Tintas e Revestimentos

ABRAFATI – Tinta do futuro incorpora novas funções e reforça a sustentabilidade setorial

Rose de Moraes
15 de setembro de 2009
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    Além de tradicionais e renomados fornecedores de matérias-primas, o congresso contará com a destacada presença de fabricantes de tintas, como a Sherwin-Williams do Brasil, responsável pela apresentação no dia 23, das 13h15 às 14h05, no auditório 1, de palestra sobre pintura de superfícies aquecidas até 260ºC e proteção anticorrosiva sob isolamento térmico.

    Ainda no dia 23, no mesmo auditório, das 14h10 às 15 horas, um especialista da Reichhold do Brasil destacará o uso de polióis acrílicos em base água para sistemas uretânicos, comparando o seu desempenho com os sistemas em base solvente de alto teor de sólidos, com o propósito de alcançar níveis mais baixos de VOCs. Como já se sabe, os polióis acrílicos permitem formular produtos bicomponentes de elevado desempenho e durabilidade, mas o mercado mundial busca sistemas com menos VOCs. As primeiras tecnologias nesse sentido associavam sistemas de base solvente com alto teor de sólidos. O estudo explica que essa alternativa alcança níveis de VOCs em torno de 300 g/l, que não mais atendem às novas exigências. Os sistemas uretânicos bicomponentes em base água conseguem oferecer níveis de VOC entre 30 e 100 g/l.

    Na manhã do dia 24, as explanações abordarão a fábrica de tintas do futuro, incluindo boas práticas de fabricação e de controle microbiológico (Ipel-Itibanyl, auditório 3, das 10h55 às 11h45) e as tecnologias verdes para tintas metálicas à base de água (Bayer, auditório 3, das 10 às 10h50). Também poderão ser vistos os revestimentos livres de solventes e baseados em nanofluidos (Eastern Michigan University, auditório 2, das 10 às 10h50), além da nova geração de modificadores de reologia de alta performance em base água, isenta de voláteis e de alquilfenóis etoxilados (Cognis, auditório 5, das 10 às 10h50). À tarde, neste mesmo dia, será a vez da síntese de resinas alquídicas via catálise enzimática (Killing S/A e UFRGS, auditório 1, das 13h15 às 14h05), focalizando os resultados de estudo de aplicação de biotecnologia na fabricação de resinas alquídicas, via catálise enzimática na transesterificação de diversos óleos, principalmente de soja, com glicerol. No mesmo horário, no auditório 2, especialistas da Dow Chemical Company apresentam nova geração de surfactantes que não agridem o meio ambiente para tintas de decoração. Das 14h10 às 15 horas, caberá à Reichhold do Brasil, no auditório 1, explicar como contribuir para um futuro sustentável com a linha Beckosol Aqua (látex alquídico) na formulação de esmaltes sintéticos em base água, nova tendência em tintas.

    Será conveniente reservar fôlego para o terceiro e último dia de congresso, 25, sexta-feira. No período da manhã, destacam-se: baixo odor e resistência à abrasão – nova geração de resinas APEO-free (Basf, auditório 1, das 10 às 10h50); metodologia de redução de carga de VOC de tintas, baseada na reatividade fotoquímica (Rhodia Poliamida e Especialidades, auditório 3, das 10 às 10h50); obtenção de nanopartículas para a área de tintas por meio de moagem por moinho de microesferas e moinhos a jato de ar (Netzsch, auditório 1, das 10h55 às 11h45); revestimentos autocicatrizantes (self-healing) – desenvolvimento de novas tecnologias (Dow, auditório 2, das 10h55 às 11h45) e novas tecnologias em pigmentos perolizados (Merck, auditório 3, das 10h55 às 11h45).

    À tarde do dia 25, das 14h10 às 15 horas, no auditório 4, o congressista conhecerá em detalhes o trabalho vencedor do prêmio Abrafati-Petrobras, edição 2008, a ser apresentado por especialista da Ecoper, e que mostra como uma película reativa do tipo wash primer, porém, isenta de seus componentes típicos, pode ajudar no controle da infecção hospitalar por meio da identificação de instrumentais cirúrgicos codificados, como bisturis, tesouras e pinças. No auditório 2, no mesmo horário, será possível conferir a apresentação da Thor England/Thor Brasil sobre doadores de formaldeído de terceira geração.

    Química e Derivados, Dílson Ferreira, Presidente-executivo da Abrafati, Tintas e Revestimentos

    Dílson Ferreira: preservar o ambiente é tarefa para toda a cadeia

    Cores ecológicas – Ao observar o enfoque das palestras, é inevitável concluir que a grande proposta dos fornecedores é oferecer às indústrias novas e mais avançadas tecnologias para reduzir e/ou zerar as emissões de compostos orgânicos, tornando as tintas do futuro cada vez mais “verdes”. Denominá-las assim, contudo, é pouco, segundo Dílson Ferreira, porque o universo das tintas, com suas infinitas combinações de cores, tons e sobretons, é infinito em sua gama de cores.

    “Nossa intenção é tratar o tema ‘as tintas do futuro’ com grande visibilidade. A abordagem é necessária e precisa ser alardeada em todos os cantos da cadeia produtiva para que as ações das indústrias se voltem cada vez mais para a necessidade de preservar e poupar o meio ambiente e até seus gastos financeiros. Isso reverterá em benefício das próprias empresas e irá desencadear melhores posições para as indústrias de tintas no futuro. E esse é o momento certo de levarmos nossas mensagens e propagarmos ações de maior conscientização em relação aos riscos do aquecimento global”, afirmou Dílson Ferreira.

    As tintas do futuro pressupõem, portanto, produções mais limpas, menores gastos energéticos, utilização de matérias-primas provenientes de fontes renováveis e diminuição das emissões de carbono, entre outras situações mais complexas e difíceis de serem abordadas, mas factíveis, como zerar os VOCs e enquadrar a produção às exigências e prerrogativas ecológicas.

    Nesse sentido, contudo, a produção evolui a cada ano e vem sendo progressivamente revertida em ações mais amigáveis com o meio ambiente. Segundo estimativas da Abrafati, 80% das tintas imobiliárias decorativas já são tradicionalmente fabricadas com tecnologias em base água, os látices. Para os 20% remanescentes, a ideia é insistir na necessidade de diminuição dos solventes hidrocarbônicos, transformando essa fatia da produção também em base água ou em alto teor de sólidos.



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