Adesivos, Colas e Selantes

Adesivos: Mercado em potencial mantém ritmo de investimentos apesar da redução dos lucros

Marcelo Furtado
4 de maio de 2001
    -(reset)+

    Química e Derivados:  Adesivos: Redondo - investimentos minimizaram a crise.

    Redondo – investimentos minimizaram a crise.

    Com produção total de 5 mil t/ano de hot-melts em 2001, a primeira etapa do projeto foi para ampliar os granulados tipo Gala, indicados para cartões e cartolinas. A segunda fase expandiu e modernizou a linha dos base borracha PSA, voltados para fraldas e absorventes descartáveis. Este último tem a peculiaridade de ser revestido com um filme plástico compatível com a formulação do hot-melt de borracha, permitindo que o adesivo seja fundido com a embalagem no coleiro (equipamento usado para fundir a 160ºC o adesivo sólido para aplicação posterior por sistemas de mangueiras e bicos). “Antes o adesivo vinha embalado em cartões de papelão revestidos com silicone, que precisavam ser retirados e depois descartados”, diz Redondo.

    A divisão de embalagens para alimentos da Henkel Adesivos Industriais (que ainda atua, de forma segmentada, na áreas de montagens de contêineres, cabos e fibras, e na indústria gráfica e de laminação) é a mais importante para a empresa. Além do dinamismo dos clientes, um dos motivos principais, de acordo com o gerente regional da Henkel, é em razão de as embalagens serem grandes consumidoras de hot-melt, um dos adesivos de maior potencial no mercado. “Por serem 100% sólidos, os custos de frete, armazenagem e de seguros são muito mais competitivos em relação aos solúveis”, diz.

    Além dos hot-melts, a divisão também produz cerca de 3 mil t/ano de adesivo pastoso de caseína, extraído de proteína do leite importada da Europa. Volta-se para rotulagem de garrafas de vidro de vinho, cerveja e destilados. Embora bem diferente de alimento, o mercado de cigarros também é atendido pela divisão, visto que suas exigências organolépticas são rigorosas da mesma forma. Para esse mercado, a Henkel produz 1.500 t/ano de dispersões de EVA. Também desse polímero em breve passará a produzir hot-melts especiais para embalagens de alimentos super congelados, que suportam temperaturas de -30ºC e se compatibilizam com revestimentos coating e de filmes de polietileno. Por enquanto, a Henkel só importa esses produtos.

    Crescimento rápido – O setor correspondente a embalagens, conversão de papel e de cigarros corresponde a cerca de 25% da demanda total de adesivos no País, segundo pesquisa da EcoPlan Consultoria de 1997. Em franca expansão, vem atraindo o interesse de outras empresas, como a Alba Química, que até então se centrava mais nos segmentos de colas de consumo, construção, madeira e moveleiro. Há cerca de três anos, a empresa criou uma divisão de embalagens e indústria gráfica que hoje já corresponde a cerca de 25% do faturamento de sua divisão de adesivos vinílicos industriais.

    Química e Derivados: Adesivos: grafico03.A base para a arrancada foi dentro da especialidade da Alba: os adesivos de PVA (acetato de polivinila). De acordo com o gerente da área, Milton Campos, a estratégia contemplou quatro frentes de atuação: 1) adesivos aplicados em fechamento de cartuchos na indústria cosmética; 2) fechamento de caixas de papelão ondulado; 3) rotulagem de garrafas plásticas com papel por meio de uma emulsão de EVA; e 4) laminação de papel-cartão com papelão microondulado. Nesse último caso, a Alba precisou desenvolver em seu centro de pesquisas de Cotia-SP uma emulsão de terpolímero de PVA com baixos sólidos (25%). Segundo Campos, foi a única maneira para competir em custos com os mais baratos amidos, gastando menos matéria-prima.

    Química e Derivados: Adesivos: grafico04. Outro desenvolvimento em Cotia, onde também está a produção dos adesivos da Alba, foi um PVA resistente ao óleo, para embalagens de papel para autopeças. A divisão de embalagens produz ainda caseínas para rotulagem, mas de acordo com Milton Campos em uma proporção irrisória. “Estamos tentando reduzir o custo desses adesivos para poder participar do competitivo mercado de cervejarias, cujos principais fabricantes obrigam os fornecedores a aviltarem seus preços”, ressalta Campos. Também na área de hot-melts, por meio de importação da filial inglesa da controladora Borden, a Alba fornece formulações de EVA para fechamento de embalagens de congelados e para colagem de lombadas de livros.

    A atuação da National Starch & Chemical é mais um exemplo de empresa com crescimento rápido em resultado do desempenho do mercado de embalagens, conversão de papel e rotulagens de bebidas.

    Química e Derivados: Adesivos: Brenna - adesivos para máquinas velozes.Com foco principal em amidos de mandioca e milho, a divisão de adesivos da empresa, com escritório em São Paulo, só foi estruturada há cerca de quatro anos, período suficiente para se firmar no mercado, segundo explica seu diretor comercial, Gabriel Birenbaum. “Nesse período crescemos a uma taxa média de 25% ao ano”, comemora.

    Com atenções exclusivamente voltadas para as aplicações industriais, a National conta com o trunfo de ter inaugurado fábrica há um ano em Trombudo Central-SC, onde produz dextrinas para embalagens e conversão de papel, caseínas para rotulagem, e dispersões e emulsões de EVA e PVA, utilizadas em cigarros, embalagens e madeira. As dextrinas são obtidas a partir do amido de milho produzido na fábrica e também são produzidas em outra unidade nacional, em Palmital-SP.

    Operando em dois turnos, e com capacidade para 560 t/mês, a fábrica produz cerca de 40% dos adesivos comercializados pela empresa. Outros 30% do faturamento procedem de outras fábricas no Mercosul, como na Argentina, onde a National conta com unidade de hot-melts para fraldas e absorventes (descartáveis). O restante, também em sua maioria hot-melts especiais, vem de fábricas européias.

    De acordo com o gerente de vendas da divisão, Ridnei Brenna, o foco da National é fornecer apenas para mercados com máquinas de alto desempenho. “Nossas formulações, com maior valor agregado, visam operações de alta produção”, diz. Cita como exemplo caseínas específicas para máquinas com capacidade para rotular 60 mil garrafas por hora, iguais às da cervejaria líder nacional Ambev.



    Recomendamos também:








    0 Comentários


    Seja o primeiro a comentar!


    Deixe uma resposta

    O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *