Adesivos, Colas e Selantes

Adesivos – Inovações permitem disputar aplicações técnicas exigentes

Marcelo Fairbanks
12 de setembro de 2017
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    “O Brasil é um mercado importante, com grande potencial, e acreditamos na sua recuperação econômica do país, com isso, certamente é grande o interesse de ampliação produtiva”, comentou Wruck. A companhia concentra os esforços para ampliar a oferta de adesivos e consolidar as tecnologias desenvolvidas para a região. Os segmentos de maior interesse são os da indústria de transformação e o de bens de consumo.

    A Dow tem diversos negócios para o mercado de adesivos e ocupa papel de grande relevância em alguns segmentos. “Por exemplo, a companhia é líder no segmento de adesivos para o mercado automotivo no Brasil e oferece produtos desenvolvidos sob medida para as montadoras, adequando as soluções às necessidades e processos de cada uma delas”, informou Sarah Valle, gerente de marketing de Packaging de Customer Solutions. Com a aquisição da Dow Corning, a Dow adicionou ao seu portfólio o silicone, no qual também é líder no mercado de adesivos sensíveis à pressão (PSA). Também oferece soluções em silicones para o mercado automotivo, eletrônico, médico e autoadesivos para etiquetas e fitas. Esse material oferece propriedades únicas, como aplicação em diferentes temperaturas, resistência ao UV, propriedades de isolamento elétrico e adesão a superfícies de baixa energia.

    Dentre as opções em silicones, destacam-se as soluções para indústria de autoadesivos (PSA), que podem ser utilizados na produção de fitas de alta performance para uso em temperaturas elevadas, fitas para mascarar, fitas de baixa adesão para filmes protetivos, entre outras aplicações. Também no segmento de autoadesivos, a Dow oferece revestimentos de silicone (release coatings) para produção de liner tanto para adesivos orgânicos quanto para adesivos à base de silicone. Além disso, outros mercados são importantes: médico (utilizados como sistemas de liberação de fármacos, fitas e curativos para tratamento de feridas e fixação de dispositivos médicos, como fitas cirúrgicas e cateteres); eletrônico e automotivo (fixação de componentes eletrônicos, montagem de displays, vedação de smartphones para resistência à água, fixação de painéis solares fotovoltaicos e módulos eletrônicos, vedação de luminárias LED, faróis automotivos, motores e caixas de transmissão); e construção civil (fachadas de vidro, fabricação e instalação de janelas), relatou Sarah.

    “Dentro do segmento automotivo, vale destacar os adesivos para colagem de vidro (Betaseal) e estruturais (Betamate), e outros para colagem metal com borracha (linha Thixon e Megum), para uso em controle de vibração, vedações e juntas, correias, buchas e no painel dos veículos. O Betamate pode ser utilizado para colagem de chapas metálicas (aço, AHSS, alumínio, magnésio) bem como materiais dissimilares, tais como aço e compósito, alumínio e aço, etc. Entre seus principais benefícios estão redução de peso, melhoria da durabilidade do veículo, aumento da segurança, redução de ruídos e melhoria da eficiência energética.

    Além disso, a Dow disponibiliza diversas soluções de poliuretano, como adesivos para painéis de construções e isolamento, para esponjas de uso doméstico e para mercados de filtração, como filtros automotivos e industriais. “Com o poliuretano é possível fornecer matérias-primas de adesivos e pré-polímeros para produção de adesivos mono e bicomponentes que podem ser usados em diferentes tecnologias de produção, como base água e base solvente”, comentou Sarah. Para soluções de PU, a Dow comercializa produtos da linha Voramer que atendem às necessidades dos mercados de painéis para construção e isolamento e esponjas. Para filtros, a linha oferecida há mais de 20 anos é a Specfil.

    Tecnologia atualizada – O desenvolvimento tecnológico dos adesivos é dirigido por quatro fatores principais: por necessidade de mercado, por exigência específica de um cliente ou usuário final, para se tornar referência no mercado com foco em inovação, e para atender regulamentações. Neste caso, Macedo cita o caso da embalagem segura de alimentos (programa Food Safety Package). “Sempre pensamos e desenvolvemos tecnologias para otimizar processos, aumentar a eficiência produtiva e garantir a segurança, seja do operador industrial ou de uma criança fazendo trabalho escolar”, ressaltou o presidente.

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    Em linhas gerais, dada a diversidade de materiais a aderir, com diferentes sistemas de aplicação e requisitos técnicos, Macedo entende que não é possível pensar em uma “tecnologia universal”, que possa ser considerada melhor que outra. “Os poliuretanos, por exemplo, tem a vantagem de ser oferecidos sem solventes, ou à base de água ou ainda com solvente orgânico, aderem a vários substratos, são flexíveis após a cura e apresentam elevada resistência química e térmica, sendo por isso uma opção muito vantajosa, no entanto existem outras opções mais adequadas, a depender do requisito geral e necessidade de aplicação”, considerou.



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