Comércio e Distribuição de Produtos Químicos e Especialidades

Adesivos: Construção verde incentiva uso de tecnologias híbridas e isentas de solventes

Marcelo Furtado
28 de junho de 2013
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    Segundo Bárbara Nunes, na 3M, apesar de ainda haver em linha alguns adesivos base solvente de toluol, seus esforços se concentram em ofertar alternativas base água e com solventes menos agressivos, considerados ecológicos, caso da acetona. Neste último caso, faz parte do portfólio o adesivo para colagem de madeira de policloropreno EC-1099. “Mas o foco principal para o mercado de construção são os base água e as tecnologias híbridas”, disse.

    Faz parte também das alternativas de adesivos para atender aos requisitos do LEED pela 3M as fitas especiais para construção. A Scotch-Mount, de poliuretano, de dupla face, possibilita a colagem de espelhos em banheiros e outros locais úmidos, porque permite que a umidade passe pelas células abertas que constituem a fita. Outra, a VHB, feita com espuma acrílica, é para ambientes sem umidade, mas com alto poder de adesão. Trata-se de fita semiestrutural, de alto rendimento, e que possui alguns grades, como o 4972, para fixação de vidro em fachadas de prédios.

    Oferta conjunta – Outra grande empresa com operação no Brasil é a gaúcha Artecola, que também está envolvida com as ofertas para a construção sustentável. Com capital 100% nacional, a empresa faz parte do programa EcoCommercial Building (ECB), uma iniciativa da alemã Bayer que conta também com a participação da Henkel na área de adesivos e de mais onze empresas de alguma forma envolvidas com soluções e produtos para as edificações verdes. Mundialmente atuante desde 2009, e no Brasil a partir do ano passado, o objetivo do programa é criar uma sinergia entre vários ofertantes de materiais, tecnologias e consultorias para suprir as necessidades de construtoras e arquitetos responsáveis por obras desse tipo.

    Química e Derivados, Artecola, Evandro Kunst, construção é o mercado que mais cresce em importância

    Kunst: construção é o mercado que mais cresce em importância

    Pela parte da Artecola, segundo explicou seu diretor Evandro Kunst, a oferta engloba produtos da divisão Afix, de materiais para construção, que vão desde adesivos com níveis baixos de VOC (componentes orgânicos voláteis), de até 0,1 g/l, até outros isentos de solventes e novos desenvolvimentos de adesivos e selantes. “Quando visualizamos o mercado da construção sustentável, e programas como o ECB e os selos verdes, sentimos muita segurança em participar, pois a Artecola foi uma das pioneiras na América Latina a lançar adesivos em meio aquoso e hot-melts, há 30 anos”, explicou o diretor. No caso do ECB, que constrói neste ano um prédio modelo na sede da Bayer em São Paulo com todos os materiais e a concepção das empresas parceiras, a Artecola vai cooperar com a linha Afix de silicones, selantes, espumas, adesivos e colas brancas.

    Kunst detalha que a empresa conta com selantes de poliuretano isentos de isocianatos e também com extensa linha de adesivos de contato aquosos, ou com solventes ecológicos, para colagem de madeira. Um produto recente é uma manta acrílica líquida base aquosa para impermeabilização, isenta de solventes orgânicos e com teor de VOC de 0,1 g/l. De acordo com Kunst, sua não toxidez, em contraponto ao sistema convencional de mantas fenólicas, dispensa o uso de EPIs durante seu manuseio. Além disso, com alta flexibilidade e resistência ao UV, possui durabilidade superior.

    A Artecola aposta firme na consolidação do mercado de construção civil no Brasil, o que aponta não só para melhorias tecnológicas na área como para um aumento de importância comercial para as empresas de adesivos. Com receita líquida de R$ 500 milhões em 2012, fábricas no Brasil e na América Latina (Argentina, México, Chile e Colômbia) e atuação pulverizada em praticamente todos os mercados (moveleiro, embalagens, industrial e calçados), o grupo Artecola percebe um crescimento mais acelerado na construção civil, hoje representando 25% das vendas da empresa. “É um mercado ao mesmo tempo para atender grandes volumes, sobretudo no varejo para pequenas obras e reformas das classes C e D, como para suportar vendas de maior valor agregado, como é o caso dos prédios verdes”, disse o diretor.



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