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Tintas e Revestimentos

ABRAFATI – Tintas assumem novas funções para mercados em recuperação

Rose de Moraes
17 de outubro de 2009
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    Química e Derivados, Antonio Carlos Slongo, gestor de marketing da unidade de tintas, adesivos e borrachas da quantiQ, ABRAFATI

    Antonio Carlos Slongo: dispersante melhora impressão com UV

    “O novo dispersante reage quimicamente às radiações na faixa de 360 nm até 400 nm e reduz a viscosidade da tinta, tornando-a mais fluida e líquida. Com isso, possibilita aumentar a concentração de pigmentos para que as cores impressas se tornem mais duráveis e intensas”, explicou Antonio Carlos Slongo, gestor de marketing da unidade de tintas, adesivos e borrachas da empresa.

    “Trata-se de um hiperdispersante para pigmentos em tintas curadas por UV, denominado Solsperse X300, e que foi lançado mundialmente pela Lubrizol na RadTech North America, em 2008, encontrando-se agora também disponível ao mercado brasileiro”, acrescentou Silvana Yagi Ng, gerente da unidade de tintas, adesivos e borrachas da quantiQ.

    Outra novidade destacada envolveu a apresentação de resina vinílica para sistemas em base solvente, voltados à fabricação de tintas para embalagens de BOPP e alumínio, bem como à produção de vernizes heat-sealing para selagens a quente e também para aplicações em tintas para a pintura de chapas metálicas. Fabricada pela Wacker Polymers, na Alemanha, essa resina vinílica já está contando com forte demanda no mercado brasileiro, segundo destacou Silvana. Outras soluções em matérias-primas também foram apresentadas ao público da Abrafati em várias áreas.

    Química e Derivados, Silvana Yagi Ng, Gerente da unidade de tintas, adesivos e borrachas da quantiQ, ABRAFATI

    Silvana Yagi Ng: dispersante surgiu na RadTech2008

    Oxigenados em ascensão – Em plena fase de ascensão no mercado de tintas, os solventes oxigenados estão sendo cada vez mais demandados para substituir os solventes alifáticos e aromáticos, com vantagens ambientais e de maior qualidade. “Estamos registrando crescimento nas vendas de maneira muito significativa entre os nossos parceiros nacionais e internacionais, superior a 10% ao ano, e observando que as empresas tendem a migrar e aumentar seu consumo cada vez mais, a fi m de alcançar melhorias ambientais e também melhorar seus produtos finais”, informou Leandro Carboni, diretor de vendas de químicos para as Américas da Lyondell Chemical Company.

    Totalmente integrada na cadeia petroquímica, a empresa é considerada a maior produtora mundial de óxidos de propeno e seus derivados, entre os quais se destacam os éteres de glicóis das séries P (Arcosolv) e E (derivados de óxido de eteno), amplamente utilizados na composição de tintas e resinas, principalmente entre usuários das indústrias automotiva e da construção civil, destinando percentual de 40% da sua produção global de solventes oxigenados para atender especialmente o mercado de tintas.

    “Atuamos com fábricas nos Estados Unidos, Europa e Ásia, destacando-nos como o maior produtor mundial de monômeros de estireno utilizados em resinas acrílicas e emulsões, e também de monômeros de acetato de vinila (VAM), utilizados amplamente em emulsões para atender os mercados de tintas imobiliárias”, acrescentou o diretor.

    Há cerca de cinco anos, a empresa também vem disponibilizando ao mercado solventes como o butilacetato terciário (TBAc), de baixa geração de VOC, fabricado nos Estados Unidos, seguindo a tendência de oferta de matérias-primas concebidas para não agredir o meio ambiente, segundo também destacou Carboni.

    Química e Derivados, Leandro Carboni, Diretor de vendas de químicos para as Américas da Lyondell Chemical Company, ABRAFATI

    Leandro Carboni: clientes usam cada vez mais os solventes oxigenados

    Por sua vez, a Oxiteno aproveitou a Abrafati 2009 para divulgar novos solventes menos agressivos ao ambiente, mas sua apresentação técnica tocou em um nervo exposto: a metodologia para avaliação das emissões de VOC. O estudo apresentado pelo Oxiteno tomou por base o método americano MIR (maximum incremental reactivity), que avalia os componentes da tinta (principalmente os solventes) pela sua capacidade efetiva de contribuir para a formação de ozônio em baixa camada, prejudicial à saúde humana. “Não adianta medir apenas a quantidade de vapores Silvana: dispersante surgiu na RadTech 2008 Carboni: clientes usam cada vez mais os solventes oxigenados orgânicos que são liberados pela tinta, porque as substâncias não têm o mesmo comportamento no ambiente”, defendeu Fábio Rosa, especialista do departamento de desenvolvimento e aplicação de produtos da Oxiteno.

    A manifestação foi provocada por uma pergunta do consultor Francisco Diniz (ex-Coral), que observou que a Abrafati, por iniciativa do seu conselho 76 técnico, segue as diretrizes europeias que avaliam a massa de VOC que pode ser liberada para o ambiente. Rosa respondeu indicando que os europeus questionam o método, porque os resultados ambientais esperados não estão sendo alcançados, embora esse método venha sendo aplicado há anos.

    À parte essa discussão, Rosa comentou que o mercado precisa de solventes eficazes que não contenham produtos listados como HAP (poluentes perigosos do ar) e sejam obtidos de fontes naturais renováveis. Essas características podem ser encontradas nos novos Ultrassolve M1300 e M1200, lançados pela companhia brasileira. O M1300, segundo o especialista, é um éster obtido com ácido graxo de origem oleoquímica, com alta solvência, baixo VOC e baixa taxa de evaporação, sendo indicado para uso automotivo, em madeiras e linhas industriais. O M1200 é um acetato de sec-butila que começou a ser produzido pela Oxiteno em Mauá-SP (capacidade para 4 mil t/ano), indicado para os mesmos usos, também com baixo impacto ambiental.

    Um terceiro lançamento foi o acetato de isopentila, obtido de um álcool derivado do óleo fúsel proveniente da cana-de-açúcar, com desempenho ambiental semelhante aos anteriores. “Esses lançamentos são interessantes isoladamente ou em misturas diversas, com excelente desempenho”, comentou Rosa. O índice MIR das novidades fica entre 0,56 e 1,26 grama de ozônio por grama de VOC contido, enquanto o tradicional tolueno chega a 3,9.



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    Um Comentário


    1. boa tarde, gostaria de saber quando será a ABRAFATI 2013, se possível adoraríamos participar das cotações dos projetos de stands deste evento..
      aguardo e obrigado
      Rogerio



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