Equipamentos e Máquinas Industriais

Água: Clientes de todos os portes buscam técnicas avançadas para melhorar condicionamento

Hamilton Almeida
3 de outubro de 2014
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    Não é à toa que Aguiar costuma dizer que a nova família de dispersantes mais o Kuriauto BNH respondem à evolução das caldeiras. O polímero foi aprovado pela FDA (Food and Drug Administration) e já é utilizado no Japão. “Esta é uma alternativa mais avançada tecnologicamente e com menores custos. É esplêndido o efeito na remoção de incrustações já formadas, de 3 a 5 vezes maior do que outros polímeros também aprovados pela FDA, com a vantagem de adicional de não ser corrosivo”, observa.

    Previne a formação de incrustações em vazamentos de dureza de até 300 ppm e combate o “grande vilão” das caldeiras de baixa pressão, a sílica. Em águas com até 900 ppm de sílica não se pode ter dureza. Coloca-se, então, um monitor para medir o vazamento e o dispersante, e se impede a formação de incrustação.

    Essas novas tecnologias ainda não têm nenhuma aplicação no Brasil. O grande problema, na visão do executivo da Kurita, é a resistência, o conservadorismo do mercado. “Há muitos paradigmas em tratamento de água que precisam ser quebrados”, insiste Aguiar. “O desafio é romper o ceticismo dos potenciais clientes, as usinas sucroalcooleiras e as indústrias de alimentos e bebidas. Há uma crença, paradoxal, de que todos os fornecedores oferecem um tratamento igual. Então, o mercado adota uma postura conservadora na hora de decisão. E não se trata de venda de commodity”, enfatiza.

    Vital corrobora a tese: “Muitas indústrias estão commoditizando os tratamentos de água, o que diminui drasticamente a confiabilidade operacional. Existe uma quantidade importante de empresas com caldeiras de alta, média e baixa pressão que insistem no uso de commodities e dependem basicamente da realização de análises de laboratório da condição química da água das caldeiras, deixando de lado o monitoramento online, que é uma peça fundamental do controle.”

    O lado bom é que, “ao mesmo tempo, muitas empresas estão migrando para a aplicação das melhores práticas industriais, recomendadas por grandes associações técnicas que são referencias mundiais, como a American Society of Mechanical Engineers (Asme), American Boiler Manufacturers Association (ABMA), International Association for the Properties of Water and Steam (IAPWS), Energy Power Research Institute (Epri) e a alemã European VGB Standard, das quais os especialistas da Nalco fazem parte”, disse. Isso conduz, na sua avaliação, ao uso de produtos mais especializados e tecnologias específicas.

    Recentemente, a empresa documentou um estudo de caso no Brasil por aplicação de melhores práticas e tecnologias em caldeiras para uma unidade de cloro-soda. Da mesma forma, está documentando ganhos na implantação do Nalco Corrosion Stress Monitor em uma fábrica de papel e em outra de ácido sulfúrico. “Apenas entre 2010 e 2014 já foram publicados mais de 20 estudos de casos da Nalco, associados a sistemas de vapor que incluem a implantação de melhores práticas”, destaca.

    Já Dutcosky, da GE, sustenta que os clientes estão mais críticos e exigentes quanto à qualidade dos programas de condicionamento para caldeiras. “Os clientes desejam não somente que os seus ativos sejam preservados com relação aos eventos de corrosão e incrustação/deposição, mas também operar com baixos custos e com a maior eficiência possível de produção de vapor com qualidade.” E recomenda: “As empresas de tratamento de água que queiram se destacar no mercado não poderão ser apenas fornecedores de produtos químicos, mas parceiros no desenvolvimento de soluções e controle operacional, sendo ainda consultores para a resolução de problemas e redução de custos.”

    No caso dos equipamentos, cada vez mais a qualidade e a confiabilidade está influenciando nas tomadas de decisão das empresas. Cichy acha que fornecedores que não provêm produtos de qualidade, robustos, confiáveis e de alta durabilidade estão perdendo espaço no mercado.



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