Adesivos, Colas e Selantes

Adesivos – Formulações adequadas aos clientes têm vendas aquecidas

Marcelo Fairbanks
25 de junho de 2016
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    A Wacker, líder de mercado e um dos maiores fabricantes mundiais de copolímeros de acetado de vinila-etileno (VAE) em dispersão aquosa, resinas de poliacetato de vinila (PVAc) e também das resinas baseadas nos copolímeros de cloreto de vinila (VC), fornece suas especialidades aos principais fabricantes de adesivos da América do Sul. “Temos um portfólio amplo e adequado para as diversas necessidades do mercado, atendendo os diversos setores da indústria de adesivos como, por exemplo, embalagens, cigarros, automotiva, moveleira, entre outras”, explicou Ricardo Gouvea, gerente regional de vendas para a América do Sul. Além do mercado de adesivos, a companhia de origem alemã também atua nos mercados de tintas e revestimentos, têxtil, carpete, selantes e papel.

    Química e Derivados, Gouvea: diversidade de setores atendidos sustenta negócios

    Gouvea: diversidade de setores atendidos sustenta negócios

    Segundo o gerente regional, apesar do atual ambiente econômico brasileiro não favorecer novos investimentos, o mercado de adesivos é extremamente promissor, “principalmente devido a sua diversidade e atendimento aos mais diversos setores da indústria, como a indústria de conversão, automotiva, construção civil e outras”. Nesse ambiente, os clientes se preparam para a retomada econômica, buscando inovações e produtos de mais alto valor agregado. “Como consequência, tivemos um aumento real no volume de vendas para o segmento de adesivos na América do Sul em 2015 e as expectativas de crescimento para os próximos anos também são positivas”, informou Gouvea.

    Diversificação – A Adecol ingressou nos adesivos pelas formulações de PVA, ainda a linha de maior volume produzida, com grande participação em embalagens, envelopes e sacolas. “Existem vários tipos de PVA, dos mais corriqueiros aos mais valiosos e, nesses casos, nem sempre são os adesivos mais baratos, porém eles têm grande aceitação por funcionar bem nos equipamentos e por não consumir energia no processo”, comentou Kiss.

    A companhia mantém um ritmo de ingressar em uma família nova de adesivos a cada dois anos. Depois do PVA, ela começou a oferecer hot melts, que foram sendo aprimorados ao longo dos anos. “Há cerca de um ano e meio lançamos um hot melt metalocênico, fabricado com resina fornecida pela Dow, específico para embalagens do tipo cartucho (papel cartão estruturado) para o setor farmacêutico”, ressaltou. Como esse segmento de mercado é muito regulamentado, sua demanda é suprida com adesivos tipo premium. Segundo Kiss, esse hot melt especial apresenta baixa temperatura de fusão, com alta resistência após a aplicação, permitindo obter excelentes resultados com baixo peso, alta velocidade em máquina e economia de energia. Esse hot melt metalocênico, da linha Performelt, conta com aprovação FDA para contato indireto com alimentos, podendo ser usado também em filmes laminados e aplicações supercongeladas.

    Nos últimos cinco anos, a companhia desenvolveu adesivos especiais para colar as várias camadas das fraldas descartáveis. “Somos o único formulador local desses itens, contando com fornecedores parceiros de insumos, que também nos ajudaram com tecnologia”, destacou Kiss. Cada peça de uma fralda moderna possui uma função específica e requer um adesivo adequado. Dependendo do grau de sofisticação do produto final e do processo produtivo, o fabricante da fralda pode usar vários adesivos específicos para cada parte, ou apenas um para cobrir todas as situações. “É importante que o produto não prejudique a velocidade de operação do equipamento e tenha excelente desempenho no produto final”, salientou.

    Há três anos, começou a produzir a família de adesivos de PUR (poliuretano reativo) monocomponente. A indústria de produtos de madeira (móveis, laminados, prensados, fingers e outros) usa muito PUR em algumas aplicações, embora Kiss ateste o grande volume de PVA consumido nesse segmento.

    No campo dos adesivos estruturais, usados para resolver problemas de fixação em indústrias diversas, da construção civil à automobilística, a Adecol representa desde 2015 a Kömmerling, uma companhia com mais de 150 anos de atuação, contando com um portfólio de elevado desempenho, incluindo PU bicomponente e MS. Esses produtos permitem ingressar em novos mercados, como a construção de barcos e de painéis solares. “O setor automotivo está passando por um momento difícil no Brasil, mas é um cliente com grande potencial”, explicou Alexandre.

    Há uma tendência mundial de substituição de sistemas de fixação, como parafusos, rebites e presilhas, por adesivos especiais. Com isso, haveria uma aceleração da produção desses bens, com desempenho superior. “O Brasil está evoluindo bem nessa tendência, temos alguns itens em linha que são usados nesses casos, mas também há situações que exigem adaptações nas formulações”, salientou Kiss.

    Como informou, uma convertedora de embalagens instalada no Brasil é diferente de uma análoga operando na Europa ou nos Estados Unidos. “Temos um clima quente e as linhas de produção não têm isolamento térmico, ou seja, funcionam em temperatura ambiente elevada, que influencia o desempenho; nem sempre o adesivo que vai bem lá fora consegue dar bons resultados nessas condições”, apontou, salientando a necessidade de adaptação das formulações de adesivos.



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