Alimentos e Bebidas

Alimentos: Funções nutritivas, cosméticos e farmacológicas avançam como tendências dessa indústria

Antonio C. Santomauro
29 de dezembro de 2017
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    Retomada de investimentos – Embora raramente revelem números e índices, os representantes das empresas fornecedoras de ingredientes e aditivos para a indústria alimentícia brasileira preveem, de maneira quase unânime, um mercado doravante mais favorável a seus negócios. Araújo, da Gelita, não divulga números, mas fala em “perspectiva de crescimento para o mercado de gelatina no país, principalmente porque o país está saindo da crise”.

    Porém, apesar da sua conhecida resiliência às conjunturas adversas, a indústria alimentícia nacional também sentiu os efeitos da crise econômica, realça Duarte, da Aksell (empresa que fornece para essa indústria itens como micronutrientes à base de ferro, zinco, potássio, magnésio, vitaminas e enzimas, entre outros). Mas esse setor, ele pondera, também responde agilmente aos sinais de uma melhora, que já é perceptível, e que aliada às atuais demandas dos consumidores, beneficiará significativamente a Aksell. “Trabalhando com sais de alta pureza e performance, nossos resultados são positivamente impactada pela busca por produtos mais saudáveis”, justifica.

    Já Rodrigues, da Química Anastácio, observa que, premida pelas agruras da economia nacional, nos últimos dois anos a indústria alimentícia brasileira reduziu os investimentos em inovação, e priorizou a readequação de portfólios e a redução de custos. “Mas projeções mostram um cenário econômico mais aquecido a partir de 2018, e a indústria de alimentos e bebidas deve retomar os investimentos em produtos de maior valor agregado e inovação, e em conceitos como agregação de valor, vaidade, luxo e indulgência para o consumidor”, ele destaca.

    Para nutrição humana a Química Anastácio hoje oferece um rol de produtos que entre outros itens inclui emulsificantes, espessantes, acidulantes, conservantes, edulcorantes, gomas, aromas e ingredientes para suplementos. “Temos um portfólio bem vasto, para os diversos segmentos da indústria alimentícia: bebidas, frigoríficos, lácteos, panificação, óleos e gorduras, entre outros”, relata Rodrigues.

    E as perspectivas de um mercado mais favorável já geram inclusive anúncios de investimentos. A Sunset, adianta Carvalho, já projeta um aumento – das atuais 35 para quarenta pessoas – em seu quadro de funcionários. A empresa, ele projeta, crescerá também porque atuará com novos produtos, podendo até mesmo retornar a segmentos que abandonara, como o mercado de vegetais desidratados, usados em produtos como sopas e caldos. “Esse é um mercado grande, já atuamos nele algum tempo atrás; saímos devido à guerra fiscal entre estados, mas para esse gênero de produto esse problema está solucionado”, relata Carvalho.

    Recentemente, a Sunset fechou uma parceria que lhe permitirá distribuir também dióxido de titânio. “A indústria de alimentos usa esse produto para, por exemplo, promover turbidez em bebidas à base de limão”, especifica o diretor da empresa.

    Na Boraquímica, o plano de investimentos inclui a inauguração, no próximo ano, de uma área adicional de armazenamento, com capacidade para até 350 mil litros e disponibilidade para acondicionar até dez produtos diferentes, entre eles glicerina, ácido fosfórico e soda. Esse novo espaço estará localizado na unidade mantida em Cravinhos-SP pela Boraquímica (que tem operações também na cidade de São Paulo e no município catarinense de Itajaí). “Nos próximos quatro meses disponibilizaremos cinco novos itens: três deles, voltados ao mercado de alimentos”, adianta Bonato.

    A Boraquímica oferece ao mercado um vasto conjunto de produtos para uso tanto nos próprios alimentos – acidulantes, alcalinizantes, edulcorantes, espessantes, preservantes, entre outros –, quanto em processos como limpeza e higienização dos equipamentos e linhas de produção, além do tratamento da água utilizada no processo. A água potável é apontada por Bonato como fundamento de um mercado que, na medida em que escasseiam as fontes minerais de água, se tornará crescentemente relevante para ao menos uma categoria de produtos fornecidos para a indústria alimentícia: os sais minerais. “Será necessário ressalinizar a água após seu tratamento, pois ela é importante fonte desses sais”, justifica.

    Química e Derivados, Fábrica da Buschle & Lepper extrai e purifica magnésio marinho

    Fábrica da Buschle & Lepper extrai e purifica magnésio marinho

    Na Buschle & Lepper, integram o portfólio itens como ácido cítrico, ácido lático, fosfato trissódico, cloreto de cálcio, entre outros. E atualmente essa empresa implementa um projeto de ampliação da capacidade de produção de um item fabricação própria, o magnésio, prevista para o próximo ano. “Também está em nossos planos a montagem de um laboratório de aplicação, que pode constituir diferencial fundamental em nossa proposta de oferecer soluções para os clientes”, diz Sousa.

    Sediada em Joinville-SC, a Buschle & Lepper também trabalha para fortalecer sua presença em outras regiões do país (além do Sul, onde tem atuação consolidada). “Para isso, inauguramos há aproximadamente um ano e meio uma filial em Embu das Artes, na Grande São Paulo”, finaliza o diretor comercial da empresa.



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