Água: Ameaça de escassez e captação cara aceleram projetos de reuso

Química e Derivados, EPAR Capivari II , da Sanasa, aplica ultrafiltração para obter água potável
EPAR Capivari II , da Sanasa, aplica ultrafiltração para obter água potável

O tratamento e o reuso de água industrial adquiriu status de prioridade diante da escassez e do custo da água nova. A chamada “crise hídrica” tornou-se, literalmente, um divisor de águas: “As indústrias brasileiras tomaram consciência da importância e da necessidade de reutilização da água em seus processos, seja por motivos ambientais ou por questões financeiras”, comenta Luiz Bezerra, desenvolvedor de negócios sênior da GE Water.

Química e Derivados, Bezerra: demanda por MBR deve aumentar nos próximos anos
Bezerra: demanda por MBR deve aumentar nos próximos anos

Dentro dessa realidade, a expectativa para o atribulado ano de 2016 é de “aumento na demanda por projetos de reuso, especialmente por parte da indústria”, na avaliação de Vera Casson, diretora de propostas da Veolia Water Technologies.

Bezerra concorda que aumentou o número de novos projetos. “Mesmo com o cenário econômico desafiador, a GE Water trabalha continuamente com seus clientes e parceiros para atender as demandas do setor com o melhor custo-benefício”, diz.

Rolando Piaia, desenvolvedor da área de engenharia e projetos da Nalco, julga que o mercado de reuso vem crescendo de modo acelerado. “Essa é uma tendência irreversível, devido à propensão de elevação do custo da água nova e a escassez, promovida pelo crescimento populacional e da atividade industrial”.

Para ele, os últimos doze meses não fugiram à regra. “Não obstante a crise econômica que enfrentamos, a demanda por sistemas de reuso permaneceu elevada e deve ser incrementada, quando a crise for superada”.

Química e Derivados, Vera: sistemas trazem benefício ambiental e também econômico
Vera: sistemas trazem benefício ambiental e também econômico

Ele ressalta que o reuso não é a única solução disponível. Outras iniciativas como conservação e reciclo (aproveitamento da água entre os processos de uma mesma unidade fabril) devem ser consideradas. “A Nalco Water, uma empresa Ecolab, objetiva ser mais do que um fornecedor de sistemas de tratamento de água, mas um consultor a serviço da indústria, na implantação de planos de curto, médio e longo prazo na gestão dos recursos”, frisa.

Aguinaldo Segatti, gerente comercial da Enfil, prefere lembrar que este segmento de mercado é muito específico, tanto no que diz respeito à linha industrial, como no setor público, pois é preciso levar em conta a regulamentação dos custos de captação de água, o mercado industrial e a efetiva disponibilidade de captação, no caso de obras públicas. “Se uma determinada bacia está se esgotando, podem ser feitas ações que diminuam as captações das indústrias, mediante a liberação de alguns tipos de reuso”, enfatiza. Seja como for, ele opina que, “no todo, o comportamento ainda é muito discreto em nosso país” – reflexo da crise.

Química e Derivados, Segatti: empresa investe para manter tecnologia atualizada
Segatti: empresa investe para manter tecnologia atualizada

A Veolia está em estado de alerta: “Estamos prontos para oferecer tecnologias de ponta que sejam viáveis economicamente para atender a demanda de todos os setores do mercado”. Por outro lado, a desaceleração do desempenho econômico que o país atravessa gera tensão, atuando como uma força oposta. “Embora haja demandas e projetos previstos, a sua efetivação está sendo influenciada pelo momento recessivo”, acrescenta Vera.

No ano passado, devido principalmente à crise hídrica, a GE Water registrou um aumento no número de consultas por projetos para retrofitting de unidades industriais a fim de readequá-las às novas diretrizes sobre captação e reutilização de água. “O mercado ainda tem se mostrado bastante sensível às tecnologias disponíveis para a produção de água de reuso, o que deve manter a demanda no longo prazo. Nesse cenário, diferentes tipos de tecnologias estão sendo demandadas para produção de água de reuso e, um passo adiante, para geração de energia a partir do efluente, conceito conhecido como waste to energy”, destaca Bezerra.Segatti enxerga a realidade com cores pessimistas: “Com a estagnação crescente das atividades no processo produtivo, nos últimos dois anos, a demanda que já era pequena, ficou muito menor. Não há também projetos previstos que se ‘desenrolem’, sempre são postergados ou reavaliados”.

O executivo da GE pondera que a piora no cenário econômico em 2015 exigiu das grandes empresas saídas inovadoras para auxiliar os seus clientes, seja por meio da oferta de produtos ou serviços que garantam maior previsibilidade e produtividade dos equipamentos instalados. “A GE é uma das empresas focadas no desenvolvimento de novas soluções e tem flexibilizado modelos financeiros para viabilizar os negócios”, ressalta.

Nesse sentido, a empresa tem realizado um esforço para atender demandas por meio de outras modalidades que não apenas a tradicional venda de capital. O uso de recursos próprios e a possibilidade de firmar parcerias estratégicas permitem que a empresa ofereça soluções por meio de modelos como BOO, BOT e leasing.

Em outra ponta do processo, a Mobile Water oferece uma solução de sistemas móveis de tratamento de água para suportar as necessidades de abastecimento e recondicionamento de água em grandes indústrias. “O sistema passou a ser mais demandado pelos clientes, principalmente pela falta de chuvas e da baixa vazão de rios que abastecem as unidades industriais”, declara Bezerra.

Química e Derivados, Conceito modular usa membranas para tratar ou reciclar a água
Conceito modular usa membranas para tratar ou reciclar a água

Uma das grandes vantagens dos sistemas móveis de tratamento de água está no fato de a solução ser flexível e modular. Pode, portanto, ser adaptada às necessidades do cliente e a eventuais períodos de sazonalidade do mercado. Em 2014, a Braskem contratou esses serviços para o tratamento de toda a água consumida na planta PP4, de Mauá.

Segundo Bezerra, a principal vantagem desse serviço é que ele chega pronto para ser utilizado – engenheiros e técnicos da GE atuam em parceria com o cliente para instalar e utilizar rapidamente as unidades de tratamento, obtendo quase que imediatamente água em condições ideais para a indústria. Esta solução foi contratada após a constatação de que o sistema de tratamento de água para caldeira da Braskem já não atendia aos requisitos operacionais e de segurança da unidade industrial. “A flexibilidade de Water Mobile aliada à redução dos custos para contratação do serviço foi fundamental para garantir a parceria”, afirma.

Na visão de Piaia, a crise é, ao mesmo tempo, uma oportunidade: “A indústria, mais do que nunca, necessita de soluções criativas e serviços consultivos que a ajude a superar as questões de disponibilidade e custo da água”. A Nalco entrega soluções desde sistemas de tratamento que operam com alto estresse hídrico, até contratos de terceirização modelo DBOOM (Design, Build, Own, Operate, Maintain). Projeta e constrói tal sistema no site do cliente, com capital próprio; opera e o mantém durante o prazo contratual, tipicamente entre 5 a 10 anos. Também reduz custos e riscos com o serviço de O&M (Operação e Manutenção) de sistemas de tratamento existentes, onde aplica conhecimento e práticas operacionais, visando maximizar resultados.

A estratégia de mercado da Enfil é, conforme Segatti, “buscar tecnologias atuais e up to date nas já existentes”. O objeto é assegurá-las na linha de comercialização, de tal forma que “não haja um descompasso quando da sua possível implantação nos projetos”.

Tecnologias – Para o fechamento de circuitos de água nos diversos setores do mercado (químico, petroquímico, petróleo, tintas etc), “a Veolia desenvolve tecnologias e processos avançados de polimento de efluentes”, sustenta Vera. Estas tecnologias já estão em aplicação em outros países, garantindo o reuso de efluentes.

Segundo a executiva, “são processos que empregam tecnologias por membranas, cristalização e oxidação avançada, que permitem obter a remoção de compostos orgânicos, DQO, micropoluentes, disruptores endócrinos, compostos orgânicos e inorgânicos”.

Bezerra acredita que a procura por sistemas de MBR (biorreator a membranas) apresente um aumento nos próximos anos. Nas últimas duas décadas, tecnologias MBR apresentaram crescimento exponencial em função das vantagens propiciadas pelo sistema, como maior qualidade do efluente tratado – apropriado para diferentes aplicações, como em sistemas de resfriamento, processos, industriais e irrigação de jardins – e pela melhoria no controle dos processos realizados.

A incorporação da água de reuso em empreendimentos industriais/comerciais reduz a dependência pela água fresca, a mesma utilizada em aplicações domésticas, por exemplo. Dentro dessa ótica, os esgotos tratados têm um papel fundamental no planejamento e na gestão sustentável dos recursos hídricos como um substituto para o uso de águas destinadas a fins agrícolas e de irrigação, entre outros.

Já os sistemas de ultrafiltração passam a ser mais demandados para atender a nova portaria governamental que discorre sobre o nível de potabilidade da água. A nova diretriz, mais rígida que a anterior, cria a necessidade de modernização de plantas industriais e utilização de novas tecnologias para tratamento da água, visto que as antigas não alcançam a qualidade prevista pela legislação brasileira. Em 11 de dezembro de 2011, o Ministério da Saúde publicou nova portaria (n° 2.914) que dispõe sobre os procedimentos de controle e de vigilância da qualidade da água para consumo humano e seu padrão de potabilidade.Um dos exemplos, salienta Bezerra, são as membranas ultrafiltrantes da GE usadas pela EPAR Capivari II, controlada pela Sanasa, em Campinas. A Sanasa é pioneira na América Latina a adotar esse sistema, que impede a passagem de vírus, bactérias, sólidos e nutrientes, sem a necessidade de adicionar produtos químicos ao processo de tratamento dos afluentes, deixando a água com 99% de pureza. Há um projeto em andamento para que a água de reuso produzida na EPAR seja utilizada no aeroporto de Viracopos e pelo Corpo de Bombeiros.

Aliado ao MBR ou aos sistemas de ultrafiltração, em determinadas situações no setor industrial, o fechamento de circuitos exige a remoção de sais dissolvidos para que a água de reuso possa ser usada com segurança dentro dos mesmos processos fabris. “Para isso, e mais uma vez na vanguarda, a GE conta com duas tecnologias que são primordiais para a atividade”, pontua.

Química e Derivados, Eletrodiálise reversa oferece elevada recuperação hidráulica
Eletrodiálise reversa oferece elevada recuperação hidráulica

Além da osmose reversa que, por meio de uma membrana semipermeável separa os sais da água, a GE também oferece a eletrodiálise reversa, processo eletroquímico que utiliza membranas carregadas eletricamente para realizar a separação de íons. “Essa tecnologia oferece vantagens interessantes quando o assunto é reuso industrial. Pelo fato de não ser um processo de filtração, mas eletroquímico (quem atravessa as membranas são os íons e não as moléculas de água), apresenta maior resistência aos contaminantes de águas complexas e, assim, dispensa o uso de um pré-tratamento sofisticado (como a ultrafiltração), e opera com maiores recuperações hidráulicas (até 94%) quando comparado à osmose reversa (entre 70% e 80%). Essa tecnologia está implantada, por exemplo, nas refinarias Abreu e Lima (PE), Araucária (PR) e Henrique Lage(SP)”, informa.

Piaia declara que, atualmente, existem tecnologias avançadas disponíveis para reduzir perdas e promover o reuso de praticamente todo tipo de efluente, podendo mesmo eliminar totalmente a descarga de efluentes líquidos de uma unidade industrial, chegando ao que se chama de ZLD (Zero Liquid Discharge). “Obviamente, quanto pior a qualidade do efluente a ser reutilizado e quanto maior o fator de recuperação de água, maior o custo de investimento no sistema (CAPEX) e o custo operacional (OPEX). O nível de reuso a ser aplicado passa por uma avaliação econômica e estratégica da empresa”, explica.

A Nalco disponibiliza “tecnologias exclusivas para otimização de sistemas de tratamento de efluentes. Uma delas é o 3D TRASAR para flotadores com ar dissolvido (DAFs), que otimiza a dosagem de coagulantes e floculantes, além de garantir a produção de um efluente de turbidez controlada. Outra é a tecnologia Flocmaster, que aplica floculantes de alto desempenho em sistemas de desidratação de lodo, economizando água de diluição e custos de disposição.

As tecnologias disponíveis na Enfil passam por oxidação avançada, o emprego de ozônio, por exemplo, a utilização de unidades de ultrafiltração ou microfiltração, seguidas, conforme o caso, por unidades de osmose reversa. Em alguns países, o reuso é muito desenvolvido: Japão, Israel e alguns outros do Oriente Médio e Europa.

“Desde que haja plantas com padrões de remoção elevados, o reuso será menor, podendo ter a aplicação de oxidação avançada, tratamento de membranas e outros tipos de polimento”, ensina Segatti. Há uma “diferença muito grande entre fechamento de circuitos de água, muito comum em siderúrgicas, que têm, em média, 98% a 99% de seus circuitos fechados, e o reuso propriamente dito. O tratamento do efluente permite uma série de aplicações, que são definidas caso a caso”.

Vera considera que o custo benefício destas tecnologias de reuso “é, sem dúvida alguma, importantíssimo, tanto ambiental – minimizando os impactos das atividades industriais – quanto do ponto de vista econômico e estratégico, já que a outorga para o lançamento de efluentes nos rios se torna cada vez mais cara e restritiva, imposta pela Lei das Águas, instituída em 1997 (lei 9.433), que estabelece mecanismos de cobrança pelo uso da água”.

Pelo raciocínio de Bezerra, ao optar por soluções para o tratamento de efluentes para reuso, o cliente se torna menos dependente da disponibilidade de água, garantindo maior segurança para sua operação. Além disso, o uso do sistema também pode proporcionar redução de custos, mas isto deve ser avaliado em cada caso: “As avaliações de desempenho também variam, uma vez que o tratamento aplicado em um afluente depende muito da sua qualidade atual e da que quer ser atingida pelo cliente (definida de acordo com o reuso que será empregado)”.Torres – As torres de resfriamento nas indústrias de grande porte são um ponto crítico. “Tanto a prática do reuso direto quanto do indireto permitirá a aplicação de forma econômica nas próprias instalações industriais, seja como água de make up em torres de resfriamento quanto na própria linha de produção, bem como a minimização dos impactos ambientais gerados pelo lançamento dos efluentes, mesmo que tratados, nos corpos receptores (rios, lagos etc.)”, diz Vera.

A GE oferece várias soluções para a economia de água em empresas que utilizam torres de resfriamento. De acordo com Bezerra, o sistema TrueSense realiza de forma remota o monitoramento e o diagnóstico de processos de resfriamento, evitando o aparecimento de corrosão, deposição, incrustação e crescimento biológico. A sua utilização traz uma série de benefícios para a empresa e o meio ambiente: eficiência de transferência de calor aprimorada em equipamentos fundamentais, redução do consumo de energia, diminuição da necessidade de manutenção e de paradas, uso otimizado e reduzido de água, entre outros. “O TrueSense utilizado juntamente com outras tecnologias GE, é capaz de otimizar completamente as operações de resfriamento”, afiança.

Química e Derivados, Plataforma 3D Trasar conta com monitoramento em tempo real
Plataforma 3D Trasar conta com monitoramento em tempo real

A empresa também oferece um portfólio de biocidas oxidantes e não oxidantes, bem como biodispersantes para tratar e proteger sistemas de resfriamento contra uma variedade de micro-organismos e crescimento microbiológico. Em se tratando de reuso em sistemas de utilidades (torres de resfriamento e caldeiras), Bezerra destaca que “a GE sai na frente dos demais fabricantes, pois, na grande maioria dos casos, a empresa possui intimidade com o processo dos clientes e não está focada apenas na oferta de equipamentos ou nas aplicações de químicos. Por meio da união de conhecimentos, desde a produção da água de reuso até a sua aplicação, oferece soluções integradas que levam em consideração a relação CAPEX x OPEX, proporcionando ao cliente a melhor configuração entre o uso de equipamentos e o controle químico”.

“Aproveitando a experiência da GE e de seus clientes, o Insight oferece informações certas para as pessoas certas no momento em que é necessário para melhorar o desempenho, aumentar a confiabilidade, a eficiência e também s preservação dos ativos”, observa Bezerra.

Considerando-se líderes globais em programas de aplicação de produtos químicos desenvolvidos em centro de pesquisa, especificamente para maximizar o ciclo de concentração de torres de resfriamento, minimizando, deste modo, a purga de circuitos de resfriamento e, consequentemente, o desperdício de água, a Nalco está antecipando o lançamento de duas tecnologias.

Piaia revela: “A primeira é composta por dois novos dispersantes para água de resfriamento, o High Stress Polymer II e o High Charge Polymer (HSP2 e HCP), que possuem capacidade superior de dispersão de sólidos suspensos, fosfatos, cálcio, ferro e alumínio, além de resistirem à alta temperatura de película dos sistemas de troca térmica. Isso significa, em resumo, a possibilidade de operar em maiores ciclos de concentração e com água de pior qualidade, reduzindo o consumo e permitindo o uso de fontes alternativas como água de reuso”.

A segunda tecnologia é a nova geração do sistema 3D Trasar, que opera com o novo HSP2, além de trazer novidades como controle on line de purga, baseado em stress ou limitação de ciclos, e conectividade global, permitindo que o cliente ou engenheiros de campo da Nalco possam monitorar os sistemas 24h por dia. “O System Assurance Center é uma funcionalidade da plataforma 3D Trasar, que permite que um centro de controle com mais de cem engenheiros na cidade de Pune (Índia) monitore os mais de 35 mil sistemas operantes no mundo e atuem em tempo real para manter os tratamentos dentro das especificações estabelecidas. Temos certeza que este pacote de química avançada, sistemas de automação e serviços 24/7 não têm precedentes no mercado”, afirma.

Além do programa de produtos químicos citado, outra solução da empresa é a aplicação de sistema de tratamento da purga da torre de resfriamento, visando seu reuso como água de reposição. Novamente, a recuperação de água propiciada pelo sistema de reuso de purga dependerá da tecnologia aplicada.

Perspectivas – Quando o assunto é traçar perspectivas de médio e longo prazos, Vera adota uma postura cautelosa. “A nossa expectativa é de que haja cada vez mais a conscientização da importância das práticas do uso racional da água, paralelamente com as alternativas de reuso”.

Para Bezerra, o ambiente econômico continuará sendo um elemento desafiador. “A expectativa é que algumas das consultas que atendemos ao longo de 2015 e início de 2016 se concretizem em novos contratos. Pois, apesar da melhora do cenário hídrico, o setor tomou consciência da necessidade de reutilização da água, seja por motivos ambientais ou por questões financeiras e essa nova mentalidade deve manter o nível de demandas”.

Piaia é otimista. “Acreditamos firmemente na recuperação econômica de nosso país e em um mercado de tratamento de águas, efluentes e reuso em franco crescimento, tanto a médio, como a longo prazos. A prova disso é que seguimos crescendo nos últimos anos, incluindo 2016, adiantando o lançamento de novas tecnologias”.

Segatti sustenta opinião diversa. “Diante do momento político-financeiro-econômico do país, não é confortável externar expectativas. A situação está caótica, mas deve ser passageira. A visão de médio e longo prazos muda continuamente. Na atual circunstância, a retomada dos investimentos só deverá acontecer a longo prazo”.

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