Adesivos, Colas e Selantes

Adesivos – Formulações adequadas aos clientes têm vendas aquecidas

Marcelo Fairbanks
25 de junho de 2016
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    Mercados ativos – A Coim possui grande participação no setor de embalagens, mas também atende os setores moveleiro, alimentício e automobilístico. A companhia também produz solados para calçados, feitos de poliuretano termoplástico. “Nosso maior segmento é o de embalagens, ao qual fornecemos adesivos de base água ou monocomponentes com solvente”, comentou Adriano Vieira.

    Segundo comentou, a companhia conta com uma ferramenta de desenvolvimento de mercado que permite entender exatamente o que o cliente deseja e facilitar o desenvolvimento de alternativas. “O mercado quer adesivos coloridos, produtos menos agressivos à saúde e ao maio ambiente”, comentou.

    O desempenho dos poliuretanos evoluiu aceleradamente. Como explicou o especialista, a primeira geração desses adesivos apresentava muitos grupos hidroxila livres. “Isso os deixava muito viscosos, com lento escoamento nas máquinas que acabavam reduzindo a produção”, explicou. Os produtos mais modernos feitos de PU eliminaram esse problema, permitindo rodas as linhas com alta velocidade sem formação de névoa e com tempo de corte curto. Segundo informou, o tempo de corte inicial era de 48 h, mas já está na casa de 12 h, sem prejuízo da resistência química e térmica.

    Vieira comentou que o uso de solventes hidrocarbonetos é cada vez mais restrito no setor e os clientes adotam alternativas. A indústria calçadista, por exemplo, deixou de usar o tolueno por pressão da sociedade. “Atualmente, há uma exigência crescente contra o uso de isocianatos aromáticos em adesivos”, comentou.

    O futuro, porém, é risonho e franco para o poliuretano. “O PU tem possibilidade de gerar muitos desenvolvimentos tecnológicos, é uma fonte de novidades para o setor”, afirmou Vieira. Antigamente, o PU era considerado problemático por ter um tempo de utilização (pot life) muito curto, provocando entupimento nas máquinas. “Hoje, oferecemos ao mercado produtos com pot life longo, que não seca na máquina, porém com tempo de corte reduzido e elevada produtividade”, explicou.

    A Coim tem desenvolvido produtos sem solvente e sem catalisador. “Os monocomponentes servirão para todos os usos”, prevê. No momento, esses adesivos encontram mais aplicações nas linhas de papel, material poroso. Segundo Vieira, existem alternativas para colar tudo, mas o custo nem sempre é adequado. Há clientes que procuram reduzir custos de inventário adotando um adesivo universal, para todas as suas necessidades. Vieira entende que pode ser mais interessante combinar um item mais econômico e outro mais sofisticado, para aplicações mais exigentes. “É preciso considerar que o adesivo representa apenas 5% do custo da embalagem, é pouco”, explicou.

    A preferência de mercado pelos adesivos sem solvente é clara, especialmente na região Sul do país. “Mesmo os adesivos com altos sólidos têm solventes, como acetato de etila, que evaporam e isso é uma perda que é preciso contabilizar”, salientou. Além disso, ele aponta que o avanço tecnológico das linhas solvent less já as colocam em um patamar de desempenho (produtividade, resistência química e física) acima dos produtos tradicionais com solvente.

    Veira explica que a velocidade de aplicação em máquina de adesivos sem solvente já alcança 470 m/min, enquanto os adesivos com solvente não passam de 350 m/min. Ainda haveria um mercado para adesivos com solvente nos produtos cujo processo estipula permanecer por mais de uma hora sob temperatura de 120ºC, caso de alguns molhos e preparações alimentícias. “Já temos alternativas para isso, como no caso dos stand up pouches, antes dominados pelos solventes, hoje 90% está com adesivos sem solvente”, afirmou.

    Outra aplicação considerada complexa é a colagem de chapas de PVDC (cloreto de polivinilideno) para confecção de embalagens. “É um mercado pequeno, atuando com um material difícil de trabalhar que exige equipamento especial”, explicou Vieira.

    No segmento de embalagens, ele aponta novidades que deverão suportar o crescimento de vendas da companhia. É o caso dos laminados de ráfia com papel e também de laminados de papel com polietileno, estes usados para elaborar sacos de rações para equinos. Demaquilantes estão consumindo mais embalagens feitas de laminados com adesivos sem solventes. Comidas prontas industrializadas exigem adesivos que suportem altas temperaturas durante o processamento e congelamento subsequente. A mais recente inovação é um adesivo que pode ser aplicado sobre embalagens plásticas que foram submetidas a um processo de impressão do tipo jato de tinta, indicado para produções em pequenas quantidades. “É um desenvolvimento exclusivo da Coim, pode ser aplicado sobre a tinta, sem problemas”, salientou.

    Outra inovação, ainda dependente de importação da Itália, é um adesivo sintético do tipo self release, que permite até nove aberturas e fechamentos com resistência adequada. “Esse tipo de adesivo era produzido com base em látex natural, mais havia um problema de rotulagem no sistema internacional, superado pelo sintético”, comentou. Quando a demanda local por esse produto crescer, ele poderá ser fabricado no Brasil.

    Os poliuretanos também encontram aplicações interessantes no setor moveleiro, ainda muito ligado ao PVA, cujo custo é mais baixo. Novas aplicações nesse campo podem ampliar o consumo de PU. “Está sendo desenvolvido um sistema de reciclagem de poliéster para a produção de chapas que são colocadas sobre placas de MDF, configurando um laminado que pode ser usado para portas de guarda-roupas”, comentou Vieira. Esses laminados exigem um adesivo de PU especial, sem solventes.



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