Adesivos: Guerra de preços atrasa evolução dos hot-melts

Química e Derivados: Adesivos: Birenbaum - sem normas, qualidade não é garantida.
Birenbaum – sem normas, qualidade não é garantida.

 

Química e Derivados: Adesivos: Carlini - redução de custos com matéria-prima.
Carlini – redução de custos com matéria-prima.

Essa política de preços, para o diretor, compromete inclusive a internação de hot-melts de melhor desempenho disponibilizados pelos centros de pesquisa da National Starch no mundo. Um exemplo é o hot-melt Cool-Lok, concebido com resinas especiais cuja principal vantagem é reduzir a temperatura de aplicação para fundir o adesivo para até 110ºC.

“Essa mentalidade do mais barato não levou em conta o ganho com energia, manutenção e também a segurança que esse adesivo possibilita”, diz. Por ser 20% mais caro, o Cool-Lok ainda não teve a receptividade esperada no Brasil, mesmo depois da crise energética.

Reacomodação – A HB Fuller, maior fabricante local de hot-melts com produção de 400 t/mês em Sorocaba-SP, reconhece essa busca de redução nos preços das matérias-primas pós-desvalorização.

“Precisamos reacomodar os custos para não precisar repassar o valor aos nossos clientes, fazendo um intenso trabalho junto aos fornecedores locais e internacionais”, explicou o gerente de vendas de produtos de perfomance, Roberto Carlini.

Química e Derivados: Adesivos: Coleiro - mais manutenções com adesivos de qualidade duvidosa.
Coleiro – mais manutenções com adesivos de qualidade duvidosa.

 

Química e Derivados: Adesivos: Cool-Lok - hot-melt para temperaturas menores.
Cool-Lok – hot-melt para temperaturas menores.

Um exemplo, diz o gerente, foi passar a usar resinas hidrocarbônicas C9, mais baratas, em substituição às da corrente C6.

As variações na formulação, porém, segundo Carlini, não podem ser muito radicais. No caso do hot-melt de EVA para embalagem, devem seguir um padrão consagrado no mercado: para aplicações em papelão são misturadas com o breu; para fechamentos especiais de cartuchos e papel-cartão, demandam resinas hidrocarbônicas; e na linha de rótulos de BOPP para garrafas PET, são formuladas com elastômeros para ganhar maior flexibilidade.

“Não dá também para baixar muito a qualidade do hot-melt senão a embalagem não fecha”, afirma Roberto Carlini. E os clientes levam isso muito em consideração, porque mesmo o adesivo representando um percentual pequeno no custo total da embalagem ele é de suma importância nas prateleiras. “Ninguém compra um produto com a caixa aberta”, diz. Apesar disso, Carlini reconhece que o mercado como um todo precisa melhorar a qualidade do adesivo, sobretudo para operar com eficiência em equipamentos de envase e encaixotamento velozes, cada vez mais comuns no setor de embalagens.

Além do reajuste nos custos das matérias-primas, uma outra estratégia da HB Fuller, para aumentar sua competitividade, vai contemplar um redesenho de seu parque fabril. Com três unidades na América do Sul – no Brasil, Argentina e Chile –, a empresa tem planos de concentrar sua produção no continente em

apenas uma dessas fábricas. “Não sabemos ainda qual delas será mantida”, ressalta Carlini. Essa reestruturação do grupo, garante ele, é mundial e apenas estratégica. Desde 1997, a HB Fuller diminuiu pela metade suas fábricas pelo globo para concentrar sua produção por regiões. Não significa, portanto, que o mercado de hot-melts está deixando de ser atrativo, nem aqui nem no mundo.

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