Alimentos: Adição de vitaminas melhora a saúde

E previne carências nutricionais da população

Deflagrada pela pandemia, a demanda por suplementos vitamínicos para alimentos se intensificou.

A produção e a comercialização de produtos fortificados vêm ganhando protagonismo na indústria.

Mesmo com a vacinação em massa, o consumidor continua preocupado em melhorar a imunidade.

E encontra nestes itens uma forma palatável e prática para a ingestão das vitaminas.

O impacto da Covid-19 potencializou a preocupação com a ingestão de vitaminas, especialmente as C e D.

Alimentos: Adição de vitaminas melhora a saúde ©QD Foto: iStockPhoto
Pompeu: idosos têm demandas específicas em fortificação

“Hoje é possível observar um consumidor empenhado em otimizar sua saúde holística, pensando em corpo, mente/cognição e humor. A busca por uma suplementação e fortificação vitamínica, então, se impulsionou”, afirma Danilo Pompeu, coordenador comercial da Tovani Benzaquen.

Segundo ele, os mercados de alimentos, bebidas e suplementos alimentares vêm se fundindo, nos últimos anos.

Um estudo realizado pela DSM, há dois anos, com 12 mil entrevistados de 24 países, o Consumer Immunity Panel, mostrou que as pessoas estão cada vez mais atentas à sua imunidade, classificando-a como uma das três principais preocupações relacionadas à saúde.

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    Maria Fernanda: consumidor quer melhorar a defesa imunológica

    “Atualmente, 65% dos consumidores se preocupam em aumentar suas defesas e 69% dos entrevistados dizem tomar suplementos para apoiar sua saúde imunológica”, diz Maria Fernanda Elias, nutricionista e gerente de comunicação da unidade de negócio Health, Nutrition and Care da DSM na América Latina.

    As vitaminas desempenham diversas funções no organismo. Segundo Bruna Carolina Lourenço, gerente de Desenvolvimento de Negócios na Nutror (marca do Grupo MCassab), a fortificação é uma forma de corrigir uma deficiência de nutriente, balancear o perfil nutricional de um alimento ou restaurar os nutrientes perdidos no processamento e, assim, suprimir deficiências nutricionais de uma população ou de grupos específicos da mesma.

    Por isso, a fortificação de alimentos e bebidas vai muito além de uma ferramenta de marketing.

    “É uma preocupação utilizada para reforçar o valor nutritivo dos produtos, favorecendo a manutenção da saúde e a prevenção de carências nutricionais da população”, reforça Bruna.

    Segundo ela, os novos conceitos de otimização das funções fisiológicas e de prevenção de doenças crônicas, associados ao fato da sociedade moderna estar preocupada com a saúde física e o bem-estar emocional, resultam em um aumento na produção e comercialização de alimentos fortificados.

    Não é de hoje que a indústria alimentícia emprega as vitaminas e os minerais em suas formulações.

    Ao longo da história, os alimentos fortificados com nutrientes específicos preveniram as deficiências e seus problemas de saúde relacionados a certos grupos de indivíduos.

    Alguns exemplos incluem cereais infantis com ferro e vitamina B contra a anemia; leite fortificado com vitamina D para evitar o raquitismo, além de farinha de trigo acrescida de ácido fólico para prevenir defeitos congênitos. Esses são denominados como produtos de fortificação obrigatória.

    Sem qualquer imposição, entretanto, a ideia de enriquecer o alimento com nutrientes está em franca expansão e atrai investimentos da indústria.

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    Gislene: estudo comprovou carência nutricional infantil

    “As vitaminas têm uma ampla utilização nos alimentos, atualmente”, confirma Gislene Cardozo, diretora-executiva da Associação Brasileira da Indústria de Alimentos para Fins Especiais e Congêneres (Abiad).

    De acordo com ela, esses ingredientes são empregados na composição de diversos alimentos e propiciam balanço nutritivo e diferenciação ao produto.

    Robusto – Cada vez mais, há versões vitaminadas de alimentos.

    “Opções mais saudáveis e nutritivas definitivamente representam o futuro das inovações”, afirma Maria Fernanda.

    Segundo ela, a busca por esses produtos cresceu, sobretudo em lares com crianças e adolescentes até 18 anos. Ela se baseia no estudo Consumer Insights, divulgado pela Kantar no ano passado.

    Esse retrato do país é um reflexo do cenário mundial.

    “O mercado global de alimentos fortificados vem testemunhando um forte crescimento, nos últimos anos, devido ao aumento do consumo de alimentos enriquecidos com vitaminas”, diz Bruna.

    Hoje, grande parte das vitaminas já tem seus benefícios reconhecidos pela população, e por isso, ela ressalta que um rótulo ganha valor quando traz estes ingredientes em sua composição.

    Cyntia Moreira, gerente técnica de Nutrição Humana da Basf, lembra que a legislação exige que na tabela nutricional de cada produto seja declarada a porcentagem de cumprimento diário de cada nutriente na porção de consumo, assim permitindo que o próprio consumidor identifique os conteúdos facilmente.

    Aliás, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou o aumento dos valores da IDR (ingestão diária recomendada) das vitaminas no país.

    As organizações de saúde ao redor do mundo, como a Anvisa, determinam limites mínimos e máximos diários de consumo de cada vitamina.

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    Cynthia: dosagem deve ser definida para cada país

    “É muito interessante que as organizações estabeleçam os limites de acordo com a necessidade da população dado seus hábitos e cultura alimentar, ou seja, há valores de ingestão diária recomendada diferentes em diferentes países”, afirma Cyntia.

    A regulamentação brasileira é considerada bem evoluída quando comparada à de outros países da América Latina. Porém, ainda assim, tem falhas.

    Segundo Bruna, falta clareza e um melhor discernimento quando são comparadas diferentes legislações para categorias de suplementação alimentar versus fortificação de alimentos e bebidas.

    “Estamos no caminho, mas as morosidades no processo freiam ou limitam a indústria para ser mais rápida e assertiva”, diz.

    Diversos públicos – De qualquer maneira, os investimentos não param.

    Para Pompeu, a procura por uma alimentação mais saudável, diversificada e fortificada com vitaminas, minerais e ingredientes bioativos movimentou as fabricantes para que “pensassem fora da caixa” e trouxessem produtos realmente disruptivos.

    Como exemplo há as gummies, para suplementação do público infantil; os chocolates com adição de colágeno e vitaminas, ou mesmo barrinhas proteicas cada vez mais indulgentes.

    Nota-se também que a indústria tem trabalhado para desenvolver os produtos fortificados em apresentações diferentes, sobretudo para a categoria que atende às crianças, pois estas exigem que o alimento seja saboroso e lúdico.

    Os consumidores idosos também têm algumas especificidades que podem ser atendidas pelos fabricantes de produtos fortificados.

    Diante de alguma dificuldade com a ingestão de apresentações farmacêuticas (cápsulas, tabletes e afins), existe a necessidade da aplicação dos nutrientes em alimentos, como líquidos prontos para beber.

    “Com o aumento da expectativa de vida, ano após ano, o envelhecimento saudável se torna objetivo de grande parte da população e deixa de ser um nicho para se transformar em um mercado inteiro de oportunidades”, diz Pompeu.

    Aliás, sobre públicos específicos, num primeiro momento, o segmento da fortificação dos alimentos parece fadado a ser de nichos, porém, com base em experiências internacionais, Pompeu afirma que não.

    Segundo ele, estes são produtos que devem estar voltados para atender a indivíduos que possuam deficiências na ingestão das vitaminas, mas também aqueles que desejem se certificar de que estão consumindo a dose diária recomendada.

    Ele comenta que, em países onde os mercados de fortificação e suplementação existem há mais tempo, consumidores já inserem esse tipo de produto na dieta desde a infância, sempre com acompanhamento de um especialista.

    Globalmente, diferentes categorias de alimentos e bebidas vêm crescendo com constância em número de lançamentos fortificados com vitaminas.

    Um destaque fica por conta dos produtos alimentícios voltados ao público infantil, com a taxa de crescimento anual composto (CAGR) de 8,67%, segundo a Innova Market Insights.

    Pompeu destaca que a fortificação de alimentos mais comuns, como iogurtes, cafés e pães acaba se tornando um modo simples e eficaz de entregar esses micronutrientes ao consumidor sem a necessidade de ingerir dezenas de cápsulas e comprimidos ao dia.

    Por isso, para ele, a tendência é de crescimento desse mercado, com o aumento gradativo das demandas.

    “As perspectivas, quando falamos de alimentos industrializados fortificados com vitaminas, são bem positivas”, ratifica Pompeu.

    Espera-se que os consumidores se tornem mais exigentes, buscando informação sobre o que consomem e, consequentemente, gastando mais em produtos alimentares saudáveis.

    Por ora, existe um movimento da sociedade neste sentido, e a indústria responde com novos desenvolvimentos para esta demanda.

    Naturais – A Tovani Benzaquen, em parceria com a Bring Solutions, traz em seu portfólio mixes de vitaminas e minerais personalizados, para diversos segmentos da indústria.

    Alinhada com as tendências mundiais, a companhia apresenta como destaque o Earthlight.

    São cogumelos minimamente processados que foram cultivados e submetidos a um tratamento com radiação ultravioleta para alcançar nível padronizado de alta concentração de vitamina D2.

    Após este processo, os cogumelos são colhidos e moídos para a confecção de um pó superconcentrado de cerca de 40.000 UI por grama.

    “O mercado está acostumado ao consumo de vitaminas D de origem animal ou sintética e, pensando nisso, a Tovani Benzaquen, com seu perfil inovador, buscou suprir o gap de uma matéria-prima natural para os públicos veganos e vegetarianos, encontrando a solução na parceria com o fabricante PLT”, explica Pompeu.

    A Anvisa deferiu, recentemente, a utilização de vitamina D2 (que é de origem vegetal) em suplementos alimentares e, em breve, deve chegar aos mercados de alimentos e bebidas.

    Bruna comenta que, com o crescimento da demanda dos alimentos plant-based, houve a necessidade de a indústria trabalhar com vitaminas de origem vegetal e cita justamente o exemplo da vitamina D2 em substituição à vitamina D3 (tradicionalmente de origem animal).

    Em especial sobre os produtos veganos, Bruna aponta que um dos principais desafios do formulador diz respeito ao desenvolvimento de soluções que entreguem um produto final com as características nutricionais desejadas.

    “Como grande parte dos consumidores de produtos à base de plantas é composta por pessoas que reduzem ou eliminam o consumo de produtos de origem animal, essa é uma preocupação importante”, diz.

    Aliás, segundo ela, com o crescimento da competitividade nesse mercado plant- based, a qualidade nutricional dos produtos pode ser um dos principais diferenciais.

    Processo – Para Gislene, as indústrias têm trabalhado incessantemente na evolução das vitaminas, disponibilizando ingredientes que exigem uma metabolização diferenciada e biodisponibilidade ao organismo.

    Não por acaso, entre os lançamentos mais recentes do setor, ela destaca aqueles que possibilitam a esses nutrientes melhor absorção e aproveitamento pelo organismo.

    “O processo de fortificação dos alimentos parece simples, mas para ter qualidade e segurança, é necessário um bom desenvolvimento em conjunto, trabalhando no detalhamento do processo, com avaliações sensoriais e validações analíticas”, pontua Bruna.

    Em suas dosagens aplicadas nos alimentos, as vitaminas não devem interferir no sensorial do produto (sabor ou cor).

    Este por si só é um desafio para a indústria, porém, o formulador, cada um à sua maneira, tem superado esta questão.

    “Grande parte das alterações possíveis de acontecer já é conhecida, e procuramos evitar”, menciona Bruna, em alusão às mudanças sensoriais promovidas pela fortificação.

    De acordo com Maria Fernanda, aliás, as inovações vão justamente nesse caminho, sendo fundamental aliar saudabilidade ao sabor e à textura.

    Ela explica que a companhia tem uma série de soluções nesse sentido, com alternativas que garantem maior sabor, coloração, sustentabilidade na produção e uma recomposição nutricional para suprir a necessidade de micronutrientes.

    A companhia, aliás, comprometeu-se a alcançar 150 milhões de pessoas com alimentos proteicos nutritivos e sustentáveis à base de plantas até 2030.

    A DSM é uma das principais produtoras mundiais de nutrientes essenciais, sendo líder em soluções de lipídeos nutricionais, no fornecimento de vitamina C e na fabricação de vitamina D3.

    A companhia possui um vasto portfólio para a indústria de alimentos e bebidas; na área de vitaminas, são diversas, entre as solúveis em água e também em gordura.

    Voltando ao procedimento de fortificação dos alimentos, uma das questões mais cruciais aos formuladores, segundo Cyntia, começa na forma de adição dessas substâncias aos processos, de maneira a garantir uma boa homogeneidade e, em seguida, a estabilidade das vitaminas durante a vida útil do produto.

    Bruna concorda. Para ela, o grande gargalo é justamente este último item, pois vários fatores físicos e químicos comuns afetam a estabilidade das vitaminas em bebidas e alimentos acabados fortificados.

    “Por exemplo, a exposição à umidade do ar durante o armazenamento aumenta significativamente a taxa na qual as vitaminas são degradadas por reações químicas, como a oxidação”, afirma.

    As temperaturas elevadas durante o processo e luz forte no período do armazenamento também podem interferir negativamente.

    Em suma, a exposição a múltiplos estresses, geralmente, multiplica o efeito sobre a estabilidade da vitamina.

    Por isso, Bruna ressalta que conhecer as possíveis perdas e garantir que as vitaminas estejam presentes no final é o desafio, e para isso, é necessário estudar as diversas variáveis como fontes a serem usadas, biodisponibilidade, interações e reações, entre outras.

    Bruna enfatiza que ao lidar com compostos complexos e reativos, como as vitaminas, nenhuma forma de produto pode oferecer proteção completa e ilimitada contra condições destrutivas, períodos excessivos de armazenamento ou processos de fabricação severos.

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      Dessa forma, ela destaca ser fundamental ter um equilíbrio entre os componentes para uma boa qualidade do premix vitamínico, considerando características importantes como fluidez, aglomeração e segregação, higroscopicidade, entre outras – além da qualidade do correto manuseio, aplicação e armazenagem por parte da indústria.

      Essas características são especialmente importantes com vitaminas, porque esses nutrientes essenciais são normalmente adicionados em pequenas quantidades aos alimentos, nos quais sua presença ou ausência pode afetar significativamente o desempenho esperado.

      Bruna explica ainda que as vitaminas são substâncias orgânicas, de origem vegetal ou animal.

      Com exceção da vitamina D, que pode ser produzida pela exposição aos raios ultravioleta da luz solar, as vitaminas não podem ser sintetizadas pelo corpo e são obtidas principalmente mediante a alimentação.

      Ela também esclarece que existem dois tipos de vitaminas: solúvel em gordura e solúvel em água.

      As vitaminas lipossolúveis (A, D, E e K) se dissolvem em gordura e podem ser armazenadas no corpo.

      Por sua vez, as vitaminas solúveis em água [C, e as do complexo B – B5, B6, B12, niacina (B3), riboflavina (B2), biotina (B7), tiamina (B1) e ácido fólico (B9)] precisam se dissolver na água antes que o organismo possa absorvê-las.

      A Nutror tem grande know how no mercado e, hoje, fabrica premixes de vitaminas e minerais que, segundo Bruna, contam com alta pureza e qualidade, melhor estabilidade, alta biodisponibilidade e ótimas propriedades de manuseio e mistura.

      A Nutror é uma marca do Grupo MCassab que oferece soluções nutricionais customizadas em pré-misturas de vitaminas, minerais, energéticos e ingredientes funcionais para as indústrias de alimentos e bebidas, entre outras.

      A Basf, por sua vez, desenvolveu uma tecnologia de microencapsulamento, a beadlet, que proporciona, segundo a fabricante, excelente estabilidade para que as vitaminas possam ser misturadas com outros nutrientes em pó, os quais, muitas vezes, por sua natureza, aceleram a degradação das vitaminas.

      “O portfólio Basf conta com especialidades para cada necessidade de aplicação, considerando diferentes composições e tecnologias, assim proporcionando biodisponibilidade destes nutrientes no produto”, afirma Cyntia.

      A companhia oferece uma ampla variedade de vitaminas.

      Ela comenta que algumas delas são lipossolúveis e por conta da tecnologia de microencapsulação podem ser adicionadas diretamente em uma fase “aquosa” sem a necessidade de emulsioná-las previamente, o que facilita o uso na indústria de alimentos e suplementos.

      Nutrição Infantil – O Ministério da Saúde lançou, em fevereiro, o Estudo Nacional de Alimentação e Nutrição Infantil (Enani), com o objetivo de descrever as prevalências de indicadores do estado nutricional antropométrico de crianças brasileiras menores de cinco anos e de suas mães biológicas.

      Foi observado comprometimento nutricional – baixa altura e excesso de peso –, com prevalência do último item.

      Também diagnosticaram prevalências nacionais de anemia (10%) e anemia ferropriva (3,5%), assim como de deficiência de vitamina A (6,0%), zinco (17,8%) e insuficiência de vitamina D (4,3%).

      Além disso, constatou-se a deficiência de vitamina B12 (14,2%).

      Segundo Gislene Cardozo, diretora-executiva da Associação Brasileira da Indústria de Alimentos para Fins Especiais e Congêneres (Abiad), o estudo propôs que o estado nutricional de zinco e vitamina B12 deve ser discutido no cenário das políticas públicas voltadas à saúde infantil, assim como a necessidade de políticas de prevenção e controle em grupos mais vulneráveis nas prevalências de vitamina A e anemia.

      “Esse estudo tem se mostrado um dos melhores levantamentos de dados sobre o tema”, afirma.

      Segundo Cyntia Moreira, gerente técnica de Nutrição Humana da Basf, fortificar alimentos é uma necessidade real, uma das formas mais eficazes de combater a deficiência de micronutrientes.

      Além disso, tem a praticidade a seu favor, pois este modelo de entrega de nutrientes à população não exige mudança de comportamento dos consumidores para ser adotada.

      Ela menciona ainda outro fator positivo: geralmente, na composição dos alimentos, principalmente os industrializados, os micronutrientes não são os mais dispendiosos em seu custo aplicado (custo da dosagem aplicada).

      Bruna Carolina Lourenço, gerente de Desenvolvimento de Negócios na Nutror (marca do Grupo MCassab), traz o dado de que, atualmente, mais de 2 bilhões de pessoas no mundo sofrem de carências de micronutrientes, porque elas não estão cumprindo suas necessidades nutricionais diárias de vitaminas e minerais essenciais.

      “A possibilidade de ter alimentos adicionados de nutrientes facilita o acesso às pessoas que não conseguem ter uma alimentação perfeitamente balanceada”, afirma.

      De acordo com ela, as deficiências não só afetam a saúde em longo prazo de um indivíduo, mas também podem aumentar os custos sociais e de saúde pública e, potencialmente, deprimir a produtividade econômica de uma nação.

      Vale mencionar que as vitaminas e os minerais compõem uma categoria de nutrientes essenciais. Segundo a Resolução 714/2022, que revoga a Portaria 31/1998, a adição destes ingredientes é permitida para enriquecer o valor nutritivo do alimento ou mesmo restaurar os nutrientes perdidos, durante o processamento ou o armazenamento. Essa resolução entrará em vigor no próximo dia 9 de outubro.

      Alimentos: Adição de vitaminas melhora a saúde ©QD Foto: iStockPhoto

      Tabela: Limites mínimos de vitaminas e minerais para enriquecimento ou restauração de alimentos
      Fonte: Diário Oficial da União – RDC nº 714, de 1 de julho de 2022
      Obs.: 1 RE = 1 micrograma de vitamina A (all-trans retinol)

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