Adesivos, Colas e Selantes

Adesivos: Mercado em potencial mantém ritmo de investimentos apesar da redução dos lucros

Marcelo Furtado
4 de maio de 2001
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    Outro exemplo são fornecimentos de adesivos vinílicos para o mercado de madeira para exportação de portas e painéis, que suportam altas temperaturas, intemperismos e com capacidade de colagem estrutural.

    Química e Derivados:Química e Derivados: Adesivos: Walkiria - PVA para madeiras no Sul.Mais madeira – Aproveitando o mesmo mercado de exportação de madeira que a National Starch visa com seu adesivo de PVA, a Alba, líder no setor moveleiro, também criou soluções para os clientes exportadores. Setor concentrado no Sul do País, uma de suas maiores demandas tecnológicas em termos de adesivos é a tolerância à operação em temperaturas baixas. Utilizando sua tecnologia de cross-linked (cadeias cruzadas), que permite alterações na estrutura molecular do polímero vinílico, a Alba lançou nova família de PVAs que suportam colagens com temperatura ambiente de 3ºC, contra no máximo 13ºC de versões anteriores.

    Na verdade, conforme diz a gerente de negócios, Walkiria Dantas, o novo adesivo possui um TMFF (temperatura mínima de formação de filme) de 3ºC. “Há regiões, como a de Caxias do Sul-RS, em que a temperatura chega a esses níveis constantemente”, diz. “Com essa resistência, a colagem é mais rápida e fácil.” Os desenvolvimentos são de Cotia-SP, embora a divisão de adesivos industriais da Alba tenha mudado recentemente para Curitiba-PR. O faturamento dessa unidade (há ainda a divisão de adesivos de consumo, responsável por metade das vendas totais da empresa, avaliada em torno de US$ 100 milhões) cresceu 31% de 1999 para 2000 e 12,3% em volume. Porém, com a alta das matérias-primas os adesivos vinílicos sofreram aumentos de 25% e os de contato (base de policloropreno) cerca de 15%.

    No mercado nacional com consumo próximo a 50 mil t/ano de PVA, outra empresa com participação importante é a Rhodia, produtora do homopolímero desde 1958 em sua unidade multipropósito em Paulínia-SP.

    Também de olho no setor de madeira e moveleiro, a empresa está lançando no segundo semestre novas formulações com propriedades de secagem rápida e maior tensão de descolagem para madeira. “Nossas pesquisas são voltadas para criar PVAs com características aprimoradas de selagem, de resistência à água e colagem rápida”, afirma a gerente de mercado da Rhodia, Gisleine Bellini.

    Um desses novos desenvolvimentos é uma cola de PVA monocomponente para secagem rápida de assoalhos, tacos e parquetes já envernizados. Conforme explica o gerente de marketing Carlos Tomassini, o adesivo precisou ser base álcool, visto que se fosse base água mancharia a madeira. “Até então para essa aplicação os clientes usam uma cola de poliuretano, que além de ser bicomponente é mais cara”, diz.

    Química e Derivados: Adesivos: Gisleine - foco em aplicações especiais.

    Gisleine – foco em aplicações especiais.

    Com mais de 30 formulações de PVAs, para uso em madeira, embalagem, construção civil e escolares, o laboratório da Rhodia se concentra em desenvolver PVAs especiais, como por exemplo os isentos de solventes. “As taxas de crescimento desses nichos específicos para PVA são bem superiores aos 5% anuais dos convencionais”, completa a gerente Gisleine.

    Inteligentes na linha – A pesquisa com adesivos, porém, vai muito além dessas iniciativas com o PVA da Alba e da Rhodia. Há uma tendência internacional de desenvolvimento dos chamados smart adhesives (adesivos inteligentes), produtos que além da função comum de aderência agregam outras propriedades. No ponto de vista comercial, essa tendência visa atender a aplicações em setores cujo crescimento de consumo supera a média dos outros mercados dos adesivos. São os casos, principalmente, das aplicações em eletroeletrônica e para uso medicinal, com taxa mundial de crescimento de 5% a 10% ao ano.

    Para começar pelo mercado médico, atendido por empresas como 3M, Loctite (Henkel) e National Starch, as principais aplicações são em curativos, montagem de seringas e em tecidos artificiais. Uma preocupação nessa área é criar adesivos base água compatíveis com a pele para uso em curativos do tipo Band-Aid. Só para se ter uma idéia do quanto precisa ser ainda desenvolvido, a Johnson & Johnson, dona desta marca, para atender sua política coorporativa ambiental passou a usar nesses curativos um adesivo base água, substituindo outro com solvente. O resultado é que os Band-Aids comuns perderam muito do poder de colagem na pele. Em sua linha de curativos para uso em práticas esportivas (Sport Strip), para garantir melhor aderência, a empresa manteve o adesivo PSA acrílico base solvente.

    Adesivos: Tomassini - desenvolvimento para assoalhos. ©QD Foto - Cuca JorgeUma empresa bem envolvida na tendência do adesivo inteligente, inclusive por ser a criadora da expressão, é a 3M, uma das líderes mundiais no setor. “Smart adhesive significa que o adesivo deixou de ser apenas uma simples cola”, explica o gerente técnico da 3M do Brasil, Antonio Carlos Espeleta. Segundo ele, essas novas propriedades seriam, por exemplo, adicionar aditivos ou modificar molecularmente o adesivo para fazê-lo conduzir eletricidade, fazer contato elétrico, ser anticorrosivo, absorver ruído e vibração, entre outras novidades.



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