Equipamentos e Máquinas Industriais

Água: Clientes de todos os portes buscam técnicas avançadas para melhorar condicionamento

Hamilton Almeida
3 de outubro de 2014
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    Maior cuidado nos processos de inibição de corrosão e uso de dispersantes de última geração para aumentar transporte de ferro pelas caldeiras podem fazer grande diferença na eficiência desses equipamentos, prossegue Dutcosky. “A GE tem feito fortes investimentos para maximizar esses dois aspectos nos programas de tratamento tanto com desenvolvimento de ativos químicos como procedimentos e formas de controle e dosagem automatizados.” Como exemplo ele cita a linha HTP2 de dispersantes para ferro, o programa de modelagem de sistemas de condensado para determinar os melhores programas de inibição de corrosão, a plataforma BPS para automação e controle de dosagem de químicos e o sistema de monitoramento e vigilância remota em tempo real.

    Soluções – As caldeiras de alta pressão exigem água desmineralizada de alta qualidade. Para a produção desse tipo de água, a GE divulga que possui um “portfólio completo”. Para equipamentos, dispõe das tecnologias de ultrafiltração, osmose reversa e eletrodeionização (EDI). E desenvolveu dois novos produtos: o Propak (equipamento composto por membranas de ultrafiltração e osmose reversa em um único skid) e o Pro-Ecell (composto por osmose reversa e eletrodeionização em um único skid, desenvolvido para produção de água ultrapura utilizada em make-up de caldeiras e como água de injeção em turbinas, para controle de temperatura).

    A combinação destas tecnologias produz água com resistividade de 16 Mohm-cm, ou seja, 0,0625 microS/cm2 de condutividade. Cichy diz que, assim como o Propak, o Pro-Ecell também proporciona uma redução drástica no consumo de produtos químicos se comparado com a tecnologia de troca iônica, que utiliza resinas e químicos, como ácidos e soda cáustica, para a regeneração, gerando um elevado custo operacional e efluente químico que necessita de tratamento antes de ser descartado.

    Adicionalmente aos produtos e especialidades químicas, a GE desenvolveu um software denominado InSight que, por meio de sensores instalados no sistema de produção dos clientes, envia informações online para a Central de Controle, nos Estados Unidos, para que especialistas monitorem a performance dos produtos e sistemas do cliente. “Esse sistema fornece análises, detecção precoce de problemas emergentes, avaliação de produtividade, gráficos e relatórios sobre a operação dos sistemas e foi criado pela GE para auxiliar as indústrias a garantir a qualidade de seus processos”, complementa Jennifer.

    Se no segmento de caldeiras de alta pressão as tecnologias de tratamento de água são de certa forma tradicionais e consolidadas, na faixa de mercado das caldeiras de baixa e média pressão há espaços para crescer com a inclusão de novas tecnologias. Nas de baixa e média pressão, onde a qualidade da água é menor e não há necessidade do tratamento atender a tantos requisitos técnicos, ocorre, entretanto, um certo relaxamento no mercado. Aguiar estima que de 10% a 20% das caldeiras de baixa pressão no Brasil não usa sequer um abrandador. Essa realidade não é isolada e está dentro do contexto latino-americano. O consolo é que já foi pior. Segundo o executivo da Kurita, a conscientização da importância de se ter pelo menos um abrandador vem aumentando no país: há cinco anos, cerca de 30% dessas caldeiras eram alimentadas com água nenhum sem tratamento.

    Novos dispersantes – Em fevereiro deste ano, a multinacional japonesa lançou uma família de dispersantes – Kurita AX e Kurita AZ – e equipamento de automação para controle online dos novos dispersantes, o Kuriauto BNH. Esses dispersantes têm dupla função: dispersão e remoção de incrustações em caldeiras de baixa e média pressão. “É uma solução pioneira”, garante Aguiar.

    Em caldeiras com água abrandada sempre ocorrem pequenos vazamentos de dureza. Os vazamentos de dureza maiores de 15 ppm como CaCO3 apresentam alto risco de incrustação; entre 5 e 15 ppm como CaCO3, o risco é moderado. A Kurita efetuou em 2013, no Japão, uma investigação do vazamento de dureza em 3.563 clientes. Cerca de 45% deles indicaram risco de incrustações. É um número elevado de indústrias, portanto, que está sujeito a acidentes e perda energética. Normalmente, a solução adotada implica em limpeza química e remoção da incrustação.

    Com a solução disponibilizada agora pela Kurita, a limpeza é em linha e não há aderência de incrustação. A dosagem de Kurita AX/AZ é aumentada pela atuação do Kuriauto BNH. Os procedimentos atuais de limpeza online contemplam o uso de quelantes (EDTA), o que significa maior risco de corrosão.



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