Agronegócio, defensivos agrícolas e fertilizantes

Agroquímicos: Ingredientes proporcionam o máximo efeito dos caros princípios ativos

Quimica e Derivados
14 de julho de 2014
    -(reset)+

    Química e Derivados, Agroquímicos: Ingredientes proporcionam o máximo efeito dos caros princípios ativos
    A agricultura brasileira é uma das poucas atividades econômicas a obter resultados positivos. Com produção e área de cultivo crescentes – foram 105 milhões de hectares em 2012, incluindo pastagens e florestas plantadas –, o setor é o maior mercado mundial para defensivos agrícolas, consumindo 20% do faturamento global desses insumos.

    Os defensivos entregues aos produtores rurais são formulações de princípios ativos. Enquanto essas moléculas complexas são fornecidas por um grupo restrito de companhas químicas, mesmo com o aparecimento dos genéricos, os ingredientes para a elaboração das formulações contam com um rol bem mais amplo de opções e fornecedores.

    No entanto, isso não significa que essas indústrias químicas estejam atravessando um “céu de brigadeiro”. A Bain & Co., consorciada à Gas Energy, foi contratada pelo BNDES para elaborar um estudo profundo sobre o mercado de defensivos agrícolas, com o objetivo de orientar futuros investimentos que possam ser apoiados pelo banco. O estudo está sendo finalizado, mas a sua terceira revisão, divulgada em março deste ano, oferece informações importantes sobre esse segmento. Esses dados nem sempre são animadores.

    Sempre se soube que o Brasil depende da importação de produtos técnicos (os tais princípios ativos, as moléculas principais que atuam sobre insetos, fungos e ervas daninhas), produtos resultantes de tecnologia de alta complexidade. Mas o estudo preliminar apontou que a importação de formulações prontas para a venda aos usuários aumentou 17% ao ano entre 2008 e 2012. O percentual superou em muito os 7% anuais de incremento da importação de produtos técnicos.

    Segundo o relatório preliminar da Bain e Gas Energy, em 2012, o consumo nacional de defensivos agrícolas (somando produtos técnicos e formulados) chegou a US$ 9,7 bilhões, dos quais US$ 5,4 foram importados, ou seja, 56%. Desse montante de importação, 44% se referem aos formulados.

    Química e Derivados, Runge: rumo aos produtos mais concentrados e sem solventes

    Runge: rumo aos produtos mais concentrados e sem solventes

    Importância da formulação – Embora sejam o principal constituinte dos defensivos, os princípios ativos não atuam sozinhos. Outros produtos químicos são necessários para garantir a estabilidade dos ingredientes ativos, facilitar a sua solução, suspensão ou dispersão em água (o principal veículo usado na fase de aplicação) e, ainda, contribuir para o melhor desempenho do conjunto.

    A dose dos ativos por área, geralmente determinada em hectares, é muito pequena, mas eficaz. Os demais ingredientes da formulação devem proporcionar um resultado homogêneo, para que cada planta ou unidade de área receba exatamente a mesma dose de produto. Essas propriedades são desenhadas e comprovadas pelos formuladores, com o auxílio dos seus fornecedores.

    As pressões atuais de demanda pedem defensivos que alcancem os resultados desejados com o menor consumo de energia e de água. A fácil dissolução, suspensão ou dispersão são muito valorizadas, bem como o baixo impacto à saúde dos trabalhadores e ao ambiente. Além disso, como o custo de transporte é significativo, quanto mais concentradas as formulações, melhor. Pós e grânulos deveriam ser, dessa forma, preferidos, quando aplicáveis.

    Frank Runge, gerente de desenvolvimento global de formulações da unidade de proteção de cultivos da Basf, confirma essa tendência. “Faz parte da nossa estratégia trazer para o mercado agrícola brasileiro soluções cada vez mais sustentáveis e isso significa produtos formulados de alta concentração que possibilitam uma dose menor de produto por hectare, usando ingredientes ativos e inertes da formulação, como emulsificantes e dispersantes, com perfil toxicológico ameno, preservando o meio ambiente, evitando o uso de solventes quando tecnicamente possível”, afirmou. Caso os solventes orgânicos sejam necessários, Runge aponta a existência de novas opções, menos agressivas, a exemplo dos chamados green solvents com um baixo perfil toxicológico, desenvolvidos há poucos anos. “Na Basf, incluímos a avaliação dessas alternativas em novos produtos e desenvolvimentos”, ressaltou.

    A companhia trabalha em novas tecnologias de formulação para, por exemplo, substituir os solventes nafta-pesados por sistemas sem solventes, com base em água ou em sólidos. “Isso é um grande desafio, porque as formulações baseadas em solventes tipicamente têm a melhor performance no campo dentre todos os tipos de formulações, contudo já foram obtidos vários bons exemplos que serão introduzidos no mercado”, comentou Runge, apontando, nesses casos, o uso de conceitos inteligentes de adjuvantes. “Com esse objetivo, a unidade de aditivos para Agro da Basf tem dedicado esforços para desenvolver adjuvantes para potencializar o uso de defensivos nas áreas plantadas pelo Brasil afora, otimizando a quantidade aplicada e reduzindo os impactos ambientais, melhorando a aplicabilidade e a absorção dos produtos”, complementou Samuel Bortolin, gerente de marketing de aditivos para Agro da Basf América do Sul.



    Recomendamos também:








    Um Comentário


    1. izabelfeijo

      gostaria de agradecer a entrevista como o mercado brasileiro e rico em se tornar um grande potencial internacional e tambem pesguisar os mercados em alta como o cosmeticos faço tramento facial rejuvenecedor uso as maos para o tratamento faço mascara natural e foi entao gue descobrir misturando clara de ovo com mel e azucar misturei tudo e passei no meu rosto a clara do ovo deve conter alguma substançia pois deixei a mascara por dez minutos e a minha pele ficou completamente estirada ou seja repuxou bastante gostaria de saber o gue produziu isto a clara do ovo estou muito curiosa por saber e possivel agradeço a gentileza de receber notiçias



    Deixe uma resposta

    O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *