sua profissão: o Brazilian Journal of Chemical Engineering (BJCE), periódico trimestral que publica artigos científicos em inglês; Revista Brasileira de Engenharia Química (REBEQ), publicação quadrimestral que promove o debate sobre questões relacionadas à engenharia química e suas relações com a sociedade, trazendo artigos técnicos e informações sobre eventos, cursos e mercado de trabalho; e o Boletim Informativo Mensal (BIM), boletim eletrônico distribuído gratuitamente para mais de 120 mil e-mails, com notícias rápidas sobre atualidades relevantes para o engenheiro químico, bem como notícias sobre eventos, cursos e empregos.

    Neste espaço buscaremos ampliar o alcance na discussão de assuntos que possam interessar a engenheiros químicos e outros profissionais que atuam no cotidiano da indústria química. O conceito de engenharia química como profissão surgiu a partir da proposição do inspetor de álcalis inglês George E. Davis em uma famosa série de palestras proferidas em 1887. O Alcali Act de 1863, talvez a primeira lei ambiental do mundo, obrigava os fabricantes de barrilha, ou soda ash (Na2CO3), que utilizavam o processo Leblanc, a minimizarem suas emissões de ácido clorídrico para a atmosfera. Os inspetores de álcalis percorriam a Inglaterra para garantir o cumprimento da lei. George E. Davis publicou em 1901 o primeiro Manual de Engenhria Química, e definiu o conceito de ‘operações unitárias’, embora o termo tenha sido criado por Arthur D. Little, em 1916.

    Operações Unitárias são etapas básicas de um processo que envolvem uma mudança física ou uma transformação química da matéria. Tradicionalmente, são divididas em três categorias: operações envolvendo mecânica dos fluidos, transferência de calor, e transferência de massa (ou de separação e purificação).

    A operação unitária de separação ou purificação mais utilizada na indústria química é a destilação. Nos Estados Unidos, há mais de 40 mil colunas de destilação, consumindo cerca de 40% de toda energia usada nas indústrias química e petroquímica. Para se ter ideia do que isso significa, o setor industrial dos EUA foi responsável por 32% do consumo total de energia daquele país, e as indústria químca e de refino foram juntas responsáveis por 46% do consumo da indústria norte-americana. Portanto, podemos considerar que as colunas de destilação consomem quase 6% de toda energia dos EUA.



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