Agronegócio, defensivos agrícolas e fertilizantes

Agroquímicos: Ingredientes proporcionam o máximo efeito dos caros princípios ativos

Quimica e Derivados
14 de julho de 2014
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    Química e Derivados, Valdirene e Dall Orto: área química de Santo André vai a Itatiba

    Valdirene e Dall Orto: área química de Santo André vai a Itatiba

    Reforço nos tensoativos – A divisão Novecare da Rhodia, empresa do grupo Solvay, investe na ampliação da linha de tensoativos para uso agrícola e também na transferência de suas instalações produtivas do tradicional sítio de Santo André-SP para Itatiba-SP, onde está a fábrica da Herga, adquirida no ano passado. “A área química da Rhodia em Santo André será desativada em 2015”, informou Valdirene Licht, vice-presidente da Novecare América Latina.

    As instalações históricas da companhia já não suportavam mais ampliações e estavam limitadas pela proximidade com a área urbana, com todos os inconvenientes que isso representa. “Anunciaremos em julho o plano de duplicação da capacidade produtiva da fábrica de Itatiba, que receberá novos reatores e também alguns dos equipamentos de Santo André”, adiantou. A unidade estará pronta para operar dez tecnologias de processos, como aminações, quaternizações e outras, com prioridade para os agroquímicos, mas também atendendo os setores têxtil, de higiene pessoal e cosméticos.

    No campo dos surfactantes agrícolas, a Rhodia possui uma forte posição nos anfóteros, principalmente com as betaínas. Por apresentarem baixa irritabilidade dérmica e ocular, esses insumos são muito requisitados. Mas o principal produto dessa divisão ainda é representado pelos triesterilfenóis. “São tensoativos muito robustos, que não tem nenhuma relação com o nonilfenol, nem geram metabólitos assimiláveis por animais”, afirmou Leopoldo Dall Orto, líder de desenvolvimento técnico para o mercado Agro da Rhodia.

    Valdirene admite que o portfólio da Rhodia era pequeno para garantir uma participação maior nesse mercado, mas ela comenta que a companhia está crescendo por aquisições e desenvolvimentos globais, contando com laboratório de aplicações no Brasil, em Paulínia-SP.

    A companhia abre novos caminhos no setor agrícola. Aproveitando sua expertise em gomas (polissacarídeos), desenvolve aplicações com grande potencial de crescimento. Como informou, a goma xantana já é usada em suspensões concentradas para ajustar a viscosidade final e estabilizar a formulação. A goma guar também tem aplicação no campo dos defensivos, atuando como agente antideriva, controlando o tamanho das gotas formadas na aplicação. “A goma guar suporta alta temperatura e pressão, sendo compatível com alguns processos produtivos mais intensivos”, comentou Dall Orto. A biodegradável guar pode ser solubilizada em óleos vegetais ou nos seus ésteres metílicos.

    Segundo Valdirene, a Rhodia quer entrar em aplicações de tratamento de sementes e de fertilizantes. “Oferecemos um GSB – germination seed booster –, feito com essas gomas, que retém água e nutrientes em volta das sementes, oferecendo aumento de germinação de 10% a 30% sob estresse hídrico”, comentou. Esse produto está em fase final de testes de campo para aferir esse ganho.

    Na área dos fertilizantes, a ideia é oferecer um solvente de fonte renovável e seguro para dissolver o NBPT (n-butil triamida tiofosfórica), insumo usado para inibir a urease do solo e, dessa forma, reduzir a volatilização da ureia no campo. “Pretendemos entregar ao mercado o NBPT na forma líquida”, comentou a vice-presidente.

    No campo dos defensivos, a Rhodia tem encontrado boa receptividade para os solventes da linha Augeo, que usam como insumo a glicerina residual de biodiesel. “O mercado está deixando de usar o xileno e quer solventes menos agressivos e de fonte renovável”, considerou Dall Orto.

    A estratégia de substituir formulações na forma de concentrados emulsionáveis, que contêm solventes orgânicos, por soluções concentradas de base água é criticada por Dall Orto, por não apresentar a mesma eficácia biológica ou exigir a incorporação de adjuvantes avançados. “Isso cria outro problema, então é mais fácil substituir o solvente por outro menos agressivo e de fonte renovável”, considerou. Ele prevê que o futuro do setor aponta para a dispersão dos ativos em óleos vegetais ou seus ésteres, unindo baixa toxicidade com alta eficácia biológica, bastando aplicar um surfactante adequado. “Já temos essa alternativa configurada no exterior”, afirmou.

    Dadas as dificuldades regulatórias, Valdirene encontra maior receptividade nos clientes quando eles se preparam para lançar novidades, mesmo no campo dos genéricos. “Há produtores de alta qualidade de genéricos e eles buscam inovações”, comentou. “O mercado Agro ainda vai muito bem no Brasil, é um verdadeiro oásis”, comentou.

    Oliveira, da Oxiteno, também considera irreversível a tendência de substituir os solventes aromáticos pelos ésteres de óleos de fontes renováveis. “São produtos muito mais amigáveis aos seres vivos e também mais seguros, por serem menos inflamáveis”, afirmou, apontando a necessidade de ajustar a formulação ao novo ingrediente.



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    Um Comentário


    1. izabelfeijo

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