Agronegócio, defensivos agrícolas e fertilizantes

Agroquímicos: Ingredientes proporcionam o máximo efeito dos caros princípios ativos

Quimica e Derivados
14 de julho de 2014
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    Como se percebe, as formulações líquidas usam quantidades apreciáveis de surfactantes e solventes orgânicos, mas também incorporam uma série de aditivos com funções diversas, a exemplo de modificadores de viscosidade e agentes de fluxo.

    Química e Derivados, Oliveira: estrutura para gerar respostas rápidas ao mercado

    Oliveira: estrutura para gerar respostas rápidas ao mercado

    “O fator determinante de uma formulação é a sua bioeficiência, a capacidade de controlar a praga a que se destina”, apontou Adriano Sales de Oliveira, coordenador de pesquisa e desenvolvimento da Oxiteno para o mercado de agroquímicos. Além disso, é preciso considerar as características de cada princípio ativo. Alguns deles são solúveis em água, a melhor situação, podendo formar concentrados solúveis (SL, na classificação da ABNT NBR 12697/2004), de fácil formação de calda com água para aplicação no campo.

    “Em geral, as moléculas mais novas apresentam vantagens evidentes em toxicidade e eficácia, mas tendem a ser mais complexas e raramente são solúveis em água”, comentou Oliveira. Nesses casos, o princípio ativo precisa ser dissolvido em solvente orgânico, dando origem a concentrados emulsionáveis (EC) ou suspensões concentradas (SC), por exemplo, para diluição final em água. “O mercado tenta evitar o uso de solventes nas formulações, preferindo formar suspensões aquosas quando o ativo aceita essa opção”, comentou. Ele também apontou que os usuários tendem a rejeitar produtos em pó, considerados problemáticos para diluir e manipular, especialmente em situações de campo com vento, nas quais sofre perdas por deriva. “Nas apresentações sólidas, os grânulos são preferidos”, considerou.

    Curiosamente, segundo Oliveira, os fazendeiros de todo o continente americano preferem produtos comerciais na forma líquida. “Talvez por uma questão logística, pois os produtos entamborados ficam mais protegidos”, comentou. Além disso, a produção de grânulos exige gasto maior de energia com a secagem do material e sua extrusão, tornando-os mais caros que os líquidos. “Os grânulos exigem surfactantes mais complexos, capazes de resistir à temperatura do secador, e também devem apresentar resistência mecânica, para não chegarem ao destino como pó”, salientou.

    “As formulações mais promissoras para a unidade de proteção de cultivos são as de alta concentração, contendo água como solvente, como SC, SE, CS ou produtos sólidos granulados, a exemplo do WG; essas apresentações são mais sustentáveis, respeitam o meio ambiente e o perfil de toxicologia, por exemplo, a irritação ocular e de pele”, afirmou Runge, da Basf. “Também são responsáveis por reduzirem os investimentos realizados pelos agricultores em logística, consumo de combustível e de recursos naturais, como a água.”

    Química e Derivados, Fejfar: tensoativos apresentam forte interação com os ativos

    Fejfar: tensoativos apresentam forte interação com os ativos

    “Dentro de uma formulação, os tensoativos podem operar como emulsionantes, dispersantes, antiespumantes, espalhantes adesivos, entre outras funções, dependendo das moléculas do princípio ativo e do que se pretende fazer com elas”, comentou Jorge Don Carlos Fejfar, diretor-comercial da Ata Tensoativos. Ele ressaltou que a interação entre ativo e surfactante é forte, gerando efeitos positivos ou negativos.

    Entre as dezenas de tipos de formulações, Fejfar aponta as suspensões concentradas e os grânulos solúveis como as mais usadas no país, mas salienta que cada apresentação tem vantagens e desvantagens. “A formulação coloca a molécula no campo com eficiência e eficácia, preocupando-se em não prejudicar a saúde humana, não produzir efeitos fitotóxicos indesejados, nem afetar o meio ambiente”, afirmou.

    Ele explicou que a elaboração de uma formulação é um processo caro, mesmo contando com a ajuda de modernos softwares, exigindo verificação do desempenho físico, químico e biológico alcançado. “É preciso verificar as diferenças intrínsecas e as ocasionais nas formulações”, considerou Fejfar, apontando as especificidades das condições locais de clima, solo e vegetação (o terroir), a aplicação de misturas de princípios ativos, e a presença de outros ingredientes. Essas condições deveriam incentivar a produção local de formulações, mas não é isso que as estatísticas apontam.

    Mesmo assim, o interesse pelo setor de defensivos agrícolas é elevado. “Trata-se de um mercado maior que o de cosméticos e o de óleo/gás”, avaliou Fejfar.



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    Um Comentário


    1. izabelfeijo

      gostaria de agradecer a entrevista como o mercado brasileiro e rico em se tornar um grande potencial internacional e tambem pesguisar os mercados em alta como o cosmeticos faço tramento facial rejuvenecedor uso as maos para o tratamento faço mascara natural e foi entao gue descobrir misturando clara de ovo com mel e azucar misturei tudo e passei no meu rosto a clara do ovo deve conter alguma substançia pois deixei a mascara por dez minutos e a minha pele ficou completamente estirada ou seja repuxou bastante gostaria de saber o gue produziu isto a clara do ovo estou muito curiosa por saber e possivel agradeço a gentileza de receber notiçias



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