Álcool em gel – Indústria cria alternativas ao insumo escasso

Química e Derivados - Álcool em gel - Indústria química cria alternativas ao insumo escasso e garante oferta

Indústria química cria alternativas ao insumo escasso e garante oferta

O álcool em gel será o ícone da pandemia do Covid-19. A sua demanda disparou como um foguete em todos os países, provocando um desabastecimento geral, não do etanol, que é abundante, mas de modificadores reológicos e embalagens. O desejado e prático higienizador de mãos segue escasso e, em alguns lugares, teve preço multiplicado.

Ainda é cedo para dizer como ficará a demanda pelo álcool em gel depois de superada a pandemia. Há quem afirme que o consumo cairá, mas não voltará ao patamar anterior. Essa expectativa movimenta fabricantes do produto e também dos insumos necessários a sua fabricação. Ressalta-se que outros produtos podem ser usados para a mesma finalidade, alcoólicos ou não, e a simples lavagem de mãos com água e sabão oferece a mesma proteção aos indivíduos.

O maior fornecedor brasileiro de etanol para consumo geral, em diversas apresentações, entre elas o gel, do qual responde por 70% da produção local, é a Companhia Nacional de Álcool (CNA), com fábrica em Piracicaba-SP. Em 1948, lançou o Álcool Zulu, primeira marca de etanol engarrafado do país e, hoje, conta também com as marcas Zumbi, Coperalcool e Da Ilha, com várias formas e apresentações de produtos para higiene e limpeza. A CNA fabricou 120 mil frascos de 400 g de etanol 70% em gel durante todo o mês de janeiro deste ano, ou seja, antes do aparecimento por aqui do coronavírus-2. Em março, a empresa passou a produzir 250 mil frascos diários de 400 g. Isso representou um incremento de 6.500% na oferta apenas dessa companhia, que se esforça para chegar a 600 mil frascos diários, depois de instalar a quinta linha de produção desse tipo de produto na fábrica. De janeiro a abril, a empresa duplicou seu quadro de colaboradores, de 200 para 400, operando em três turnos ininterruptos, inclusive em domingos e feriados.

Química e Derivados - Martins: álcool para fazer gel precisa ter alta qualidade
Martins: álcool para fazer gel precisa ter alta qualidade

“Conseguimos manter a produção usando carbômeros de boa qualidade, vindos da Índia, China e Estados Unidos, mas a disponibilidade está curta no mercado internacional”, comentou Flávio Martins, diretor de negócios da Álcool Ferreira, empresa do Grupo MPR, também proprietário da CNA. A Álcool Ferreira produz álcool em várias concentrações, incluindo o 96º GL (medida volumétrica) neutro, usado na produção de medicamentos, cosméticos e bebidas. Fornece esse item para que a CNA possa fabricar o álcool 70% (em peso) na forma de gel. “Hoje, o maior problema está em conseguir embalagens com tampa tipo pump, elas estão em falta no mercado”, comentou.

O laboratório Cimed dedicou uma das suas linhas de produtos de higiene e limpeza para produzir 250 mil unidades de álcool gel para serem distribuídas aos seus funcionários e familiares, às Unidades Básicas de Saúde de Pouso Alegre-MG (onde está localizado) e de todo o Estado de Minas Gerais. O produto será integrado ao portfólio de 650 itens fabricados pela Cimed.

Química e Derivados - Uma das linhas de produção da Cimed passou a fazer álcool em gel
Uma das linhas de produção da Cimed passou a fazer álcool em gel

Da mesma forma, fabricantes de cosméticos, a exemplo de Natura, Boticário e Granado, assim como de domissanitários (Química Amparo) e de bebidas (AmBev), também iniciaram produção de álcool em gel ou de álcool 70% (em peso) para distribuição gratuita durante a pandemia.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicou em março duas Resoluções de Diretoria Colegiada (RDC) que reduziram por 180 dias algumas exigências para a produção de produtos alcoólicos com uso antisséptico ou sanitizante, de modo a ampliar a oferta desse insumos necessários ao combate à Covid-19. A RDC 347 permitiu que farmácias magistrais (que aviam fórmulas de medicamentos) produzissem esses itens e os comercializassem livremente. A RDC 350 liberou qualquer empresa com autorização de funcionamento e alvará ou licença sanitária válida a produzir, sem prévia autorização do órgão federal, preparações antissépticas com álcool, referindo-se principalmente às indústrias de cosméticos e de saneantes.

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A RDC 350 recomenda seguir as diretrizes do Formulário Nacional da Farmacopeia Brasileira, porém permitiu a substituição de veículos, excipientes ou substâncias adjuvantes prescritas por outras, desde que tenham “mesma função farmacotécnica e garantam a mesma eficácia e estabilidade ao produto”. Mas todas as matérias-primas devem possuir padrão de qualidade para uso humano.

As resoluções não significam que, em caso de emergência, adota-se o “vale-tudo”. Os fabricantes continuam sendo responsáveis pela qualidade – ou pelos danos causados pela falta dela – dos produtos que oferece aos consumidores. “No álcool em gel, de modo semelhante aos cosméticos, quem deve atender a legislação da Anvisa é o produto final e quem o fabrica”, explicou Mariana Scarfoni Peixoto, líder em assuntos regulatórios da consultoria especializada Intertox. “Os produtos químicos não são enquadrados pelo órgão, mas os compradores devem exigir dos fornecedores uma qualidade compatível com o uso pretendido”. Cabe aos fabricantes verificar se os insumos que usam nas suas formulações são seguros e garantir essa característica aos consumidores finais. “Isso pode ser feito mediante apresentação de literatura técnica ou de ensaios clínicos, conforme cada caso”, informou.

Mariana explicou que o Formulário Nacional oferece uma receita básica para cada produto descrito. “Ele tem o caráter de recomendação, podem ser feitas alterações nas receitas, mas sem prejudicar o resultado final”, disse.

O escasso carbômero – O Formulário Nacional aponta quatro ingredientes para a fabricação de álcool em gel. Três deles são abundantes no Brasil: etanol 96º GL, solução de trietanolamina a 50% (peso/volume, para acertar o pH entre 5 e 7) e água purificada (destilada, desmineralizada ou, em caso de emergência, fervida). O quarto item, o carbômero 980, sumiu do mercado mundial, com a oferta sendo incapaz de suprir a demanda explosiva que se verificou na pandemia. Ressalte-se que sua participação é pequena: 0,5 g para 100 g de produto final.

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O carbômero considerado referência de mercado integra a linha Carbopol, criada pela BF Goodrich e hoje produzida e comercializada pela Lubrizol Advanced Materials. São polímeros acrílicos de alto peso molecular que apresentam grande facilidade de dispersão e notável desempenho como modificador reológico, formando géis transparentes e estáveis.

Química e Derivados - Medeiros: Carbopol Aqua SF-1, feito no Brasil, é uma opção
Medeiros: Carbopol Aqua SF-1, feito no Brasil, é uma opção

“A área de negócios Lubrizol Life Science está passando por aumento sem precedentes na demanda de nossos polímeros Carbopol relacionados à escassez global de gel sanitizante para as mãos. O cenário é muito dinâmico e muda diariamente”, comentou Bernardo Medeiros, gerente geral da Lubrizol Life Science, Beauty & Home. A companhia informou que está rodando cheias todas as suas plantas em vários países do mundo, concedendo prioridade para o fornecimento de insumos para produtos para higienização e limpeza, oferecendo alternativas adequadas para seus clientes, além de iniciar investimentos para ampliar a produção mundial desses insumos.

A Lubrizol está monitorando toda a cadeia logística para evitar interrupções de suprimento, mas avisou que algumas remessas inter-regionais estão sofrendo atrasos pela falta de contêineres e de espaço em embarcações. “A Lubrizol produz diferentes tipos e versões de Carbopol em todos os continentes, incluindo a América Latina, o que garante flexibilidade e fornecimento. Estamos em um momento adverso global e nos adaptando a este aumento de demanda com investimentos que visam abastecer todas as regiões impactadas”, reiterou.

Embora o Carbopol 980 seja o produto indicado para a produção de álcool em gel, superando o 940 no aspecto toxicológico por ser polimerizado em sistema co-solvente, a companhia oferece alternativas adequadas a ele na sua própria linha. “Algumas versões da família Carbopol foram desenvolvidas especificamente para melhor viscosidade, claridade e estabilidade de sistema de álcool em gel, bem como facilidade de processo. Entretanto, neste momento em que a demanda é extremamente grande, estamos explorando outras versões, como o Carbopol Aqua SF-1, tradicionalmente conhecido e utilizado para sistemas tensoativos, mas que apresenta desempenho interessante e temos mais plantas de fornecimento, inclusive no Brasil”, apontou Medeiros. “É claro que, ainda assim, com o aumento da demanda global, enfrentamos dificuldade de abastecimento, mas estamos trabalhando para ganhar fôlego e um pouco de flexibilidade no atendimento da região.”

Química e Derivados - França: HMEC substitui bem o carbômero, mas está em falta
França: HMEC substitui bem o carbômero, mas está em falta

O mercado ficou nervoso com o súbito desbalanceamento de oferta e demanda. “Os estoques habituais desse carbômero foram consumidos e os importadores também ficaram zerados; isso se refletiu no preço, que se situava na faixa de US$ 12 a US$ 15 por quilo e pulou para o dobro ou triplo disso, ouvi dizer de um comprador que pagou US$ 100 porque tinha programação crucial para atender”, disse Luiz França, sócio-proprietário da distribuidora química Royal Marck, que tradicionalmente comercializa esse insumo.

França informou que alguns clientes passaram a substituir o carbômero por éteres de celulose, como CMC (carboximetilcelulose), HEC (hidroxietilcelulose) e HEMC (hidroxietilmetilcelulose), conseguindo alcançar o teor alcoólico de 70% (em peso), embora tenham sacrificado a transparência do produto final. “O HEMC parece ter proporcionado melhor resultado, mas os estoques dele também se esgotaram”, disse. Ele recomendou que os consumidores de gel para cabelos parem de comprar esse item durante a pandemia, pois esse cosmético consome grande quantidade do mesmo carbômero exigido na fabricação do álcool em gel.

A Química Anastácio conseguiu manter abastecidos seus clientes habituais de carbômeros e também atender uma demanda adicional por dispor de estoque amplo de todas as matérias-primas que distribui. “Estamos em um momento atípico, não temos ainda uma previsão de estabilização de mercado”, comentou Rodrigo D’Amaro, gerente estratégico de vendas e marketing da distribuidora. “No meio de notícias ruins, estamos recebendo informações de que a China está voltando para a vida normal, melhorando de forma ainda tímida a oferta de carbômeros, mas o reflexo disso no mercado só aparecerá entre julho e agosto.”

A Cimed informou não ter encontrado dificuldades com o suprimento de carbômero 980 para fabricar álcool em gel. “Não tivemos problemas para conseguir o carbômero nem qualquer outro ingrediente da formulação”, disse Julio Umberto Rossi, diretor de pesquisa e desenvolvimento da empresa. “Além disso, existem outros materiais aprovados e disponíveis no mercado que podem ser usados como formadores de gel, tais como Carbopol Utrez 10, CMC, HEC e Polaxamer 407, entre outros.”

A formulação do álcool em gel da Cimed contém outros ingredientes dedicados para hidratar e proteger a pele do usuário, a exemplo da glicerina, do extrato glicólico de aloé-vera e da vitamina E, como explicou o diretor.

Também a líder de mercado CNA manteve o uso de carbômero 980 na formulação, recorrendo a fontes alternativas. “Há muitos contratipos para esse carbômero em vários países, com alta qualidade”, comentou Flávio Martins.

Novidades nos espessantes – O forte crescimento do mercado de álcool em gel motivou indústrias químicas a desenvolver modificadores reológicos para aplicações cosméticas e farmacêuticas. O domínio da polimerização de cadeias acrílicas facilita esse tipo de inovação, cujo objetivo é formar gel estável sem prejudicar transparência e brilho do produto final, que também precisa manter a graduação alcoólica e a viscosidade estabelecidas em norma.

A Basf já contava com um polímero acrílico para formar o álcool gel em seu portfólio de ingredientes para cuidados pessoais, sendo comercializado para outras aplicações. “A dispersão aquosa de copolímero acrílico Luviset 360 era fabricada apenas na Alemanha, mas verificamos que ele pode ser elaborado também na nossa fábrica de Guaratinguetá-SP e isso começará a ser feito imediatamente”, explicou Tatiana Kalman, vice-presidente de Care Chemicals da Basf para a América do Sul.

Química e Derivados - Tatiana: copolímero acrílico atende às normas nacionais
Tatiana: copolímero acrílico atende às normas nacionais

Como informou, esse produto tem a mesma função do carbômero 980, sendo capaz de fornecer a viscosidade adequada ao álcool em gel. “Nosso time técnico já desenvolveu propostas de formulações para auxiliar os fabricantes interessados”, disse.

Tatiana também salientou que o Luviset 360 atende aos requisitos previstos na lista de substâncias estabelecidas pela Anvisa para a regularização de produtos cosméticos. A sua avaliação toxicológica evidencia a segurança do insumo, pois já era usado na Europa em formulações de personal care.

Esses aspectos são particularmente interessantes quando se olha para além do período de emergência, durante o qual as RDCs da Anvisa flexibilizaram exigências que voltarão a ser aplicadas depois. “Caso a demanda se mantenha após a Covid-19, a Basf avaliará a possibilidade de manter a fabricação local”, afirmou Tatiana.

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No início de abril, a Archroma lançou o Mowiplus HPC 9600, espessante para géis sanitizantes, em especial o álcool em gel. A novidade está inscrita na Nomenclatura Internacional de Ingredientes Cosméticos (INCI) e atende aos requisitos da RDC 83/2016 para produtos de higiene pessoal, cosméticos e perfumes. O insumo já está disponível no Brasil e será produzido na fábrica da companhia em Suzano-SP e em outras unidades da companhia, com custo competitivo e garantia de suprimento.

A Archroma informou tratar-se de uma emulsão acrílica em base água, com excelente desempenho, com a vantagem de eliminar o período de 12 horas necessário para a hidratação de polímeros em pó. Quimicamente, é diferente do carbômero 980, embora desempenhe a mesma função.

O Mowiplus HPC 9600 faz parte de uma nova linha de produtos para a área de personal care, mas a Archroma decidiu antecipar esse lançamento para apoiar o combate à pandemia de Covid-19. O plano da companhia é de manter a linha toda em seu portfólio permanente após a crise atual.

Química e Derivados - Petrone: demanda por álcool em gel será mantida a longo prazo
Petrone: demanda por álcool em gel será mantida a longo prazo

A brasileira Wana Química, especializada em polímeros para vários segmentos industriais, também ofereceu sua contribuição às formulações de álcool em gel. “Lançamos a linha Aquawan que é diferente do carbômero 980, mas funciona como agente promotor de espessamento para meios aquosos e alcoólicos, especialmente para a produção de álcool em gel. Por ser apresentado na forma líquida, tem manuseio fácil e promove espessamento de forma gradativa e controlada, simplificando o controle do processo”, informou Myrian Carvalho, gestora de produtos da companhia.

Diretor da filial Nordeste da Wana Química, Adriano Petrone aponta que a venda desse espessante está crescendo rapidamente, como resposta ao coronavírus. “Acreditamos que, quando voltar à normalidade, esse mercado não será mais o mesmo. O volume de vendas cairá muito em relação ao de agora, porém será maior do que era antes da pandemia, justificando a produção do insumo a longo prazo”, explicou.

Petrone entende que o combate à Covid-19 introduziu novos hábitos de higiene em toda a população mundial. “A higienização das mãos virou um hábito e o álcool em gel será muito mais comum nas casas, carros e shoppings do que era antes”, comentou.

Álcool pede respeito – O pânico causado pela emergência sanitária abriu uma porta para a oferta de produtos de baixa qualidade, alguns sem poder sanitizante eficaz. A começar pelo teor alcoólico, de 70% em peso, ou 77ºGL (em volume), mas também pela presença de impurezas no insumo.

“Existem normas e procedimentos específicos para se produzir álcool 70 para uso como higienizador de uso humano, não é só pegar o álcool de qualquer destilaria, ou de postos de abastecimento, e diluir”, ressaltou Flávio Martins, da Álcool Ferreira. Essa aplicação exige diluir com água de alta qualidade o álcool 96ºGL neutro, como o produzido pela Álcool Ferreira na sua unidade de Cordeirópolis-SP. “Temos uma coluna de destilação específica para isso”.

O etanol anidro e hidratado obtido nas destilarias nacionais tem como principal destino abastecer motores de combustão interna dos veículos automotores. É o chamado álcool carburante, com a mesma graduação alcoólica, com alguns resíduos de compostos formados na fermentação, a exemplo de metanol, aldeídos e cetonas. Embora presentes em baixa concentração, a sua presença é indesejável em uso farmacêutico, cosmético ou de bebidas.

Martins comentou que a comercialização de álcool sofreu grande alteração com a publicação da RDC 46/2002, que estabeleceu diretrizes de segurança para a venda de álcool ao consumidor final. Depois dela, ficou determinado que o álcool líquido só pode ser vendido ao consumidor livremente em concentrações abaixo de 54ºGL, acima desse teor, apenas na forma de gel e em frascos para 500 g no máximo. “A venda de álcool 70 líquido caiu e ele saiu de linha, a CNA o produz para uso em seus produtos e para nós da Álcool Ferreira, que o distribuímos para fins industriais, apenas”, ressaltou. A pandemia deu novo estímulo a esse produto, cuja sua comercialização foi liberada provisoriamente além dos limites da RDC 46, para suprir a demanda pelo sanitizante. Saliente-se que concentrações inferiores ou superiores de etanol em solução aquosa não têm efeito germicida. Martins, porém, acredita que a demanda pelo álcool 70 vai voltar ao nível anterior quando for superada essa crise e a RDC 46 voltar a ser aplicada com rigor. “É
uma questão de segurança, o álcool é inflamável e precisa ser manipulado com cuidado.”

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Ele também aponta que a demanda por álcool industrial caiu em alguns segmentos, como o de tintas, no qual é usado como solvente. “Temos muito álcool no Brasil, ainda mais agora que a safra está começando e a venda de combustíveis está deprimida”, disse. “A exportação de álcool também está elevada.”

O álcool etílico também é consumido na fabricação de produtos para limpeza de superfícies, em variadas formulações e apresentações. Mas esses produtos não devem ser usados para higienização das mãos, sob pena de causar irritações e ressecamento da pele, causando fissuras que podem abrir caminho para infecções.

A mesma RDC 46 estabeleceu que o gel com teor alcoólico igual ou superior a 68% em peso deve ter viscosidade maior que 8 mil centipoise (cP). Géis com concentrações abaixo desse limite devem respeitar o limite de viscosidade mínimo de 4 mil cP.

SANITIZANTES CITADOS NA RDC 350/2020

Álcool etílico 70% (em peso)
Álcool etílico glicerinado 80% (em peso)
Álcool em gel
Álcool isopropílico glicerinado a 75% (em peso)
Digliconato de clorexidina a 0,5%

Fonte: Anvisa – RDC 350, de 19 de março de 2020

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