Produtos Químicos e Especialidades

12 de setembro de 2017

Adesivos: Inovações permitem disputar aplicações técnicas exigentes

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Publicado por: Marcelo Fairbanks
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    A tecnologia dos adesivos evolui a passos rápidos e oferece novas respostas para problemas de engenharia, além de substituir outras formas de união de peças e partes, geralmente promovidas por meios mecânicos (soldas, rebites e parafusos). Mais leves, flexíveis e resistentes, essas formulações químicas dispõem de uma pletora de possibilidades de composição, desde as mais prosaicas colas de amido até os complexos sistemas poliuretânicos, passando por sistemas com base em solventes hidrocarbonetos, sempre criticados pela agressividade ao ambiente e à saúde humana. Isso motiva a desenvolver opções mais amigáveis, com alto desempenho e resultado econômico mais favorável para os clientes.

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    O mercado mundial de adesivos, selantes e tratamento de superfícies foi avaliado em € 60 bilhões em 2016, como informou Manuel Macedo, presidente da Henkel Brasil. Nesse ano, a companhia global de origem alemã registrou faturamento consolidado de € 18,7 bilhões, dos quais quase a metade, ou € 9 bilhões, foram obtidos pela unidade de negócios Adhesive Technologies. “O Brasil figura entre os dez maiores mercados mundiais de adesivos em âmbito global devido ao fato de contar com grandes indústrias consumidoras desses produtos”, comentou.

    “O mercado global de adesivos está bastante consolidado, tanto em novas aplicações, quanto em maturidade dos mercados. A consolidação em mercados maduros faz com que o potencial de negócio se concentre nas economias emergentes, com transferência de tecnologias e consolidação em aplicações nas quais se identifique a necessidade de desempenho específico dos adesivos em produtos desenhados para aplicações com distintos níveis de exigência”, considerou Fábio Victor Wruck, gerente de vendas da Arkema Brasil, subsidiária da empresa de origem francesa (uma antiga divisão da Total) que adquiriu há anos a alemã Bostik, importante fabricante de adesivos.

    Líder mundial em adesivos, a Henkel segmentou a atuação no setor em cinco divisões: adesivos industriais (produtos para indústrias diversas, como embalagens para alimentos e bebidas, moveleira, gráfica, higiene pessoal e outras); transporte e metal (automotiva, aeroespacial, fabricação de bobinas e embalagens metálicas – inclui adesão, vedação e tratamento de superfícies); eletrônicos (para todos os tipos de dispositivos, de lâmpadas a smartphones); adesivos gerais (atende à mais ampla variedade de indústrias, como a de linha branca, manutenção automobilística, máquinas agrícolas e outros); e produtos de consumo (colas brancas e as de secagem rápida, para venda aos consumidores, com marcas tradicionais, como Pritt, Tenaz, Cascola e Superbonder).

    Por contar com amplo portfólio de tecnologias, produtos e segmentos atendidos, a companhia consegue manter e até aumentar suas vendas mesmo em momentos de crise econômica, caso atual do mercado brasileiro. O setor automotivo, explica Macedo, já está bem desenvolvido quanto ao uso de adesivos. “Um carro carrega em média 25 kg de adesivos, em várias composições e aplicações diferentes”, informou. “Mesmo na crise, surgem oportunidades para manter o crescimento por meio de inovações e soluções que geram mais valor para os clientes.” Adesivos substituem fixações mecânicas com vantagens em resistência, redução de peso e por permitir mais versatilidade ao design dos produtos finais.

    A produção nacional de veículos automotores em 2012 chegou a 3,4 milhões de unidades (carros, caminhões e ônibus), segunda a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), despencando para 2,2 milhões em 2016. Considerando apenas os veículos leves, a fabricação nacional encolheu em 1,2 milhão, ou seja, deixaram de ser consumidos 30 mil t de adesivos no ano. “Conseguimos aumentar as vendas mesmo no setor automotivo, oferecendo soluções de maior valor agregado, capazes de tornar mais eficiente as operações dos clientes”, enfatizou Macedo.

    Em contrapartida, a produção de máquinas agrícolas apresenta, em 2017, uma notável retomada de vendas. “Com uma boa safra em andamento, os agricultores voltaram a investir e isso aqueceu a produção dessas máquinas que usam uma grande quantidade de aplicações adesivas na sua fabricação”, apontou.

    Ele também comentou que, durante períodos de crise, muitas empresas adiam a decisão de promover novos investimentos, aumentando a demanda por serviços de manutenção dos equipamentos em operação. “Isso alavanca as oportunidades para a área de manutenção e reparo, integrante do nosso segmento de adesivos gerais”, disse.


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