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28 de novembro de 2017

Acordo de Cooperação Técnica cria banco de dados online que aumenta segurança no transporte de produtos perigosos no Porto de Santos – Abiquim

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Publicado por: Quimica e Derivados
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    Química e Derivados, A partir da esq.: Borlenghi (Suatrans), Oliva (Codesp), Umbuzeiro Filho (ABTRA), Figueiredo (Abiquim) e o secretário Libório

    A partir da esq.: Borlenghi (Suatrans), Oliva (Codesp), Umbuzeiro Filho (ABTRA), Figueiredo (Abiquim) e o secretário Libório

    Parceria assinada pela Abiquim, ABTRA, Codesp e Suatrans Emergência permite o compartilhamento de informações para um banco de dados online que poderá ser usado em sinistros com insumos químicos

    A Associação Brasileira da Indústria Química (Abiquim), a Associação Brasileira de Terminais e Recintos Alfandegados (ABTRA), a empresa Suatrans Emergência e a Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp) assinaram, no dia 21 de agosto, Acordo de Cooperação Técnica.

    Química e Derivados, João Paulo Papa quer acordos semelhantes em todos os portos

    João Paulo Papa quer acordos semelhantes em todos os portos

    A cerimônia, realizada na sede da Codesp, em Santos-SP, contou com a presença do deputado federal e presidente da Frente Parlamentar da Química (FPQuímica) João Paulo Papa (PSDB-SP), que foi prefeito da cidade de 2005 a 2012 e tem apoiado ações mais seguras e eficientes nesse porto; e do atual secretário de Meio Ambiente do município, Marcos Libório. O acordo foi celebrado pelo presidente-executivo da Abiquim, Fernando Figueiredo; pelo diretor-presidente da Codesp, José Alex Oliva; pelo presidente do Conselho de Administração da ABTRA, Bayard Freitas Umbuzeiro Filho; e pelo diretor-presidente da Suatrans Emergência, Giuliano Borlenghi.

    O acordo consiste na transferência das informações do Manual de Atendimento a Emergências de Produtos Químicos Perigosos da Abiquim, que auxilia na identificação preliminar de perigos e riscos dos produtos e na proteção de pessoas no local e da população, orientando ações de emergência aos primeiros respondedores de um eventual sinistro, para o Banco de Dados de Produtos Perigosos, criado pelo Grupo de Trabalho de Prevenção de Sinistro (GTPS) da Comissão Local das Autoridades Anuentes do Porto de Santos (Claps), que fazem parte do sistema portuário comunitário integrado mantido pela ABTRA no Porto de Santos.

    O conteúdo fornecido pela Abiquim provém do aplicativo Pró-Química On-line, criado pela Suatrans. Essas informações vão complementar os dados de localização de cargas perigosas dentro de cada terminal, concentrados desde o ano passado no sistema Janela Única Portuária (JUP/ABTRA), disponível para acesso online pela Unidade de Segurança da Codesp.

    Todas essas informações estarão integradas e acessíveis em tempo real, o que permitirá ampliar o controle das cargas perigosas movimentadas e armazenadas, além de aumentar a eficiência na prevenção e agilidade no combate aos acidentes com produtos químicos nos terminais portuários de Santos. A consulta às informações será possível por um sistema informatizado, possibilitando que a Autoridade Portuária tenha acesso imediato às informações técnicas da carga, permitindo ao Corpo de Bombeiros e demais agentes portuários adotarem a melhor estratégia, equipamentos e produtos adequados para resolver o problema em menor tempo.

    Em discurso durante a cerimônia, o deputado João Paulo Papa afirmou que um dos seus papéis como presidente da FPQuímica e parlamentar, representante da Baixada Santista, é trabalhar para aumentar a segurança e diminuir as dúvidas da população sobre o sistema portuário. “Hoje colhemos os primeiros frutos da maior aproximação do setor químico com as autoridades do porto”, afirmou. O deputado também explicou que trabalhará para que esse acordo seja implantado nos demais portos do Brasil.

    Segundo o presidente-executivo da Abiquim, Fernando Figueiredo, o acordo foi firmado no ano em que se celebram os 25 anos do Programa Atuação Responsável, iniciativa voluntária da indústria química que visa a melhoria contínua de seu desempenho em saúde, segurança, meio ambiente e sustentabilidade. “A parceria é mais uma iniciativa para melhorar a segurança no transporte e trará mais controle por parte das autoridades na logística e manuseio de produtos químicos e permitirá, em caso de sinistro, atender de forma mais fácil e rápida qualquer emergência”. Figueiredo recordou a preocupação do deputado João Paulo Papa para que a indústria atuasse com as autoridades portuárias para aumentar a segurança no Porto de Santos. “Quem chamou minha atenção para a necessidade de também trabalhar em conjunto com as autoridades portuárias foi o deputado, sempre preocupado com o bem-estar da cidade de Santos e de toda a Baixada Santista”.

    Para o presidente do Conselho de Administração da ABTRA, Bayard Freitas Umbuzeiro Filho, o acordo técnico e o desenvolvimento do banco de dados ajudarão a lidar com eventuais ocorrências com produtos perigosos. “Ele ainda aumentará a eficiência no combate a acidentes, dando mais segurança aos colaboradores do Porto de Santos”.

    Química e Derivados, Comunidade envolvida com o porto participou da cerimônia

    Comunidade envolvida com o porto participou da cerimônia

    Por sua vez, o secretário de Meio Ambiente da cidade de Santos, Marcos Libório, lembrou que o porto faz parte da estrutura da cidade e é um importante gerador de renda e empregos. “Caminhamos para a construção conjunta de ações para prevenir acidentes, sendo que mais uma vez o Porto de Santos é pioneiro no País no desenvolvimento de uma ferramenta que dará mais conforto a toda população”.

    Na avaliação do diretor-presidente da Suatrans Emergência, Giuliano Borlenghi, “a Suatrans elaborou o aplicativo do Pró-Química em 2015 e está feliz em disponibilizar o manual online do programa para aumentar a segurança no transporte de produtos químicos”.

    O trabalho que gerou o acordo técnico de compartilhamento de dados foi iniciado pela Codesp há mais de oito meses, como enfatizou o presidente da companhia, José Alex Oliva. “O banco de dados funcionará em tempo real e tudo o que acontecer será monitorado pelo nosso sistema de controle de cargas. Dessa forma poderemos ter um porto seguro, no qual a sociedade confia e que transporta 30% dos produtos que formam a economia brasileira”, finalizou.



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