Abrafati Show 2022: Inovações respondem ao panorama de mercado

Com qualidade e eficiência, inovações respondem ao panorama de mercado

A Oxiteno, empresa da Indorama Ventures (desde abril), manterá a tradição de apresentar inovações criadas no Brasil durante o Abrafati Show.

Desta vez, a empresa destacará a linha de dispersantes Oxitive 8000 e o tensoativo reativo Oximulsion React, além da linha completa de surfactantes, solventes oxigenados, coalescentes, aditivos e building blocks para sínteses.

“Estamos muito animados para esse reencontro do setor depois de três anos”, afirmou Silmar Barrios, head de negócios globais para Coatings da Oxiteno.

Ele comentou que os últimos anos foram desafiadores para a indústria de tintas que registrou simultaneamente aumento de demanda e restrição de oferta de insumos.

Em parte, isso beneficiou a produção local de ingredientes que, por sua vez, apoiou seus clientes, a exemplo da Oxiteno, segundo informou.

Abrafati Show 2022 - Inovações respondem ao panorama de mercado com qualidade e eficiência ©QD Foto: iStockPhoto
Silmar Barrios, head de negócios globais para Coatings da Oxiteno

“Apesar disso, em nenhum momento percebemos qualquer tipo de regressão tecnológica por parte dos clientes, pelo contrário”, avaliou.

Ele considerou que a pandemia obrigou os consumidores a ficar em casa por mais tempo, estimulando reformas e pinturas de qualidade.

“Como o cliente ficou em casa, ele optou por usar tintas de qualidade superior, foi um estímulo ao avanço tecnológico”, considerou.

Atualmente, a disparada dos custos dos insumos e a retração do poder aquisitivo da população mudaram o cenário, exigindo uma resposta dos fabricantes de tintas.

“A ideia é de oferecer uma redução do custo total da aplicação; quando a pintura dura mais tempo, por exemplo, o consumidor faz economia, nesse caso o custo dos insumos é menos relevante que a qualidade e o desempenho do produto final”, avaliou Barrios.

A linha Oxitive 8000 segue nessa direção, ao tornar mais fáceis as dispersões de pigmentos considerados difíceis de dispersar, tanto em base solvente quanto base água, como os negros-de-fumo e algumas famílias orgânicas.

“Dispersão fácil significa menor consumo de energia na indústria e, além disso, esses novos dispersantes são mais polivalentes, sendo usados tanto em tintas arquitetônicas quanto nas industriais, ou seja, permite reduzir o inventário dos clientes, outra economia”, explicou.

A nova linha complementa a já conhecida Oxitive 7000 e será oferecida no Brasil e no exterior, em especial nos Estados Unidos e Europa.

“Ela é isenta de alquifenóis etoxilados (APEO) e com baixo teor de VOC, atendendo aos requisitos legais e ambientais dos mercados mais exigentes”, salientou.

Segundo Barrios, a linha é composta por surfactantes poliméricos de origem não-renovável, variando entre não-iônicos e aniônicos.

“São fórmulas proprietárias que desenvolvemos com base no conhecimento de mercado adquirido durante anos”, salientou.

Por sua vez, o Oximulsion React atende a uma demanda antiga por um surfactante que também fosse uma fonte de monômero para a polimerização das resinas das tintas.

Fruto de cinco anos de pesquisas da Oxiteno, ele é indicado para a produção de resinas base água acrílicas puras ou modificadas, estirênicas e outras, reduzido a formação de coágulos, controlando o tamanho das partículas e proporcionando mais estabilidade ao látex formado.

“Isso garante a formação de um filme seco mais resistente à água, com maior durabilidade”, comentou.

Barrios explicou que um tensoativo reativo, também chamado surfactante monômero, reduz a tensão superficial do meio, mas também participa da reação de polimerização de forma controlada, entrando na cadeia polimérica final.

“A expertise da Oxiteno em polimerização em emulsão nos permitiu desenvolver esse produto, que será tema de palestra no congresso internacional”, informou.

Ao todo, a companhia apresentará sete palestras no congresso, abrangendo temas variados. Uma delas tratará da dispersão de dióxido de titânio em tintas por meio de tensoativos, mas também serão apresentados trabalhos com poliésteres alcoxilados na formação de poliuretanos, avaliação de aspectos reológicos e outros.

“Também faremos demonstrações de aplicações de produtos no nosso estande”, complementou Barrios.

Sustentabilidade avançada – A Evonik levará para a feira 15 novos produtos, entre sílicas pirogênicas, antiespumantes e surfactantes, além de sistemas de inteligência artificial aplicada a processos industriais.

Em comum a todas as novidades está a orientação da companhia internacional de enfrentar o desafio tecnológico de desenvolver produtos cada vez mais sustentáveis com mínimo impacto nos custos.

Abrafati Show 2022 - Inovações respondem ao panorama de mercado com qualidade e eficiência ©QD Foto: iStockPhoto
André Carvalho, gerente sênior de negócios da área de Coating Additives na Evonik

“Enfatizamos o conceito de handprint, ou seja, aquilo que pode ser feito para reduzir o impacto ambiental de uma atividade, indo além do footprint que é a medida desse impacto”, salientou André Carvalho, gerente sênior de negócios da área de Coating Additives na Evonik.

O caminho a seguir é o da aplicação ciência combinada com a integração digital completa com todos os envolvidos.

Carvalho observa que a existência de restrições normativas, sejam elas oficiais ou instituídas voluntariamente por setores econômicos – caso do Programa Setorial da Qualidade e do Coatings Care, ambos patrocinados pela Abrafati –, facilita a introdução de inovações, que se tornam facilmente percebidas pelo mercado.

“O Brasil olha o mundo todo adotando práticas mais sustentáveis e começa a adotar regras nessa direção”, comentou, ressaltando que qualidade é um aspecto da sustentabilidade, ou seja, uma tinta melhor terá maior durabilidade.

A linha Aerosil E de sílicas pirogênicas hidrofóbicas inova por requerer menor gasto de energia na sua incorporação às tintas, usando maior conteúdo de insumos de origem renovável. Isso permite substituir produtos tradicionais com vantagens de custo e desempenho ambiental.

“Esmaltes sintéticos, por exemplo, exigem controle reológico adequado, alcançado pelo conhecido Aerosil R972; o Aeorosil E972 garante o mesmo resultado, mas com economia de energia e aumento de proteção anticorrosiva”, exemplificou.

Os itens da nova linha E possuem diferentes tipos de tratamento superficial, o que os torna mais ou menos hidrofóbicos, com propriedades distintas.

Por usa vez, as sílicas especiais Spherilex inovam ao apresentar um grau de esfericidade de partículas único, capaz de conferir propriedades reológicas diferenciadas, elevada resistência superficial e também ao burnishing (aumento de brilho por atrito na pintura fosca ou semifosca após limpeza com esponja), além da facilidade de dispersão.

A linha Acematt de fosqueantes da Evonik – líder nos inorgânicos – foi reforçada com novos tipos das famílias OK e HK, com partículas mais finas.

“Com esse tamanho bem pequeno de partículas, as inovações podem ser usadas até em sistemas transparentes e, por terem características hidrofílicas, são mais compatíveis a vários sistemas, proporcionando fosqueamento mais intenso e com toque agradável”, explicou Carvalho.

Esses produtos foram lançados em janeiro deste ano.

Sistemas de poliuretano terão um novo catalisador, o Tego Cure 100, indicado para o revestimento de peças submetidas a temperaturas até 650ºC, tais como fornos de cozinha, canos de escape de gases quentes e outros, como implementos agrícolas.

“O Tego Cure 100 permite cura a temperatura ambiente, dispensando secagem em forno, sendo ideal para cobrir peças de grandes dimensões que exigiriam fornos imensos de cura”, salientou.

O produto é indicado para acompanhar sistemas com resinas de silicone, reduzindo o consumo de energia na secagem.

Quatro novos antiespumantes da Evonik serão apresentados na exposição, entre os quais Carvalho chama a atenção para os Tego Foamex 8820 e 8850, ambos indicados para aplicações de contato direto com alimentos.

“Eles possuem alto conteúdo de fontes naturais renováveis, como óleos vegetais, e tem por alvo as tintas de impressão de embalagens de alimentos”, disse Carvalho. Esses produtos atendem aos requisitos regulatórios mais exigentes.

Química e Derivados - Abrafati Show: Chegou a hora da 17ª Edição ©QD Foto: iStockPhoto

Por sua vez, o Tego Foamex 852 tem base em poliéster siloxano concentrado e oferece um ótimo balanço de efetividade e compatibilidade, sendo indicado para tintas de impressão por rotogravura ou flexografia.

Essas impressoras de alta velocidade operacional exigem bombeamento constante de tinta, o que induz a formação de espuma, motivo pelo qual os antiespumantes se tornam essenciais para evitar defeitos. “Ele pode ser aplicado em doses elevadas sem risco de estragar a tinta”, garantiu.

Nos surfactantes, a Evonik apresentará o Surfynol 118, de alta eficiência e baixo VOC, indicado para tintas top coat base água automotivas, tanto OEM quanto de repintura.

“Ele combate o pinhole, cavidade que se forma na parte de baixo do filme e que abre caminho para a corrosão”, explicou Carvalho.

A participação da companhia no Abrafti Show evidencia a adoção da nova estratégia global de negócios, denominada Next Generation, que dará prioridade para produtos mais sustentáveis em todos os mercados atendidos.

“Isso também resultará na venda de negócios não-alinhados com essa diretriz, caso da divisão Performance Materials, com suas subdivisões de Superabsorbents, Functional Solutions e Performance Intermediates, programada para 2023”, informou.

A nova diretriz exigirá mudanças internas profundas, mas está alinhada com as tendências globais de clientes e até de colaboradores.

O Brasil tem papel relevante nessa estratégia, tendo recebido vultosos investimentos na produção de insumos para alimentação animal e cosméticos. Para o setor de tintas e revestimentos, a companhia inaugurou neste mês o Centro de Tecnologia Aplicada (CTA), em Americana-SP, onde desenvolverá produtos e serviços em colaboração com clientes.

“Isso inclui a plataforma Coatino de sistemas inteligentes que ajudam os formuladores a resolver problemas com rapidez”, afirmou Carvalho.

O Coatino usa uma base de dados ampla para formular respostas ás solicitações apresentadas. Recentemente, o sistema passou a contar com a participação da Lanxess (com pigmentos) e Synthomer (resinas), ampliando seu alcance.

“O Coatino virou um ecossistema, estamos agregando mais fornecedores para oferecer opções adicionais para os clientes”, aduziu.

A plataforma oferece, por exemplo, o Coatino Defect Detection, que será apresentado no Abrafati Show. É um sistema de ensaios para detectar problemas de espumação e formação de bolhas no filme que consegue reduzir em até 70% o tempo requerido para essas determinações, mediante a redução de subjetividade dos analistas.

“O cliente precisa investir em uma webcam e uma mesa iluminada, é pouca coisa, mas suficiente para enviar as imagens para o Coatino que devolverá um relatório automático e preciso por meio de análise inteligente e digital, independente da avaliação visual humana”, explicou.

“Isso reduz custos e melhora a avaliação de desempenho dos aditivos e de sua dosagem, com custo zero para os clientes.”

Segundo Carvalho, existem outros módulos do Coatino que envolvem realidade aumentada (Coatino Glasses) e controle por voz (Coatino Sepaker) e que poderão ser conhecidos no estande da Evonik no Abrafati Show.

Distribuição marca presença – A distribuição de produtos químicos terá participação marcante, como de hábito, no Abrafati Show. Afinal, a indústria de tintas e revestimentos é um dos clientes mais importantes dos comerciantes químicos, tanto em volume, quanto em variedade de itens consumidos. Mas as circunstâncias não são as mais animadoras para negócios.

Abrafati Show 2022 - Inovações respondem ao panorama de mercado com qualidade e eficiência ©QD Foto: iStockPhoto

Felipe Picinini, head da unidade de tintas da quantiQ Caldic

“As cadeias produtivas globais foram duramente afetadas pela pandemia da Covid, com paralisações de produção, escassez de produtos e elevação de custos operacionais e logísticos; esperávamos uma situação melhor em 2022, mas veio a invasão da Ucrânia pela Rússia e isso impactou os fornecedores europeus pela limitação do gás natural russo”, comentou Felipe Picinini, head da unidade de tintas da quantiQ Caldic.

Nesse cenário, torna-se necessário buscar novas fontes de suprimento fora da Europa, quando possível, respeitando os contratos firmados com as distribuídas.

“Os clientes já estão procurando novas fontes para ter opções previamente aprovadas para suas formulações, esse é um processo demorado”, comentou, lembrando que, antes da Covid, não se falava tanto em ter um “plano B”, pois havia até sobra de produtos.

“Hoje, é preciso ampliar os estoques dos itens estratégicos para não correr riscos”, disse.

Segundo Picinini, o mercado hoje opera com três diretrizes: contar com suprimento garantido de insumos; reduzir custos, pois o mercado final não absorve as elevações adicionais – alguns itens duplicaram de preço, informou –; e um viés de inovação, aceitando mudar a linha de produtos para satisfazer a clientela, incorporando produtos mais sustentáveis e nanotecnológicos.

“Temos alta expectativa com os negócios no Abrafati Show”, salientou.

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Carlos Abreu, diretor da Colormix Especialidades

“O setor de tintas e revestimentos é o mais importante para a distribuição, mas é fortemente afetado pela necessidade de importação de insumos, isso se reflete, por exemplo, nos crescentes déficits comerciais do setor apontados pela Abiquim”, considerou Carlos Abreu, diretor da Colormix Especialidades.

Como disse, as tintas base água usam vários monômeros importados, seus aditivos em grande parte vêm do exterior e os de produção local usam matérias-primas importadas, além de usarem pigmentos quase sempre importados. “Só a água e as embalagens são feitas aqui”, exagerou.

Nas linhas de base solvente a situação é ainda pior, segundo Abreu.

Na sua avaliação, o momento é de falta de algumas matérias-primas e aumento geral de custos, ainda como reflexo da pandemia e da guerra no leste europeu.

“A demanda mundial por insumos químicos cresceu depois daquele período inicial da Covid, em 2020, e não retrocedeu, enquanto a oferta ficou debilitada, situação piorada pelos problemas logísticos: o custo para trazer um contêiner da China subiu de US$ 1,5 mil para US$ 9 mil, mas houve pico de US$ 15 mil”, relatou.

A guerra elevou os custos de energia em toda a Europa, prejudicando a atividade industrial.

“Como se isso não bastasse, temos a elevação dos juros em todo o mundo, mas especialmente no Brasil, onde o setor de tintas trabalha muito alavancado e sofre com o capital de giro mais caro”, comentou Abreu.

Ao mesmo tempo, ele aponta a capacidade de atração de investimentos para o Brasil, em volume suficiente para segurar a cotação do dólar e evitar aumento ainda maior da inflação.

“O Brasil não vai quebrar, mas haverá uma seleção no mercado”, prognosticou.

João Miguel Chamma, diretor comercial da Metachem, recomenda avaliar o mercado de tintas por segmentos, uma vez que o desempenho não é homogêneo.

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João Miguel Chamma, diretor comercial da Metachem

“As tintas automotivas originais ainda estão sofrendo muito porque faltam componentes como os chips eletrônicos para a produção de veículos e isso está parando as fábricas mesmo com demanda aquecida pelos produtos”, avaliou. A área de construção civil ficou muito aquecida em 2020 e 2021 pelo forte aumento das reformas e pequenas construções, mas agora isso está em retração.

“Com o preço elevado dos materiais de construção, juros altos e perda de poder aquisitivo, fica difícil manter o ritmo”, disse, embora a distribuidora tenha registrado boas vendas em todos os segmentos desde janeiro. “Poderia ter sido ainda melhor, mas houve dificuldades com suprimentos, a China enfrentou novo lockdown e a guerra complicou o mercado europeu”, explicou Chamma.

“Estamos animados com a participação no Abrafati Show, desde as últimas edições percebemos um aumento no profissionalismo dos visitantes, tornando as reuniões mais produtivas, com contato direto com formuladores e especialistas”, comentou.

“A realização do congresso ajuda a atrair mais gente especializada para a exposição.”

“O mercado está morno”, avaliou Rodrigo Gabriel, diretor da Carbono Química. Ele admite que isso reflete uma acomodação depois de dois anos com vendas aquecidas e, em parte, inesperadas.

“A recuperação econômica global após o primeiro impacto da Covid foi muito maior do que se previa e durou até o ano passado”, relatou.

“Agora, o mercado está muito heterogêneo, há um anda-e-para que atrapalha o planejamento, mas o resultado final ainda é positivo, porém menor.”

A preocupação atual está no lado da oferta de insumos químicos, registrando problemas operacionais e elevação de custos, bem como de pressões de custos na logística.

“Essas oscilações de preço são perigosas para o comprador, é preciso ter muito cuidado para não ‘micar’ com produtos adquiridos a preço muito altos que se traduzirão em prejuízo”, comentou Gabriel.

Nesse quadro, ele vê produtos em fase de alta e outros na direção oposta.

“Os solventes cetônicos, em geral, como acetona, ciclohexanona e diacetona-álcool, estão em tendência de baixa há algum tempo, enquanto os acéticos seguem em fase de alta”, informou.

Ele aponta que o setor de tintas alargou suas margens durante a pandemia, mas os custos dispararam e o mercado final não está absorvendo as majorações de preços.

“O mercado de tintas ainda está bom, mas as margens foram apertadas, os clientes querem conter os custos, buscando mais eficiência na produção, enquanto os fornecedores de insumos querem apresentar inovações”, considerou.

Quanto ao consumo de solventes pelo setor de tintas, Gabriel verificou estabilidade de consumo, sem alterações notáveis.

O reencontro com as pessoas do setor estimula a presença da Carbono Química na exposição. “O relacionamento pessoal é importante, mas não sei se os negócios serão muito positivos neste ano, dadas as dificuldades circunstanciais de mercado”, avaliou.

Novidades atraentes – A quantiQ Caldic apresentará sua nova denominação comercial, incorporando o nome da distribuidora internacional Caldic, incorporada no ano passado pelo fundo de investimentos Advent que já tinha o controle da GTM e da quantiQ.

A Caldic, com sede na Europa, tem forte participação em especialidades.

“Foi uma grande aquisição do Advent, não há superposição ou conflitos de portfólio entre as companhias, mas grandes possibilidades de sinergias; estamos estudando o que podemos trazer para o mercado regional para complementar nossa oferta de insumos”, comentou Picinini.

A consolidação das empresas abre caminho para a globalização das atividades antes desenvolvidos pela GTM/quantiQ, gerando inúmeras oportunidades novas. “Temos grandes expectativas para o Abrafati Show”, comentou.

As novidades destacadas pela quantiQ Caldic para este ano começam com dispersantes, antiespumantes e agentes reológicos da CLiQ SwissTech, produtos de alta qualidade e muito flexíveis, com um item sendo indicado para várias aplicações, reduzindo o custo de inventário dos clientes.

“São insumos de alta qualidade, usados em dosagem mais baixas”, explicou Picinini.

Uma grande inovação consiste na tecnologia de incorporação de grafeno (nanotecnologia) para aumentar a resistência mecânica das películas e a proteção contra a corrosão do substrato.

“O grafeno é mais resistente que o aço, mesmo em pequenas concentrações, sua incorporação melhora muito as propriedades de resistência das tintas a riscos, abrasão e corrosão; o segredo é a estabilização do grafeno e como dispersá-lo na tinta”, explicou Picinini, informando que esse produto entrou no portfólio da distribuidora há três meses.

“Ele já está no mercado europeu há 15 anos.”

Além disso, ele destacou a linha de isocianatos da Sapici, com alto desempenho em tintas.

“Iniciamos o trabalho com os produtos da Sapici em 2020, com número reduzido de itens, mas agora teremos mais opções, inclusive o Polurene Green, com menos de 0,1% de isocianatos livres”, afirmou.

A distribuidora pode vender os isocianatos puros ou com modificações introduzidas pela própria companhia, em seu Centro de Distribuição de Guarulhos-SP que está equipado para tanto.

Segundo Picinini, ao todo, a quantiQ Caldic terá cerca de cem novidades em seu estande, contando com desenvolvimentos de suas distribuídas Evonik, Röhm, AGM, CLiQ SwissTech, Sapici e outras.

Por sua vez, a Metachem divulgará as novidades de dez representadas de sua linha de aditivos para tintas. “Os mais relevantes são os catalisadores da King, os monômeros e oligômeros especiais para cura por UV da Rahn, e os inibidores de corrosão, além da bentonita e derivados da Tolsa e CMC da Amtex”, comentou Chamma. “Também enfatizaremos os aditivos antichama de bromo e fósforo da ICL, muito usados no exterior, mas ainda pouco divulgados por aqui, até por falta de regulamentação de segurança que os exija.”

A preocupação atual do setor é ganhar eficiência, para manter a qualidade da produção com vantagens de custos. “Os clientes estão otimistas, mas não querem correr riscos demais, por isso precisam repassar as elevações de custos, quem não fizer isso vai fragilizar sua operação; voltamos aos anos 1980”, comentou Abreu, da Colormix.

Dessa forma, o estande da distribuidora terá os aditivos desenvolvidos pela BYK, “moléculas novas que desempenham as mesmas funções, porém com custos menores e baixo impacto ambiental”, salientou. “São produtos muito inovadores, usados em dosagens baixíssimas e mais sustentáveis.”

O mesmo conceito se reflete nos produtos apresentados pelas distribuídas Ekart e Ferro, ente outras.

“A Ferro trará a linha Ecolysopac de pigmentos inorgânicos para substituição de cromatos e molibdatos sem usar a tecnologia de bismuto-vanadato, que já foi rejeitada por ser muito cara”, afirmou. Além disso, a Ferro também apresentará pigmentos anticorrosivos Nubirox isentos de zinco.

A Ekart apresentará novos pigmentos de efeito que permitem obter brancos diferenciados, indicados para tintas automotivas, de motocicletas e até da linha branca.

Também terá a linha Metalure C de pigmentos com efeito metálico que podem ser usados também em substratos plásticos.

Conhecida por ter linha completa de solventes hidrocarbonetos, oxigenados e suas misturas, a Carbono Química aproveitará o Abrafati Show para divulgar suas linhas de fabricação própria de secantes e resinas alquídicas.

A ideia é oferecer mais eficiência e redução de custos aos fabricantes de tintas. “Um dos pontos críticos da atividade é a gestão de estoques, isso pode se tornar um peso excessivo no capital de giro”, considerou Rodrigo Gabriel.

Nos secantes, a Carbono Química oferece produtos polivalentes que podem servir a muitas formulações diferentes, bastando adaptar a dosagem.

Abrafati Show 2022 - Inovações respondem ao panorama de mercado com qualidade e eficiência ©QD Foto: iStockPhoto
Rodrigo Gabriel, diretor da Carbono Química

“Com isso, o cliente deixa de formular em casa seus secantes, operação que pode ser problemática, e pode reduzir seus estoques, fazendo uma dupla economia”, considerou. Além disso, os secantes fabricados pela distribuidora apresentam elevada estabilidade ao longo do tempo.

“Temos grande expertise nesses sais metálicos de ácidos carboxílicos e podemos oferecer essas vantagens aos produtores de tintas industriais e repintura automotiva, sempre em base solvente”, afirmou.

Com mercado considerado maduro, as resinas alquídicas ainda têm muito caminho pela frente.

“Vejo uma reversão de tendência causada pela necessidade de reduzir custos: os clientes voltaram a preferir as resinas de menor teor de sólidos para aplicar nas suas formulações”, apontou o diretor.

Isso se explica pelo fato, ao comprar uma resina altamente concentrada, com 80% de sólidos, o formulador precisará diluí-la para produzir a sua tinta.

“O solvente hoje está mais caro do que foi no passado, então, voltou a ser mais interessante para o fabricante de tintas comprar resina alquídica com 55% a 62% de sólidos e dispensar a diluição”, comentou, apontando seus produtos para essa faixa de concentração.

Gabriel também verifica uma tendência crescente do uso de resinas alquídicas emulsionáveis, com a presença de água. “Não tenho essas resinas no portfólio, mas ofereço secantes adequados para elas”, informou.

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