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15 de fevereiro de 2011

Aditivos para Concreto – Química ajuda a construir estruturas mais resistentes com maior rapidez

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Publicado por: Antonio C. Santomauro
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    Química e Derivados - Aditivos para Concreto - Uso de concreto autoadensável reduz mão de obraConcreto capaz de amoldar-se sem o usual processo de vibração, ou bombeado do solo a grandes alturas; ou então, argamassa nivelada sem necessidade do alisamento manual. Essas são algumas das utilizações mais recentes dessas misturas obtidas do cimento, possíveis apenas com o uso de aditivos oferecidos pela indústria química. Eles também geram, entre outros benefícios, a agilização dos processos construtivos e a economia de alguns de seus insumos, e abrem novas possibilidades arquitetônicas.

    Existem inúmeros gêneros de aditivos para concreto e argamassa (ver quadro). Eles podem favorecer a trabalhabilidade (termo referente às propriedades do concreto ou da argamassa no período de seu manuseio, antes do início do endurecimento); aumentar sua resistência; impermeabilizar; retardar ou acelerar a pega (início do processo de endurecimento).

    E, de acordo com Alessandra Lorenzetti de Castro, integrante do Laboratório de Materiais de Construção Civil do Instituto de Pesquisas Tecnológicas, “concretos de alto desempenho somente são possíveis com o uso de aditivos”. Por “concreto de alto desempenho”, entenda-se: concreto com elevadas resistências, superiores a 50 MPa (um megapascal equivale à pressão de 10 kg/cm2).

    Tal contribuição dos aditivos à maior resistência do concreto pode ser visualizada na Tabela 1, que mostra acentuada evolução desse quesito nos anos 70, e principalmente na década de 90, quando começaram a ser utilizadas, respectivamente, a segunda e a terceira gerações do gênero de aditivo hoje empregado em maior escala: os plastificantes.

    Esses aditivos permitem reduzir a quantidade de água nas misturas de concreto, cuja trabalhabilidade geralmente exige esse componente em quantidade superior à necessária para a reação com o cimento. Mas, conforme explica Rubens Curti, supervisor técnico da Associação Brasileira de Cimento Portland (ABCP), a água que não reage tende a subir para a superfície e evaporar, deixando no concreto solidificado caminhos pelos quais podem ingressar agentes agressivos. “Mas, com aditivos, é possível reduzir a quantidade de água”, acrescenta Curti.

    Isso permite obter concretos mais resistentes e, consequentemente, com novas possibilidades de construir vãos livres maiores e pilares mais finos. Isso significa não apenas soluções estéticas mais arrojadas, mas também benefícios prosaicos, como a ampliação da quantidade de vagas nas garagens de edifícios.

    Química e Derivados - Rubens Curti - Associação Brasileira de Cimento Portland - ABCP

    Curti: policarboxilatos reduzem o consumo de água

    Popularizar o premium – A mais recente versão dos aditivos plastificantes tem como base polímeros denominados policarboxilatos. Com eles, afirma Curti, é possível diminuir o consumo de água em aproximadamente 40% (simultaneamente, reduz-se o cimento, pois a resistência do concreto está vinculada à relação entre eles).

    Por enquanto, tido como produto top, o policarboxilato foi, porém, incorporado a uma linha lançada recentemente pela Basf para tornar mais massivo o seu uso. O insumo, explica Georgia Cunha, gerente de marketing regional na América do Sul da linha de químicos para construção da Basf, atende à demanda premente do mercado da construção: mais agilidade nas obras. “Ao dotá-lo de mais plasticidade e de resistência até superior aos convencionais, o policarboxilato amplia a capacidade de bombeamento do concreto”, observa o gerente. Atualmente, a Basf produz policarboxilato em Guaratinguetá-SP e, além dos produtos dele derivados, disponibiliza ampla linha de aditivos para concreto e argamassa, entre eles, impermeabilizantes e aceleradores e retardadores de pega.

    Por sua vez, a Dow importa o policarboxilato de unidades da empresa situadas em outros países. Não o utiliza para produzir aditivos – ele é vendido para os fabricantes desses produtos –, mas também tem em seu portfólio itens como emulsões acrílicas, éteres de celulose e resinas em pó, aplicados para melhorar características como aderência, trabalhabilidade e impermeabilidade de argamassas. Ana Carolina Haracemiv, diretora da área de produtos químicos para construção da Dow na América Latina, associa a expansão do uso de aditivos no mercado brasileiro de construção à crescente profissionalização desse setor: “Isso exige produtos com mais tecnologia, para maior qualidade das obras ou diminuição do tempo necessário para a sua conclusão.”

    Atentos ao potencial desse mercado, os fabricantes de aditivos investem hoje no fortalecimento de seus portfólios de produtos. Na AkzoNobel, os lançamentos mais recentes incluem um aditivo paracombate à retração superficial em pisos e um agente anticorrosivo em pó para proteção de colunas e vigas (ou para argamassas destinadas ao reparo dessas estruturas).

    Química e Derivados, Ana Carolina: aditivos crescem com a profissionalização do setor

    Ana Carolina: aditivos crescem com a profissionalização do setor

    Com ele, a AkzoNobel ampliou a sua oferta de insumos para esse mercado, para o qual já oferecia, entre outros itens, aditivos à base de éteres de celulose e polímeros redispersíveis – como vinil acetato e vinil acetato/etileno –, capazes de se adequarem a finalidades específicas de aplicação e performance. A companhia também conta com produtos destinados a combater um fenômeno denominado eflorescência, gerador de manchas brancas – decorrentes da umidade –, em superfícies de acabamento e em pintura. “Desenvolvemos um aditivo que minimiza ou mesmo elimina esse efeito”, conta James Russi, gerente de vendas e marketing da AkzoNobel na América do Sul.

    A AkzoNobel também disponibiliza no Brasil aditivos comercializados apenas por meio de distribuidores. Entre eles, um produto trazido da Suécia pela Braschemical, composto por microesferas preenchidas com um gás cujo aquecimento expande seu volume em mais de quarenta vezes. Isso lhe permite atuar como carga leve, gerando concretos menos densos, por exemplo, para elementos decorativos, e também capazes de favorecer características ligadas ao isolamento térmico e elétrico, entre outras. “Essa tecnologia já é utilizada na indústria de plásticos, e estamos começando a trabalhá-la no mercado da construção”, complementa Liliane Schwabe Leite, diretora de marketing da Braschemical.


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      1. Leticia

        Qual o melhor aditivo a base de policarboxilato para aumemtar a resistencia do concreto, e onde encontro?


      2. erick

        como faço para comprar policarboxilato no braisil


      3. sergio

        gostaria de saber qual aditivo a usar pra deixar o concreto bem resistente obrigado


      4. Rosângela

        Gostaria de saber se há um aditivo para colocar no concreto que será piso de um free stall, pois a urina das vacas é corrosiva. Portanto um anti-corrosivo para urina de vacas….agradeço e aguardo



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