Agronegócio, defensivos agrícolas e fertilizantes

Agroquímicos: Ingredientes proporcionam o máximo efeito dos caros princípios ativos

Quimica e Derivados
14 de julho de 2014
    -(reset)+

    Ele também considera possível eliminar o uso de solventes orgânicos. “Os surfactantes podem umectar e suspender os princípios ativos, permitindo a formação de suspensões aquosas, mas isso precisa ser testado em campo”, comentou.

    Com a inauguração da fábrica de oxo-álcoois da Oxiteno em Camaçari-BA, a chamada unidade oleoquímica, a companhia ampliou o portfólio de possibilidades de geração de surfactantes, especialmente os etoxilados – a empresa é a única produtora de óxido de etileno do país. “Podemos fazer todos os itens, inclusive os modernos surfactantes poliméricos, que são altamente dispersantes e suspensionantes”, comentou. Esses produtos são classificados como não-iônicos, por não apresentarem cargas elétricas livres. A companhia também produz óleo mineral branco, muito usado no setor agrícola.

    Oliveira aponta os efeitos dos surfactantes dentro do tanque, garantido a formação da calda, e também sobre as plantas, conferindo espalhamento perfeito, ou seja, que o produto as recubra perfeitamente, sem quicar ou escorrer. “O surfactante aumenta o ângulo de contato com a superfície”, explicou.

    Química e Derivados, Veronese: trisiloxanos modificados podem cobrir superfícies hidrofóbicas

    Veronese: trisiloxanos modificados podem cobrir superfícies hidrofóbicas

    Na linha dos não-iônicos, a Evonik oferece o Break-Thru, família composta por trisiloxanos organomodificados que proporciona a rápida cobertura de superfícies hidrofóbicas, como as folhas das plantas, sendo chamados de superespalhantes. “A dosagem desses produtos é de 0,1% ou menos”, explicou Rogério Veronese, chefe de produto da área Interface&Performance – Agro, da Evonik América do Sul. “As soluções aquosas contendo Break-Thru formam um ângulo de contato zero em contraste com a água tratada com surfactantes convencionais, como os etoxilados de nonilfenol.” A linha de produtos dessa área de negócios da Evonik inclui aditivos espalhantes para óleos, umectantes, antiespumantes, agentes dispersantes e emulsificantes.

    Entre as tendências para o futuro no mercado agro, Veronese aponta a substituição de derivados de nonilfenol etoxilado, proibidos na Europa desde 2005 e em um estado do Brasil. “O uso de aditivos de baixa irritação ocular poderia eliminar o uso de aminas graxas etoxiladas, ainda muito usadas em algumas formulações”, considerou. Ele também vê espaço para a maior aplicação de adjuvantes “verdes”, como os óleos vegetais metilados (na linha do biodiesel), e de organosiloxanos modificados.

    Regulamentação crítica – Embora seja líder mundial de consumo de defensivos agrícolas, o Brasil apresenta um baixo índice de aplicação desses insumos por kg de produto colhido, estimado como sendo seis vezes menor que o da França. Esse indicador atesta a eficiência dos produtores rurais brasileiros, que trabalham sob uma condição paradoxal. O mesmo clima quente e úmido que permite a obtenção de duas ou três safras por ano também é propício para o aparecimento de pragas e sua multiplicação, exigindo o uso criterioso de métodos de controle. Entre os quais estão os defensivos químicos.

    “O Brasil usa pouco defensivo por capita, mas já houve excessos e por isso há uma ‘jihad’ contra esses insumos e também contra o agronegócio em geral”, comentou Jorge Fejfar. A alternativa escolhida pelo governo para lidar com a situação foi estabelecer um sistema de avaliação e registro complexo, excedendo os rigores aplicados na maioria dos países do mundo.

    A questão regulatória é apontada no relatório preliminar da Bain e Gas Energy como a primeira barreira a ser eliminada, caso se pretenda incentivar a fabricação local tanto de formulações quanto de ingredientes e princípios ativos. Basta mencionar que um produto novo só pode ir ao mercado depois de avaliado e aprovado por órgãos de três ministérios: da Agricultura e Pecuária (Mapa), da Saúde (Anvisa) e do Meio Ambiente (Ibama). E esses processos de avaliação não são concomitantes. Esse procedimento pode levar de quatro a seis anos, se não houver nenhum problema adicional. Mesmo nos casos em que se pode aplicar a via rápida (fast track), a demora nunca é inferior a dois anos. Daí se entende a relutância dos fabricantes em alterar suas formulações, ainda que para aprimorá-las.

    “Existe um entrave tecnológico nesse sistema que é a necessidade de informar tudo para o órgão regulador, sem nenhuma garantia de proteção do conhecimento”, comentou Fejfar. Nessa condição, as empresas que se esforçam para desenvolver tecnologia correm o risco de nunca recuperar o investimento.

    Os órgãos reguladores exigem de quem solicita o registro a indicação de todos os componentes da formulação, com a apresentação do número CAS (Chemical Abstracts Service) de cada substância, como determina o Decreto 4.074/2002. “Antes disso, vendíamos efeitos para as formulações e éramos remunerados por eles; agora vendemos pela composição química, de forma bem menos atrativa”, criticou Fejfar.



    Recomendamos também:








    Um Comentário


    1. izabelfeijo

      gostaria de agradecer a entrevista como o mercado brasileiro e rico em se tornar um grande potencial internacional e tambem pesguisar os mercados em alta como o cosmeticos faço tramento facial rejuvenecedor uso as maos para o tratamento faço mascara natural e foi entao gue descobrir misturando clara de ovo com mel e azucar misturei tudo e passei no meu rosto a clara do ovo deve conter alguma substançia pois deixei a mascara por dez minutos e a minha pele ficou completamente estirada ou seja repuxou bastante gostaria de saber o gue produziu isto a clara do ovo estou muito curiosa por saber e possivel agradeço a gentileza de receber notiçias



    Deixe uma resposta

    O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *