Tintas e Revestimentos

ABRAFATI – Tinta do futuro incorpora novas funções e reforça a sustentabilidade setorial

Rose de Moraes
15 de setembro de 2009
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    Química e Derivados, Fernando Val y Val Peres, Presidente do conselho diretivo da Abrafati, Tintas e Revestimentos

    Fernando Val y Val Peres: esmaltes e vernizes no Brasil caminham para base água

    Uma tendência observada em várias partes do mundo e também seguida no Brasil, segundo o presidente Fernando Val y Val Peres, é conferir base água para esmaltes e vernizes. “Estimamos que, atualmente, 30% da produção de esmaltes sintéticos e vernizes já estejam convertidos em base água, e o potencial para a mudança no perfil de composição das tintas em base solvente para base água nesse segmento é muito grande”, considerou Peres.

    Base aquosa para automóveis – Outro segmento que tem revelado preocupação com a produção sustentável é a indústria automotiva. “Todas as novas montadoras de veículos instaladas no Brasil foram planejadas e operam com tintas automotivas originais base água, o que representa mais de 50% da produção automotiva”, informou Ferreira.

    Referências vindas de mercados externos também apontam para a introdução de tintas em pó em algumas linhas experimentais da produção automotiva.

    Por sua vez, o segmento de repintura automotiva é um dos que mais demandam inovações e mudanças em tintas e processos de pintura. Porém, começam a ser usadas as tintas com alto teor de sólidos, e os especialistas da Abrafati apontam como próximo passo a adesão às tecnologias em base água.

    Sem voláteis – A crescente utilização de tintas em pó e de tintas curadas por UV também revela o grau de evolução do mercado brasileiro de tintas em direção às tecnologias mais favoráveis ao meio ambiente.

    Segundo Jorge Fazenda, as tintas em pó, bastante difundidas em revestimentos industriais na pintura de metais, alumínios, aços e aços galvanizados, entre outros, estão sendo introduzidas com sucesso na construção civil em tubos, gasodutos, oleodutos, perfis e esquadrias metálicas, portas e janelas de alumínio e metais sanitários, alguns dos quais com a intenção de abolir os também comprometedores processos de cromeação, optando pela utilização de componentes pré-pintados com tintas em pó.

    “As taxas de crescimento anual das tintas em pó já ultrapassam as taxas de crescimento das tintas líquidas, produzindo-se no Brasil em torno de 35 mil toneladas de tintas em pó ao ano”, informou Fazenda. As tintas em pó também estão tendo rápida evolução em autopeças e componentes automotivos como maçanetas de portas e capas de filtros de ar e de óleo, mas o grande mercado ainda continua a ser o de eletrodomésticos.

    Segundo os cálculos de Fazenda, o mercado mundial de tintas em pó é estimado em torno de 1 milhão de t/ ano. A Europa absorve 40% dessa produção; a Ásia, 32%; os Estados Unidos e o Canadá, juntos, outros 17%, enquanto todos os países da América do Sul utilizam 4%, dos quais 3,5% correspondem à demanda brasileira.

    As tintas curadas por UV, embora agreguem solventes, também representam outra forte opção para a indústria que pretende ver bem longe de si os problemas relacionados com as emissões de compostos orgânicos voláteis. A cura da tinta por UV evita a evaporação do solvente para o ambiente e faz com que tome parte do próprio revestimento, mas é orientada em razão dos custos da tecnologia para produções em alta escala, caso das tintas para impressão de papéis, plásticos, madeiras e metais, inclusive embalagens que entram em contato com alimentos.

    A apresentação de sistemas de cura UV em base água, como salientou Fazenda, será um dos temas de vanguarda do congresso. Ele se refere à apresentação a ser realizada por especialistas da Cytec abrangendo o tema: Tintas à base de água com cura UV – o melhor de dois mundos.

    A engenheira Maria Cristina Kobal, presidente da RadTech, e também organizadora do seminário sobre tecnologias de cura de tintas, vernizes e adesivos por UV, que será apresentado todos os dias, a partir das 15 horas, considera imperdíveis todas as palestras programadas para o evento.

    Entre as quais destacamos: os últimos timos desenvolvimentos em tintas UV para repintura automotiva (Cytec), desafios e oportunidades na elaboração de tintas, vernizes e adesivos curáveis com Led UV, vantagens da cura UV para impressão metalgráfica, além do painel focalizando o estado de desenvolvimento das tecnologias e suas perspectivas, com a participação de executivos da RadTech South America, RadTech North America, RadTech Europa, RadTech China, RadTech Ásia, entre outros.

    A tecnologia de cura de tintas por UV praticamente domina o setor do mobiliário, que tem alta produção seriada, abrangendo substratos fabricados com derivados de madeira como MDF e MDP, que recebem camadas de vernizes curados por UV.

    Os vernizes de impressão curados por UV também estão muito difundidos no setor gráfico e no setor de tintas para impressão, envolvendo processos silkscreen, serigrafia, flexografia e off-set. “Todas as empresas que utilizam tintas de impressão e para aplicações industriais estão hoje considerando a possibilidade de trabalhar com tintas de cura por UV”, destacou Maria Cristina.

    Segundo ela, existem vários estudos em andamento testando as tecnologias de cura por UV também no setor automotivo, em pinturas de carrocerias, autopeças, componentes e várias peças funcionais presentes no compartimento do motor dos veículos. Além de ambientalmente correta, a cura de tintas por UV apresenta altíssima produtividade e demanda apenas algumas frações de segundos para executar as tarefas.



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