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Água: Novo enchimento reduz uso de energia em torres

Quimica e Derivados
5 de julho de 2001
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    Química e Derivados: Água: Poli - enchimento compacto faz consumo cair 20% a 30%.

    Poli – enchimento compacto faz consumo cair 20% a 30%.

    Em época de racionamento de energia elétrica, as torres de resfriamento de água podem ser grandes aliadas das indústrias na redução do consumo. Isso porque, segundo o engenheiro Carlos Augusto Poli, diretor da HPT Com­ponents, empresa especializada em projetos e montagem de componentes para torres de resfriamento, é possível economizar desde 20% até 30% de energia ao utilizar o enchimento tipo filme, em torres já existentes. A razão de tal economia se dá por um motivo simples: quanto mais com­pacto for o enchimento, maior sua área de troca térmica, o que permite à torre a utilização de um volume menor de ar para o resfriamento da água e, conse­quentemente, menos trabalho para os ventiladores, responsáveis pela recir­culação de ar no interior da torre, propiciando menor consumo de energia.

    A superioridade do enchimento tipo filme em relação aos outros modelos refere-se à sua área de troca térmica, pois esta pode ser até 100% maior por unidade volumétrica do que as dos outros enchimentos, além de possuir canais bastante compactos. Porém, é justamente por causa dessa ca­racterística que sua eficácia fica compro­metida, porque se a água a ser resfriada for suja, pode ocorrer entupimento hidráulico, caso o enchimento utilizado não for vertical.

    Outra particularidade deste tipo de enchimento está relacionada ao mate­rial. “Trata-se de lâminas moldadas em PVC que formam blocos com canais cruzados, nas opções de 19 e 12 milí­metros, enquanto que os tipos respin­gamento ou grade são de polipropileno injetado, portanto, inflamável”, comenta Poli.

    Química e Derivados: Água: Os elementos são lâminas moldadas em PVC.

    Os elementos são lâminas moldadas em PVC.

    Além de reduzir o gasto de energia, o resultado de trocar um enchimento mais aberto por um mais fechado também pode ser traduzido em maior volume de água, ou na possibilidade de trabalhar com a água em uma tempe­ratura mais baixa.

    O engenheiro Wagner Marinho Barbosa, da Semco Bac, também reforça os benefícios do enchimento tipo filme. “Realmente, é uma possibilidade a mais de economia dentro da indústria. Nós trabalhamos sob licença da norte-americana Baltimore Aircoil, que nos recomenda o enchimento tipo filme. Mas independente disso, utilizaríamos esse enchimento, pois, apesar do preço ser mais alto do que o dos outros tipos, só vejo vantagens no seu uso”, diz. O metro cúbico do enchimento tipo filme de 12 mm custa cerca de mil reais e o de 19 mm, 650 reais, enquanto que o metro cúbico do tipo grade, por exemplo, sai por 300 reais, aproximadamente.

    Segundo Poli, apesar das vantagens do enchimento tipo filme, ainda há uma certa resistência dos empresários quanto à troca do equipamento por custar cerca de duas vezes mais do que os outros modelos e sem retorno não é imediato. “Geralmente, no Brasil, pensa-se so­mente no hoje. Então fica complicado absorver a idéia de que vale a pena trocar o enchimento em uso por um de maior performance. O industrial alega que em tempo de contenção de gastos fica difícil investir. Sendo assim, primeiro tem de haver uma conscientização, pois, além dos benefícios inerentes do produto, existem os circunstanciais, já que a economia de energia é real e bastante significativa”, conclui Poli.

    Química e Derivados: Água: grafico9.



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