Tintas e Revestimentos

Abrafati: Insumos avançados aumentam desempenho, sem elevar custos

Marcelo Fairbanks
27 de setembro de 2019
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    Química e Derivados - Abrafati: Insumos avançados aumentam desempenho, sem elevar custos

    Os expositores da Abrafati 2019 querem aproveitar a maior vitrine e ambiente de networking do setor para mostrar inovações e alternativas econômicas de suprimento. O clima dos negócios atual não é dos mais animados, porém há espaços para conquistar e permanece firme entre os participantes da cadeia produtiva a expectativa de início de um novo ciclo de expansão do PIB nacional. Nessa perspectiva, os fornecedores devem estar preparados para atender a demanda futura em patamares elevados.

    Química e Derivados - Fabiana: consumidor quer mais qualidade e aplicação fácil

    Fabiana: consumidor quer mais qualidade e aplicação fácil

    Além disso, há pressões de mercado na direção de produtos mais amigáveis aos usuários e ao meio ambiente, exigindo novas soluções tecnológicas. “O setor de tintas e revestimentos é muito competitivo e, apesar de sua maturidade, observamos que as mudanças regulatórias e de segurança têm contribuído para um constante avanço tecnológico das formulações. Outro aspecto que tem influenciado positivamente os desenvolvimentos nesta indústria são as tendências de consumo. Em tintas decorativas, por exemplo, percebemos que os consumidores brasileiros estão cada vez mais exigentes em suas escolhas, há uma busca maior por produtos de melhor qualidade, com desempenho superior, ou seja, que tenham durabilidade, cobertura e fácil aplicação. Outro ponto que observamos é a exigência por formulações mais sustentáveis, com baixo VOC, baixo odor, livres de APEO (alquilfenóis etoxilados), baixa toxicidade e outras reduções de impactos ambientais”, avaliou Fabiana Marra, líder de negócios globais para coatings da Oxiteno, companhia que atua nesse mercado há mais de 20 anos.

    “Uma visão panorâmica do setor mostra um mercado bem fraco neste ano, mas, ampliando a imagem e olhando nos detalhes, dá para perceber movimentos interessantes que sinalizam oportunidades”, comentou Carlos Fernando Abreu, diretor da Colormix, distribuidora especializada em pigmentos e aditivos para tintas.

    Ele relatou que o ano começou com muito otimismo, as vendas de automóveis estavam melhorando, puxando a venda de ingredientes de alto valor. “Em alguns meses, a situação mudou e as vendas esfriaram”, disse. “No fim do primeiro semestre, voltamos a sentir a recuperação do ânimo do setor automotivo, devemos ter um segundo semestre melhor que o primeiro, como de costume, mas não acredito nem em empatar com o segundo semestre de 2018”, adiantou.

    Química e Derivados - Abreu: mercado anda fraco, mas há boas oportunidades

    Abreu: mercado anda fraco, mas há boas oportunidades

    Abreu aponta que as tintas de impressão e as dedicadas aos plásticos estão avançando bem, a automotiva anda de lado e a construção civil está muito fraca. “O mercado está apertado, os fabricantes de tintas estão brigando pelos negócios existentes, então tem gente procurando inovação para reduzir custos sem perder qualidade e desempenho”, comentou.

    Ao mesmo tempo, ele verifica que algumas empresas preferem evitar mudanças, com medo de mexer nos custos, enquanto a concorrência direciona esforços para apresentar novidades ou buscar a satisfação dos clientes. “Quem só tem olhos para cortar custos acaba mal, perde terreno”, disse. Abreu comentou ter visto muitos brasileiros no European Coatings Show para buscar tecnologia e, com ela, complementar portfólio com custos adequados ao mercado.

    A desvalorização do real, efeito colateral da guerra comercial entre Estados Unidos e China, afeta diretamente o setor, cujos insumos são majoritariamente comprados em dólares. O dólar mais caro exerce uma pressão para elevar os preços finais das tintas, mas isso nem sempre é bem aceito pelos compradores, provocando retração de mercado.

    Abreu salienta que o mercado brasileiro tem condições de evoluir sem depender de fatores externos. “Nosso mercado de consumo é grande, falta reduzir significativamente o desemprego e resolver as nossas questões internas, focando no que pode ser feito para melhorar”, salientou. Porém, a sua expectativa de crescimento do PIB para 2019/2020 é baixa, máximo de 2%. “Em 2021 será possível pensar em crescimento maior”, disse.

    A Colormix, como explicou, é puxada por duas locomotivas: os aditivos da BYK e os pigmentos especiais da Eckart. “As duas empresas possuem produtos de alta qualidade, dedicados a quem se interessa por tecnologia e inovação”, salientou. Como decorrência, a distribuidora foca mais os fabricantes de produtos de alta e média qualidade e preço. “Não estamos muito ativos nas linhas decorativas, até porque esse segmento formula mais em base água, que não é o nosso forte, nem demanda pigmentos de efeito”, explicou. A Colormix também distribui pigmentos de outros fornecedores, a exemplo da Ferro, até produzindo ela mesma pastas pigmentárias de óxido de ferro para tintas decorativas.

    Neste ano, passou a distribuir os secantes da Producciones Quimicas, cujos blends atendem a curva de secagem de tintas nas partes inferior e superior, de modo a prevenir defeitos no filme seco. São indicados para tintas alquídicas de cadeias longas/médias em óleo, com opções para acrílicas, uretânicas e epóxi. Também recente no portfólio da distribuidora é a indiana Mamta Polycoats, fabricante de ésteres de ácido cítrico para tintas que desejam usar sistemas mais vegetalizados. (Veja adiante mais lançamentos da Colormix na exposição)



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