Tintas e Revestimentos

Acrilatos – BASF inicia produção de 2EH na fábrica de Guaratinguetá

Marcelo Fairbanks
31 de outubro de 2016
    -(reset)+

    A possibilidade de produzir no Brasil outros acrilatos de uso industrial é considerada remota pelo diretor. A demanda por esses insumos seria muito pequena, incapaz de justificar o investimento. “Não dá para fazer uma unidade multipropósito, pois cada acrilato tem suas especificidades de síntese e purificação, talvez isso sequer fosse seguro”, avaliou.

    A produção local de butanol e álcool 2-etilhexanóico é considerada para a síntese dos acrilatos em Camaçari e Guaratinguetá, respectivamente. “Avaliamos o suprimento local e o importado, mas usamos o que for mais vantajoso no momento, que hoje favorece o comprador”, comentou Traut.

    O diretor entende que a sustentabilidade da produção química local depende de contar com algum grau de proteção contra a concorrência internacional predatória. “No mundo, as exportações são feitas a preço mais baixo do que o oferecido no mercado de origem, que é onde o produtor obtém sua maior remuneração”, salientou.

    Na Ásia, região com muitos produtores, a competição é equilibrada, mas os preços se sustentam em um patamar adequado, porque os competidores não querem sacrificar suas margens. Mas isso não se verifica nas exportações asiáticas, com preços deprimidos e com flutuações muito amplas, criando insegurança nos compradores.

    Ele aponta que o mercado brasileiro de acrílicos é diferente, com um único fabricante, porém com custos totais de produção muito maiores do que os verificados na Ásia. Com a entrada da fabricação local, o Brasil elevou para 10% a alíquota do imposto de importação do ácido e dos acrilatos, índice que chega a 12% no Mercosul (esses produtos estão na lista de exceções tarifárias do Brasil). “A ideia nunca foi aumentar o preço para prejudicar o cliente, mas de garantir condições mínimas de sustentabilidade, sem as quais não seria possível investir aqui”, finalizou.


    Página 2 de 212

    Recomendamos também:








    0 Comentários


    Seja o primeiro a comentar!


    Deixe uma resposta

    O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *