Adesivos, Colas e Selantes

Adesivos – Setor mantém ritmo acelerado de crescimento e promove inovações

Hamilton Almeida
12 de novembro de 2014
    -(reset)+

    A economia brasileira não vai bem, até o Governo Federal admite isso. O que surpreende, e também vira notícia, é quando algum setor vai bem, caso do mercado de adesivos, um segmento industrial que dribla as crises e se fortalece ano a ano.

    Química e Derivados, Adesivos: Setor mantém ritmo acelerado de crescimento, investe em fábricas e promova inovações

    Química e Derivados, Victorio: centro logístico encurtou o prazo de entrega

    Victorio: centro logístico encurtou o prazo de entrega

    “Devemos fechar 2014 novamente com crescimento. É assim desde que a Coim entrou no Brasil, em 1996”, declara José Paulo Victorio, presidente da empresa que desembarcou no país mediante a compra da fábrica da Polimind.

    “Adotamos algumas políticas de crescimento com os investimentos que fizemos. Melhoramos a nossa eficiência, reduzimos custos e, assim, ganhamos participação de mercado. Esperamos fechar o ano com um aumento entre 8% e 9% em relação ao período anterior”, adiciona.

    “A Adecol deve ter outro ano de crescimento, da ordem de 30%. Nossos passos são agressivos, duplicamos o faturamento a cada 4 anos”, assevera Alexandre Segundo, diretor-comercial. Antonio do Vale, vice-presidente de Adhesive Technologies na América Latina-Sul da Henkel, acredita em um “crescimento global nas vendas orgânicas substancialmente acima do PIB”.

    Cauteloso, Andres Salgado, gerente de marketing para o mercado de adesivos e materiais funcionais da Dow para a América Latina, afirma: “Como os adesivos são utilizados em produtos de consumo e, principalmente, em embalagens de alimentos, eles seguem esse mercado, que cresce acima do PIB. Quanto maior a demanda por embalagens e diferenciações nos pontos de venda, maior será a nossa relevância e atuação no setor, isso está intimamente ligado ao aumento do poder aquisitivo da classe média.”

    Sandro Leonhardt, gerente-comercial da Lord, é taxativo: “Não há nenhum indicativo que tenhamos melhora da economia até o fim do ano, até porque o índice de confiança empresarial e do consumidor é muito baixo.” Ele sustenta que o crescimento negativo da indústria afeta diretamente a performance do consumo de adesivos e cita que o setor químico “vem sofrendo uma grande pressão de aumento de custos pelo fato de a cadeia petroquímica estar atrelada ao dólar”.

    Em 2015, o Brasil terá um novo governo, seja com a eleição de Aécio Neves ou pela renovação do mandato da presidente Dilma Rousseff. Em ambos os casos, mudanças ou ajustes inevitáveis serão feitos na economia nacional, motivo suficiente para gerar uma boa dose de cautela entre investidores e industriais.

    Química e Derivados, Leonhardt: fábrica de Itupeva entrará em operação em 2016

    Leonhardt: fábrica de Itupeva entrará em operação em 2016

    “Os indicadores de crescimento do PIB previstos para o próximo ano são muito modestos e devem ficar abaixo de 2%. A retomada do crescimento econômico precisa passar, inevitavelmente, por mudanças das políticas econômicas para criar estabilidade e a adoção de uma política de desenvolvimento que estimule o consumo”, analisa Leonhardt.

    Vale admite que a Henkel está “extremamente confiante” na melhoria da atividade econômica. “Como um país emergente e no foco da estratégia global da companhia, a nossa meta no Brasil é crescer significativamente acima da média do mercado”, afirmou.

    Outros dirigentes do setor de adesivos também afundam o pé no acelerador. “O Brasil terá um ano complicado, mas 30% das nossas receitas são geradas com exportações. Colocando tudo na balança, acho que conseguiremos avançar uns 7% ou 8%”, calcula Victorio, da Coim.

    Segundo é ainda mais otimista: “Investindo em novas tecnologias, a Adecol vem conquistando todos os meses novos clientes. Esse é o motivo do nosso crescimento. Teremos novos desafios em 2015, mas esperamos manter o mesmo ritmo dos outros anos.”

    Na visão de Segundo, a economia e a indústria voltarão a crescer de forma significativa a partir de 2016, inaugurando “boas possibilidades de um novo ciclo positivo nos próximos 5 a 10 anos”. No que se refere ao setor de adesivos, a sua perspectiva é de “um crescimento um pouco acima do PIB, por conta das constantes inovações e novos usos que a tecnologia permite, substituindo formas mais antigas de fixação, como soldas e parafusos”, afirmou.

    A expectativa de Salgado é que, em 2015, tenhamos uma economia mais estável e adaptada à nova realidade, com o retorno da confiança dos consumidores. No longo prazo, a Dow enxerga um bom cenário, pois a demanda por embalagens continuará crescendo. “Esperamos que os produtores locais se mantenham competitivos num entorno cada vez mais globalizado, precisando se adaptar aos competidores externos, passando a considerar outros fabricantes que podem estar no Mercosul, América Latina ou, por exemplo, na Ásia. Também precisarão compensar um sistema complexo de impostos, alto custo de energia e mão de obra, oferecer maior agilidade de logística, produtividade e desenvolvimento de inovações”, sentencia.



    Recomendamos também:








    0 Comentários


    Seja o primeiro a comentar!


    Deixe uma resposta

    O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *