Ácidos – Distribuição segue o avanço do mercado

A distribuição de ácido sulfúrico pela Usiquimica deve este ano registrar incremento de 10% sobre o ano anterior, prevê o gerente comercial Osvane Lazarone. Ele mostra alguma preocupação quando analisa a disponibilidade desse produto: “Essa oferta está muito justa à demanda, há perspectiva de crescimento robusto do consumo nos próximos dois anos e não vejo anúncios de ampliação da capacidade de produção”, diz. “E uma planta de sulfúrico necessita de pelo menos dois anos para ser montada”, acrescenta.

Química e Derivados, Osvane Lazarone, Usiquimica, oferta justa
Lazarone: oferta dos ácidos está muito justa

Com a comercialização do ácido clorídrico, prossegue Lazarone, sua empresa obterá este ano valor 15% superior àquele registrado em 2010. “Setores como metalurgia e aplicação em coagulantes devem puxar os negócios com ácido clorídrico, enquanto a demanda do sulfúrico será impulsionada pelo uso em fertilizantes, pelas usinas de açúcar e álcool e também pelo saneamento”, ele detalha.

E no segmento do ácido nítrico o crescimento no decorrer deste ano atingirá cerca de 10%, projeta Lazarone: “Usa-se muito esse ácido para a produção de espumas, e há hoje muita concorrência de espumas importadas; por isso, os negócios com esse produto não devem crescer tanto”, justifica o gerente da Usiquímica, que além desses ácidos distribui ainda itens como ácido fluorídrico e hipoclorito de sódio, entre outros (é também produtora de hidróxido de amônio em uma fábrica localizada no município de Guarulhos-SP).

Já a distribuidora Sasil elevará este ano seus negócios com ácido sulfúrico em aproximadamente 13%, estima o diretor comercial Fernando Caribé Filho. “No ano passado, esse índice ficou em 9%”, ele compara.

Caribé também associa o incremento dos negócios com ácido sulfúrico ao maior uso em fertilizantes e no setor sucroalcooleiro, mas observa impulsos adicionais: “Esse produto é utilizado também na mineração, outra atividade que crescerá muito no Brasil.” Já o ácido nítrico, ele complementa, vem sendo mais utilizado pela atividade da avicultura, para a limpeza de galpões.

Ainda de acordo com o diretor da Sasil, com sede em Salvador-BA e quinze filiais espalhadas pelo país, “com o atual crescimento do Brasil, esses três ácidos têm hoje forte crescimento de consumo”.

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