Tratamento de Água

Água: Normas mais rígidas de qualidade estimulam as vendas de floculantes

Hamilton Almeida
24 de outubro de 2017
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    “A expectativa é que continuemos com este cenário até 2018, ano eleitoral, e tenhamos uma retomada maior de investimentos no setor a partir de 2019. O potencial de crescimento no longo prazo é enorme. É necessário que haja maior sensibilidade do governo para atuar de maneira incisiva na melhoria dos indicadores do acesso da população à água e esgoto tratado”, arremata o gerente de marketing.

    Gustavo Fernandes pondera, no entanto, que os negócios vêm ganhando um pouco mais de força desde março, embora de forma lenta: “Existe uma forte pressão por preço e agilidade, uma vez que não há como manter estoque nas plantas. Algumas áreas ainda têm potencial de vendas, como o municipal, público e privado e o de açúcar (com o início da safra 2017). Mas, provavelmente, até o final do ano não teremos grandes mudanças”.

    Química e Derivados, Solenis investiu em laboratório de desenvolvimento de produtos e aplicações em Paulínia-SP

    Solenis investiu em laboratório de desenvolvimento de produtos e aplicações em Paulínia-SP

    “A Solenis vê o mercado de floculantes com boas perspectivas em todo o mundo, principalmente pela necessidade de melhorar a qualidade da água, seja para consumo humano ou para a indústria”. É simples assim. De acordo com Fernando Agostinho, o crescimento populacional e a escassez de água em algumas regiões têm feito com que municípios e indústrias busquem novas rotas de produzir água potável de qualidade e, de forma econômica, fornecer água de qualidade para processos industriais e garantir que os efluentes não prejudiquem o meio ambiente. “Isso certamente traz oportunidades”.

    Ele revela que, atualmente, 35% das vendas da divisão de tratamento de águas da Solenis no Brasil são obtidas com floculantes: “Pretendemos crescer em volume 10% ano após ano, ou seja, no curto, no médio e no longo prazo”.

    Enfrentando a crise – Nesses tempos mais difíceis, há uma busca natural por redução de custos e aumento de performance. No caso da Kurita, Ricardo assegura que essas metas são conquistadas “mediante o fornecimento de produtos compatíveis com a qualidade da corrente a ser tratada e da prestação de serviços, que assume um papel de grande relevância. Cuidados específicos de aplicação de produtos, bem como testes de jarro periódicos são fundamentais para a otimização do tratamento químico aplicado”.

    Sabe-se – prossegue – que, geralmente, há uma sazonalidade da qualidade da água bruta, exigindo avaliação contínua pela assistência técnica. No caso de efluentes industriais, flutuações na demanda ou alterações nos processos de produção podem também resultar na mudança das características dos efluentes, demandando adequações para manutenção do desempenho.

    Gustavo alega que “os clientes buscam reduzir estoques e custos, adquirindo produtos de menor qualidade, com preços mais baixos”. Fernando afiança que os consumidores não partem para essa redução “desde que comprovado o custo-benefício do produto melhor, como é o caso do polímero em emulsão que substitui o floculante em pó em alguns casos”.

    Igor Freitas enxerga a crise de outra maneira. Um dos principais diferenciais da empresa é o suporte técnico que trabalha em parceria com os clientes na busca de soluções. “Nesse sentido, a equipe técnica tem realizado testes em qualidades muito precárias de água bruta e efluentes para indicar os produtos recomendados, dosagens mais eficientes e alinhar os resultados esperados. Dessa maneira, é possível obter um melhor desempenho dos coagulantes/floculantes e, consequentemente, o melhor custo-benefício no tratamento como um todo, sem abrir mão de produtos de qualidade”.

    Com essa estratégia, ele mostra que a crise acaba sendo uma oportunidade “para as empresas darem um salto, ao invés de diminuírem a qualidade dos seus produtos químicos com a visão estrita de redução de preços”. Assim “acabam testando produtos mais modernos em busca de maior eficiência, como no caso dos coagulantes inorgânicos com cadeias polimerizadas de alto rendimento”.

    Portfólio – Ricardo Fernandes informa que a Kurita possui em seu portfólio uma linha de floculantes e coagulantes para diversas aplicações industriais, bem como de equipamentos para controle e monitoramento. Ele destaca o Kuriauto S-sensing CS, que viabiliza a dosagem automatizada em função da turbidez da água bruta (no caso de tratamento de afluentes) ou a turbidez do efluente tratado, possibilitando uma redução sensível no consumo de coagulantes inorgânicos e também a otimização na dosagem.

    Química e Derivados, Sensing CS acerta a dosagem conforme a variação da turbidez

    Sensing CS acerta a dosagem conforme a variação da turbidez

    Quanto à competitividade comercial, a Kurita divulga ter vantagens significativas quando a aplicação dos produtos não é tratada como venda de commodities e sim como um programa de soluções e acompanhamento (assistência técnica). O posicionamento da multinacional japonesa nesse campo “é consistente e tende a ser cada vez maior, mediante a aplicação integrada de produtos, serviços e monitoramentos, e atuação de um corpo técnico qualificado”, enfatiza.



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