Agronegócio, defensivos agrícolas e fertilizantes

Agroquímicos: Ingredientes proporcionam o máximo efeito dos caros princípios ativos

Quimica e Derivados
14 de julho de 2014
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    Oliveira recomenda aos fabricantes que desejem obter o registro de seus produtos a declarar a sua composição da forma mais genérica admissível, por exemplo, indicando classes de produtos. “Isso exige alguma habilidade, mas pode ser feito”, comentou. Ele citou como exemplo o título dispersante polimérico, geralmente aceito, mas cuja composição pode admitir amplas variações. “A Anvisa pede a classe química e o perfil toxicológico dos ingredientes, e isso basta”, explicou, salientando que alterar uma formulação para pior seria uma conduta antiética e inaceitável.

    O rigor da regulamentação pode ser interpretado de duas formas opostas. De um lado, dificulta a introdução de inovações. De outro, barra algumas substâncias, incentivando o desenvolvimento de alternativas. “A inovação das formulações agroquímicas está conectada ao processo de regulamentação ao qual e de que forma esta inovação estará disponível ao mercado”, afirmou Rogério Veronese. Ele defende que o Brasil adote um sistema de controle centralizado em um único órgão de registro, semelhante ao da Agência de Proteção Ambiental (EPA) dos Estados Unidos.

    “A regulamentação ajuda as empresas que têm um forte perfil inovador, além de proteger os cidadãos, que passam a ter a certeza de um controle maior com relação aos produtos usados”, defendeu Camila Pecerini, chefe de produto na América Latina da área de Inorganic Materials, da Evonik. “Um potencial de melhoria é a desburocratização, mas não a redução dos controles.”

    Jorge Fejfar entende que o governo poderia adotar uma lista positiva para produtos de baixo impacto, como os surfactantes. Quando um produto fosse substituído em uma formulação por outro que já constasse dessa lista, o registro seria aprovado imediatamente. “Já se fala nessa lista positiva desde 2010, pelo menos, seguindo o modelo dos EUA, mas até agora nada mudou, infelizmente”, comentou Valdirene Licht, da Rhodia.

    Do ponto de vista do formulador, o respeito às normas pode ir além dos requisitos legais nacionais. “O desenvolvimento de formulações na Basf segue as regras de sustentabilidade da empresa, com padrões internos mais rígidos do que os estabelecidos pelas normas locais”, afirmou Frank Runge.

    Segundo informou, a companhia não usa há mais de dez anos os componentes críticos suspeitos de ser cancerígenos ou teratógenos – caso de alguns hidrocarbonetos aromáticos – ou suspeitos de gerar efeitos endócrinos – caso do nonilfenol etoxilado – em desenvolvimentos de novos produtos. “Além disso, buscamos substituir esses componentes críticos por outros que são considerados não agressivos nas formulações presentes há muito tempo no mercado, aproveitando a grande disponibilidade de novos ingredientes inertes, designados como green solvents ou green surfactants que facilitam essas substituições”, salientou.

    Química e Derivados, Camila: regulamentação rígida protege as empresas inovadoras

    Camila: regulamentação rígida protege as empresas inovadoras

    Aditivos e auxiliares – As formulações contam com um leque amplo de insumos químicos capazes de contribuir para a melhoria de suas propriedades. Entre eles, as sílicas possuem um papel de destaque, como informou Camila Pecerini, da Evonik. “As sílicas, tanto a precipitada como a pirogênica, encontram aplicação como veículo para líquidos, ou seja, um produto que permite transformar um líquido em pó, alternativa muitas vezes necessária para manuseio e dosagem”, comentou. Ela também apontou o uso das sílicas como auxiliares de fluidez de pós, antiaglomerantes, além de estender o tempo de prateleira das formulações em pó, prevenindo a formação de pedras ou aglomerados. Outra aplicação da sílica é o revestimento de sementes, minimizando absorção de água pelas mesmas durante o armazenamento, aumentando sua vida útil e eficiência na germinação. “A sílica pirogênica também opera como um excelente espessante para sistemas líquidos”, afirmou.

    A presença de contaminantes na água de diluição final pode provocar a redução do efeito esperado do defensivo agrícola. A presença de metais e de argilominerais, por exemplo, é uma conhecida causa de insucesso para determinados princípios ativos. “Existem meios na formulação para melhorar a robustez de produtos agroquímicos na presença de metais ou argilominerais”, afirmou Frank Runge. No desenvolvimento de novas formulações, a Basf sempre testa a compatibilidade em água mole (baixo teor de metais dissolvidos) e dura (alto teor de metais) para ter certeza de que isso não poderá ser um problema na aplicação no campo. “Um produto experimental com deficiências nesse sentido não poderá ser introduzido no mercado, ele será otimizado antes de sua comercialização” garantiu.

    Como salientou, no Brasil este aspecto não é muito importante, pois a grande maioria da água encontrada é mole. Em casos extremos, podem ser adotadas soluções técnicas adicionais para gerenciar dificuldades dessa ordem. “Por exemplo, existem aditivos para mistura nos tanques, como tampões, acidulantes ou formadores de quelatos”, comentou Runge.


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    1. izabelfeijo

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