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Água Ultra Pura: Anvisa e receio de contaminação forçam setor cosmético a melhorar água

Marcelo Furtado
23 de outubro de 2013
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    Química e Derivados, Sistema Ionpro é para vazões de 500 l/h até 1.000 l/h

    Sistema Ionpro é para vazões de 500 l/h até 1.000 l/h

    Essa tendência, aliada às cobranças da Anvisa, segundo Ferreira, tem gerado solicitações diárias por unidades da Veolia. O que não significa compras de fato. “Enquanto a agência não obrigar um novo padrão de construção para as estações de tratamento de água para cosméticos, as empresas, principalmente as pequenas, vão postergar os investimentos”, disse. E esse cenário, para ele, se agrava com o atual momento da economia. “O investimento não pode ser considerado baixo. E as empresas não estão capitalizadas para isso”, complementa. Até mesmo em virtude da baixa na economia a Anvisa dá sinais de que não fará essa exigência muito em breve.

    Ferreira confirma a constatação de que as grandes indústrias normalmente veem a água para cosméticos com preocupação similar à da produção farmacêutica. Quem atinge uma faixa maior de consumidores, e tem um nome a zelar, preocupa-se em não deixar que lotes de produtos contaminados pela água eventualmente cheguem ao mercado. O problema é que boa faixa de consumidores pode estar exposta a esse perigo, ao comprar produtos de mais baixo custo. “O consumidor comum sequer sabe que a água do cosmético precisa ser desmineralizada, quanto mais saberá que o ideal é ela ser ultrapura”, afirmou Ferreira.

    De olho na demanda – Em busca de negócios com a maior demanda de água ultrapura no setor cosmético, a brasileira Gehaka lançou no último ano, e está em fase de maior divulgação comercial, um sistema específico para a aplicação. Trata-se do modelo de purificador de água OS50 TQ300, para necessidades de 300 litros por hora, podendo chegar a 500 l/h.

    O sistema completo reúne em uma central única um filtro de partículas, filtro de carvão ativado, três unidades de osmose reversa, bomba de recirculação, lâmpadas para radiação ultravioleta, deionizador de troca iônica, cápsula de ultrafiltração em loop e filtro microbiológico em cápsula de saída com membrana em fibra oca com retenção de 0,01 mícron.

    Química e Derivados, Adel: Gehaka lançou sistema específico para uso em cosmético

    Adel: Gehaka lançou sistema específico para uso em cosmético

    Segundo Anselmo Adel, do departamento comercial da Gehaka, o diferencial do sistema é sua recirculação permanente de água purificada, para mantê-la preservada de contaminação microbiológica. “Depois de passar pelos filtros e ir para o reservatório de armazenagem, a água recircula de forma constante em duas lâmpadas de UV”, disse Adel. Segundo ele, a empresa vende bem o equipamento e as expectativas são boas. “A norma da Anvisa está fazendo o setor cosmético acordar para a necessidade de trabalhar com água ultrapura, sobretudo a produzida por membranas, sem a necessidade de regenerantes como ocorre com a troca iônica”, complementou.

    Outro exemplo de empresa interessada em buscar negócios nessa área é a Ecolab, grupo norte-americano com amplo portfólio em tratamento de água e efluentes que se associou à Nalco. Segundo o gerente de marketing, João Teodoro, a empresa pode ofertar soluções completas para água ultrapura, em várias modalidades de negócios, incluindo em regime de BOT. “Podemos financiar a planta, projetar e construir a unidade e depois nos responsabilizarmos pela operação e manutenção”, disse.

    A parte de projeto ficaria a cargo da divisão E&EP (engineering and project development), com expertise em construção de unidades para tratamento de água em todos os setores industriais. “O comum nesse setor é a construção de unidades de osmose reversa de duplo passo ou de osmose com polimento em EDI”, afirmou. Fechando um contrato para projeto de unidade completa, a Ecolab de preferência agregaria a prestação de serviço com pagamento por água tratada. “O foco é vender serviço, mas temos capital e conhecimento para criar uma solução completa”, finalizou.



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    Um Comentário


    1. Prezados,
      O aço inox 316 L apesar de muito eficiente não é o único produto indicado para tubulações e construção de equipamentos para água PW ou UPW.
      Atualmente o mercado conta com alternativas como os fluorpolimeros principalmente o PVDF um termoplastico que tem metade da rugosidade do inox 316 L o que reduz a possibilidade de biofilme e ainda traz vantagens adicionais como: tem muito menos lixiviação, não precisa de processos de passivação, não tem corrosão “rouge”, é muito mais leve e durável, tem processos de solda limpo que não contamina o ambiente com partículas metálicas, aceita qualquer processo de sanitização, inclusive a quente.



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