Agronegócio, defensivos agrícolas e fertilizantes

Agroquímicos: Ingredientes proporcionam o máximo efeito dos caros princípios ativos

Quimica e Derivados
14 de julho de 2014
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    Fundada por ele 1986, a Ata Tensoativos contou com sua experiência profissional anterior na área de tensoativos desenvolvida na Hoechst, Rohm and Haas, Atlas e Akzo. Agora está construindo uma unidade de produção em Mairiporã-SP, onde ocupará 40 mil m² de um terreno próprio, onde poderá comandar a expansão de negócios nos mais de 35 subsegmentos de atuação.

    Ele aponta algumas dificuldades de relacionamento com as formuladoras de todos os portes, em especial as grandes. “As multinacionais aprovam seus produtos na Europa, Estados Unidos ou na Ásia e procuram ter fontes globais de suprimento”, comentou, salientando que algumas delas preferem comprar ingredientes de fabricação nacional.

    Mesmo as empresas de menor porte evitam a substituição de ingredientes, devido à complexidade técnica envolvida e os entraves regulatórios. “Podemos fazer a diferença na formulação dos clientes, mas se a informação que recebemos é ruim, a resposta será ruim também”, afirmou, referindo-se à resistência de alguns clientes em revelar os demais ingredientes ou as suas características. Isso ocorre mesmo quando existe um acordo de sigilo entre as partes.

    “Além de oferecer uma boa solução para um problema, ela deve ser repetível e reprodutível, ou seja, não pode apresentar variações ao longo do tempo, exigindo ter alta qualidade”, considerou Fejfar.

    Como a tendência atual é de formular defensivos com baixa irritabilidade ocular – característica supérflua se os aplicadores usam os EPIs adequados, como ressaltou –, é preciso buscar tensoativos mais sutis que, por sua vez, costumam ser mais caros. “Não basta olhar apenas o tensoativo, mas o conjunto da formulação”, adverte.

    Oliveira, da Oxiteno, também aponta a dificuldade em obter informações completas por parte dos fabricantes de defensivos, sempre cercadas de sigilo. “Existe um diálogo, mas não precisamos saber exatamente o que está sendo feito, apenas os requisitos básicos do produto final e qual o problema a ser resolvido”, comentou.

    Química e Derivados, Agroquímicos: Ingredientes proporcionam o máximo efeito dos caros princípios ativosCom o objetivo de melhorar sua relação com clientes globais, há três anos a Oxiteno passou a se relacionar diretamente com as matrizes dessas companhias. “Dá mais trabalho por causa da distância física, mas os resultados têm sido muito bons com as Big 5, passamos a ser vistos como fornecedores globais”, comentou. Em geral, as filiais têm alguma autonomia para modificar as formulações e resolver problemas tipicamente locais. “Quando possuem centro de pesquisa aqui, a autonomia é maior.”

    A presença global é importante para a Oxiteno. “O mercado brasileiro é grande, mas há muitos negócios lá fora, ou seja, temos espaço para crescer ainda mais”, considerou.

    Em termos tecnológicos, Oliveira ressaltou que a atividade agrícola brasileira não fica atrás de nenhum outro país. “O controle de pragas por aqui é muito eficiente e exige esforços dos fornecedores para melhorar a produtividade e, por isso, estamos na vanguarda tecnológica mundial”, afirmou Oliveira. Por isso, a companhia investe em câmaras de vegetação para desenvolvimento de formulações, além de contar com acordos com universidades e parcerias com clientes para realizar ensaios de campo. “O segmento agroquímico é o segundo maior dentro da companhia e é o que consome maior variedade de surfactantes”, comentou.

    A rápida resposta às demandas do campo também é relevante para o estabelecimento de laços mais fortes com os fabricantes de defensivos. “Há alguns anos, quando o último dos organoclorados, o endosulfan, foi banido, ele foi substituído por uma combinação de ativos que exigiu um esforço muito grande para selecionar o surfactante adequado, mas nós conseguimos”, afirmou Oliveira.

    Da mesma forma, segundo informou, o controle da esfomeada lagarta Helicoverpa armigera gerou uma demanda explosiva por formulações específicas, em 2013. “Reagimos rapidamente à demanda e oferecemos uma solução”, afirmou.

    As diversas pressões que influem sobre a indústria química mundial afetam o desenvolvimento de novas moléculas, tanto no setor farmacêutico, quanto nos defensivos agrícolas. “As companhias investem mais no desenvolvimento de associações de ingredientes ativos com efeitos sinérgicos do que em novas substâncias”, apontou Jorge Fejfar, da Ata. “Mas a combinação desses ativos complica ainda mais a seleção dos surfactantes, exigindo mais esforços.”

    Em termos estratégicos, a Ata procura atuar mais com as demandas mais sofisticadas, que exijam alguma customização. “Com a fábrica nova, vamos ampliar nossa linha de prateleira, mas não teremos commodities”, afirmou. A empresa opera instalações multipropósito, sendo capaz de realizar as operações diversas, como quaternização, aminação, amidação, condensação, etoxilação e sulfonação, entre outros processos. “Temos expertise comprovada em sínteses, com tecnologia própria, a química nos dá múltiplas possibilidades de atuação”, comentou.

    Nessa linha de trabalho, uma das estratégias é aprimorar o que está sendo oferecido ao mercado. “Oferecemos um desempenho melhor com o mesmo número CAS”, afirmou. Como explicou, um tensoativo começa a ser eficaz a partir de 0,01% na formulação, uma dosagem muito pequena. “É um campo muito complexo, por isso mesmo é que gosto dele”, salientou.



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    Um Comentário


    1. izabelfeijo

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