Alimentos – Exportações de proteína animal disparam

Química e Derivados - Collino: aditivos atuam para manter a saúde do consumidor
Collino: aditivos atuam para manter a saúde do consumidor

A indústria de ingredientes e aditivos para alimentos e bebidas segue o mesmo ritmo de crescimento do mercado geral. Apesar de ainda não ter finalizado os saldos do ano passado, Helvio Tadeu Collino, presidente da Abiam (Associação Brasileira da Indústria e Comércio de Ingredientes e Aditivos para Alimentos) estima encerrar 2019 somando mais de 10 bilhões de reais em faturamento – um crescimento de cerca de 2% em relação ao ano anterior.

Segundo o executivo, as mudanças propostas pelo governo, no ano passado, como a reforma da Previdência Social, as revisões de subsídios e o incentivo ao empreendedorismo, sinalizam avanços que sustentam previsões positivas para o setor. “Para 2020, seguimos confiantes ”, afirma Collino. Ele ressalta que o segmento de ingredientes e aditivos tem se mostrado de grande importância para a indústria de alimentos e bebidas, uma vez que é um dos principais responsáveis pelas inovações, melhoria de desempenho e racionalização dos custos do setor. Aliás, faz uma ressalva sobre o conceito clean label. Ele observa que a população precisa ser adequadamente esclarecida sobre a aditivação, pois esta opera seguindo regulamentações e é benéfica, na medida em que, entre outros atributos, preserva a saúde do consumidor. “O importante é destacar que estamos atentos e muito ativos com relação à segurança, saudabilidade e valor agregado de nossos produtos e tecnologias ”, reforça Collino.

A indústria de alimentos para fins especiais e congêneres, que hoje, gira em torno de US$ 6 bilhões, segundo dados da Abiad (Associação Brasileira da Indústria de Alimentos para Fins Especiais e Congêneres) e da consultoria econômica Websetorial, também demonstra fôlego. “O ano de 2020 deverá ser de recuperação, com crescimento do PIB entre 2,0% e 2,5%. Com o delineamento desse cenário, é esperado um impacto positivo sobre a demanda de produtos da indústria de alimentos para fins especiais e uma melhora nas margens de lucratividade nas empresas ”, afirma Gisele.

A indústria alimentícia emprega diretamente 1,6 milhão pessoas. Ao todo são 9,5 milhões de trabalhadores na cadeia produtiva. O setor de carnes e derivados é o que responde pelo maior faturamento, sendo seguido por laticínios, cereais processados e café. “O mercado nacional de alimentos e bebidas está entre os principais mercados no Brasil, tem sua dinâmica associada, dentre outros, à permanente inovação tecnológica, preocupação com a saúde e a qualidade de vida da população, sustentabilidade e preservação do meio ambiente”, finaliza Collino.

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