Acidulantes – Aditivo registra demanda crescente no setor

Aditivos conservam e melhoram alimentos

Polivalente e seguro, aditivo registra demanda crescente no setor de alimentos e bebidas

Um ingrediente cujo mercado tem crescimento constante e é fundamental para uma indústria que opera com volumes estratosféricos.

Esse é o acidulante, um aditivo polivalente e presente em uma grande variedade de alimentos e bebidas. Alinhado ao conceito clean label, o insumo se mostra seguro e tem boa aceitação pelos consumidores.

Um revés, no entanto, se refere à sua disponibilidade. “A demanda brasileira atualmente é maior do que a capacidade da indústria, o que faz uma parcela ser atendida via importação”, afirma Mirismar Souza, gerente de produtos do Negócio de Amidos e Adoçantes da Cargill. Importação, essa, aliás, que tem origem na China, Tailândia e América do Sul (sobretudo da Colômbia).

Mirismar explica que, em 2014, a fim de atender ao aumento da demanda nacional, a Cargill ampliou a produção na fábrica de Uberlândia-MG. Porém, fontes do setor de acidulantes atestam que o Brasil ainda enfrenta dificuldade para suprir a necessidade do mercado local de ácido cítrico – principal insumo da categoria.

 

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Atualmente, no mundo, a China é o principal país produtor e exportador de ácido cítrico e seus sais. Nas Américas, o Brasil representa o segundo maior mercado consumidor do ingrediente – responde por 14% –, atrás dos Estados Unidos, com 34,6%, de acordo com Gabriela Nogueira, da divisão de Inteligência de Mercado da Vogler.

O insumo se destaca entre os acidulantes no mercado nacional, sobretudo por ser utilizado em larga escala na fabricação de bebidas. Trata-se de uma demanda expressiva.

Segundo revelou a Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (Abia), no ano passado, o faturamento do setor de alimentos e bebidas representou 10,6% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro. Não por acaso, o Brasil conta com fabricantes de acidulantes de grande porte como a Cargill e Tate & Lyle.

No caso da Cargill, cerca de 70% da produção do ácido cítrico e seus sais abastece a indústria alimentícia. A companhia é uma das maiores produtoras locais do insumo e destina praticamente toda a fabricação ao mercado doméstico.

Presente no Brasil desde 1965, a Cargill construiu uma fábrica de acidulantes em 2000, no site de Uberlândia. Considerado um dos maiores complexos industriais do país, essa unidade é também composta por fábricas de moagem de grãos de soja para produção de farelo e extração de óleo; processamento de milho para produção de amidos e outros ingredientes.

Química e Derivados - Acidulantes - Polivalente e seguro, aditivo registra demanda crescente no setor de alimentos e bebidas ©QD Foto: Divulgação
Mirismar Souza, gerente de produtos do Negócio de Amidos e Adoçantes da Cargill

“Nossos produtos têm certificações Kosher e Halal. Além disso, não contêm em sua composição nenhum ingrediente intencionalmente adicionado que seja de origem animal”, afirma Mirismar.

A companhia tem sede em Mineápolis (EUA) e conta com mais de 15 Centros de Aplicação e Inovação.

“A Cargill garante todo o suporte necessário para o desenvolvimento dos melhores produtos, com qualidade superior”, destaca.

As principais aplicações alimentícias para o ácido cítrico e seu sal citrato de sódio são refrigerantes, seguidos dos sucos em pó, além de confeitos e produtos lácteos.

Em bebidas, o ácido cítrico realça o sabor ácido e ajuda no controle microbiológico. Por sua vez, o citrato de sódio atua como agente tamponante e tem efeito sequestrante, diminuindo a turbidez e evitando a deterioração da cor e do sabor.

Nos confeitos, o ácido cítrico realça o sabor ácido, e o citrato de sódio age como estabilizante e regulador de acidez, além de atuar no controle da inversão da sacarose.

Mirismar ressalta a versatilidade do insumo. “Ele é capaz de comunicar ou intensificar o gosto ácido dos alimentos; atua como antioxidante, sequestrante de íons metálicos, além de ser um agente flavorizante e atuar na preservação de ingredientes e ter poder estabilizante”, reforça.

Além disso, de alta solubilidade e biodegradável, o ingrediente é atóxico e de fácil manuseio. Um dos seus pontos fortes se refere ao fato de se encaixar no clean label, conceito a partir do qual se preconiza a ideia de um rótulo limpo. O insumo é encontrado naturalmente em frutas ácidas como laranja e lima, e pode substituir os sulfitos.

Na Cargill, o ingrediente é feito a partir de processo fermentativo com açúcar de cana como matéria-prima. “Temos padrões de qualidade desse açúcar bem controlados para ter a melhor performance e conversão pelo processo de fermentação e, com isso, gerar um ácido cítrico de ótima qualidade”, destaca Mirismar.

Alinhada às tendências do mercado, a companhia também desenvolve com seus clientes soluções para formulações de baixos teores de açúcar e gordura, além de produtos que atendam a demandas por proteínas vegetais.

A Vogler, empresa líder na distribuição de acidulantes alimentícios no Brasil, tem o ácido cítrico como o principal produto entre os acidulantes – representa 70% das vendas.

O ácido fumárico vem em seguida (10%), enquanto o ácido láctico responde por 7%. Os ácidos málico e tartárico empatam – cada um com 6%, e o fosfórico, com 1%.

Química e Derivados - Acidulantes - Polivalente e seguro, aditivo registra demanda crescente no setor de alimentos e bebidas ©QD Foto: Divulgação
Ijones Constantino, diretor-comercial da Vogler

“O ácido cítrico, por sua versatilidade de uso e sua aplicação em refrigerantes e refresco em pó, sem dúvida, é o acidulante com maior representatividade”, afirma Ijones Constantino, diretor-comercial da Vogler.

A companhia também distribui, com exclusividade no país, a linha de acidulantes (ácido fumárico) da colombiana Andercol.

Um dos pontos fortes da Vogler se refere ao desenvolvimento de blends.

Segundo Constantino, a empresa emprega o melhor de cada um dos acidulantes, buscando a sinergia entre eles e as características físico-químicas de cada um. “O blend também evita que nossos clientes tenham que manter vários itens em seu estoque”, diz.

 

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