Alimentos e Bebidas

Alimentos: Indústria registra incremento consistente na procura por insumos de alta qualidade – Perspectivas 2018

Antonio C. Santomauro
28 de fevereiro de 2018
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    E no decorrer de todo o ano de 2017, estima Ribeiro, o setor deve ter elevado em algo entre 1,4% e 1,5% seu volume de produção, e em 1,8% ou 1,9% seu faturamento real, que teria assim somado aproximadamente R$ 623 bilhões (ver Tabela 3). “São índices de evolução importantes, até porque estima-se que no ano passado o PIB do país tenha crescido aproximadamente 0,9%”, enfatiza.

    No segmento das bebidas sem álcool, especificamente, o ano passado foi um período no qual as agruras da crise econômica nacional foram sentidas de forma mais aguda nos meses iniciais, relata Alexandre Jobim, presidente da Abir (Associação Brasileira das Indústrias de Refrigerantes e de Bebidas não Alcoólicas). “Porém o terceiro trimestre do ano foi marcado por uma melhora de desempenho do setor, e isso propicia um cauteloso otimismo para 2018”, complementa Jobim.

    Já para os produtores de aditivos e ingredientes para alimentos, apesar de alguma melhora nos meses finais, 2017 foi um “ano difícil”, relata Collino, da Abiam. Essa indústria, ele diz, nos últimos dois anos movimentou no Brasil aproximadamente R$ 10 bilhões por ano, dos quais aproximadamente 20% provenientes de exportações.

    Há, porém, no Brasil, crê o presidente da ABIAM, grande potencial para a expansão da indústria alimentícia brasileira (e, consequentemente, da produção de ingredientes e aditivos a ela destinados). Mas ele condiciona seu aproveitamento à realização de alguns movimentos: um deles, específico do setor, que precisará atender à crescente demanda das pessoas por alimentação mais saudável; o outro, a melhoria do poder aquisitivo da população do país, depende de ações mais gerais nos campos econômico e social. “Para obter um crescimento mais expressivo, o Brasil precisará evoluir como exportador de alimentos industrializados, não somente de produtos in natura”, destaca Collino.

    Química e Derivados, Alimentos: Indústria registra incremento consistente na procura por insumos de alta qualidade - Perspectivas 2018

    Mas Ribeiro, da Abia, lembra ser o Brasil exportador já bastante relevante de alimentos, que, exceto em determinados itens – como grãos verdes de café e de soja –, seguem para o exterior pelo menos semiprocessados. “Não exportamos laranja, e sim suco de laranja, nem exportamos cana-de-açúcar, e sim açúcar ou álcool”, ele exemplifica. “Além disso, temos uma exportação importante de alguns produtos prontos, como balas, chocolates e derivados lácteos”, complementa Ribeiro.



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