Equipamentos e Máquinas Industriais

Água: Clientes de todos os portes buscam técnicas avançadas para melhorar condicionamento

Hamilton Almeida
3 de outubro de 2014
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    Além disso, continua Jennifer, ao considerar que a qualidade da água utilizada em caldeiras afeta diretamente a eficiência e a produtividade da usina termelétrica ou de cogeração, o mercado se mostrou muito propenso a terceirizar as suas operações de desmineralização de água, sendo este mais um setor onde a GE Water & Process Technologies encontrou oportunidades para oferecer os serviços de fornecimento de água com operações de longo prazo, denominado BOO (Build, Own & Operate). Assim como para a GE Mobile Water, para contratos BOO não há necessidade de o cliente investir em equipamentos. “Estimamos que essa tendência permanecerá em 2015”, frisa.

    Desaceleração – O ritmo mais lento da economia nacional tem provocado o acirramento da concorrência entre os fornecedores com a consequente redução dos níveis de preços dos produtos químicos utilizados no tratamento de água. A percepção de Aguiar é que o tamanho desse mercado encolheu “pelo menos 5%” em dois anos. A explicação para o desempenho da Kurita acima da média do mercado está na estratégia adotada: além de reduzir custos e aumentar a produtividade, a empresa concentra o seu foco no fornecimento de químicos para as caldeiras de baixa e média pressão.

    Essa postura, aliada à crença no sucesso de algumas tecnologias, faz a Kurita divisar um horizonte a médio e longo prazos mais otimista.  “Dá para crescer no mercado brasileiro”, declara Aguiar. A Kurita se considera a terceira maior força do mercado de químicos para caldeiras. Do faturamento projetado para 2014, da ordem de US$ 65 milhões, 45% das receitas são auferidas na área de torres de resfriamento; 25% é resultado da atuação no condicionamento de água para caldeiras; 20% provem do tratamento de efluentes; e os 10% restantes são de outras fontes. No Japão, o perfil é diferente; os negócios estão divididos em proporções iguais entre caldeiras e torres.

    Fundada em 1949, no Japão, a Kurita está no Brasil desde 1975 oferecendo soluções para tratamento de água em âmbito industrial. Em 2011, transferiu-se de São Paulo, inaugurando uma fábrica moderna, com 7.500 m2 de área construída em terreno de 28 mil m2, no município de Artur Nogueira, a 150 km da capital, onde trabalham 65 funcionários. Produz cerca de 1.500 toneladas/mês de 300 produtos químicos, manipulando 100 tipos de matérias-primas. Em caldeiras, os negócios se dividem em partes relativamente iguais entre as indústrias petroquímicas, alimentação e bebidas, siderúrgicas, usinas termelétricas e outras.

    Com 12 anos de experiência no ramo de tratamento de águas industriais, Vital destaca que a Nalco continuará investindo na oferta de soluções integradas para tratamento de água dos sistemas de geração de vapor com novos químicos, tecnologias de automação, comunicação, monitoramento e controle online, juntamente com os serviços de valor agregado. E antecipa: “A previsão é que, para os próximos anos, ocorra no Brasil o lançamento de novas tecnologias químicas de produtos traçados para caldeiras de baixa pressão, que permitam manter uma operação confiável e eficiente do ciclo de vapor”, prognosticou.

    Com cinco centros de pesquisa e desenvolvimento espalhados pelo mundo, um deles em Campinas-SP, a Nalco está desenvolvendo uma nova geração da tecnologia de tratamentos dispersantes traçados Nexguard, que “permitem um ótimo controle e incrementam a confiabilidade das caldeiras para diminuir efeitos de possíveis depósitos e incrustações, que normalmente acontecem quando se utilizam produtos commodities que não podem ser monitorados online”.

    A GE tem planos de crescimento contínuo e sustentado junto a seus atuais clientes e o mercado potencial, segundo Rogério Dutcosky, especialista de aplicação de químicos para caldeiras. Aliando equipamentos de tratamento de água ao desenvolvimento e aplicação de ativos químicos, a empresa elabora “uma solução adequada para as necessidades de sistemas de geração de vapor de forma única e individual.” Com os diferenciais que julga ter, a GE aposta que “são grandes as chances de crescer junto com a demanda energética e a implantação de novas usinas termelétricas e de cogeração no Brasil”.

    Química e Derivados, Vital: combinação de insumos, automação e marcadores avança

    Vital: combinação de insumos, automação e marcadores avança

    Vital diz que há uma demanda importante por tratamentos a base de fosfato (em alta e baixa pressão), sequestrantes de oxigênio que dependem da existência ou não de desaeradores, e as misturas de aminas neutralizantes de diferente volatilidade. Os tratamentos a base de dispersantes têm se destacados nos últimos anos devido à sua flexibilidade e limpeza em caldeiras, que permitem a otimização dos ciclos de concentração, representando diminuição dos gastos com energia e combustível.

    O consultor da Ecolab pondera que a maior parte da indústria recicla o condensado gerado em suas plantas, o que reduz o consumo de água de 20% a 90%, dependendo do segmento. Na indústria química, por exemplo, os condensados de processo contêm elevada carga orgânica de compostos carbonados. Já na indústria de papel, os condensados das máquinas secadoras podem aportar muito cobre e ferro, o que demanda uma solução mais completa em que se avaliam produtos químicos e equipamentos. “Para esses casos, a Nalco conta com a área de E&PD (Engineering & Project Development), capaz de executar projetos do tipo DBOOM (Design, Build, Own, Operate and Maintanance) que podem projetar a melhor solução para os clientes.”

    Para Dutcosky, o investimento na melhoria da qualidade de água de reposição com remoção eficiente de sais de dureza e sílica, responsáveis pelos problemas de incrustação, maior recuperação de vapor na forma de condensado e as maiores taxas de evaporação dos novos equipamentos fazem com que a presença de ferro passe a ser o foco dos condicionamentos químicos de caldeiras.



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