Formular tintas com mais eficiência e sustentabilidade – Abrafati

Encontro da cadeia produtiva traz inovações para formular tintas com mais eficiência e sustentabilidade

O Abrafati Show, a ser realizado de 21 a 24 de novembro, no SP Expo Center, em São Paulo, marca o retorno à periodicidade habitual do maior encontro do setor de tintas do Hemisfério Sul.

A pandemia de Covid-19 provocou o adiamento de uma edição, bagunçando o calendário do setor, que teve uma exposição realizada em junho do ano passado, extemporânea, mas agora se retoma o ciclo bienal. Aliás, já estão sendo negociados os espaços para o Abrafati Show 2025.

Luiz Cornacchioni, presidente executivo da Abrafati – Associação Brasileira dos Fabricantes de Tintas e Vernizes, considera que o intervalo de 18 meses entre as feiras não tira a importância do encontro, nem deve afetar a visitação.

“Teremos o congresso internacional, as sessões plenárias e vários minicursos, além de outras promoções que são muito interessantes para quem atua no setor ou quer conhecê-lo melhor”, salientou.

Além disso, a indústria de tintas vive um bom momento, na avaliação do dirigente. “Estamos projetando um crescimento de vendas físicas do setor de 2% neste ano sobre as de 2022 que, embora tenham recuado em relação a 2021, ainda eram superiores às registradas em 2019, antes da Covid”, explicou, lembrando que em 2021 foram batidos os recordes de vendas.

Abrafati: Encontro da cadeia produtiva traz inovações para formular tintas com mais eficiência e sustentabilidade ©QD Foto: iStockPhoto
Cornacchioni: setor crescerá 2% em volume neste ano

“Até setembro, o mercado de 2023 foi positivo, houve uma ligeira queda em outubro, em linha com o comportamento do ano passado; mantida essa tendência, teremos um fim de ano positivo, sinalizando boas vendas para 2024”, afirmou Cornacchioni.

Há motivos para o prognóstico otimista. Há vários empreendimentos imobiliários em construção que devem consumir tintas no final de 2024 e em 2025. Além disso, o governo federal pretende investir pesadamente em obras de construção civil, além de reativar o Minha Casa, Minha Vida (MCMV), para habitação popular. “O mercado formiguinha, de reformas de casas, foi muito forte em 2021, teve um refluxo em 2022 e começou a ganhar força novamente”, informou.

Maior segmento em volume de vendas, as tintas imobiliárias têm perspectiva de aumento de vendas físicas entre 1,7% e 1,8% neste ano, segundo a Abrafati.

As tintas originais automotivas (OEM) podem alcançar uma evolução positiva de 0,5%, em volumes negociados, número tímido, que revela o momento difícil da indústria automobilística no país. “Esse mercado está andando de lado, as vendas de carros estão fracas e não há expectativas muito boas, embora fabricantes chineses estejam investindo para reativar as unidades que eram operadas por Mercedes-Benz (Iracemápolis-SP) e Ford (Camçari-BA)”, avaliou o executivo. Ainda que essas operações sejam feitas em regime CKD (com importação de quase todos os conjuntos que compõem os veículos), a pintura é necessariamente realizada no local da montagem. “E as tintas também precisam ser feitas por aqui, seu custo de transporte é muito alto.”

Situação oposta reina no segmento de repintura automotiva, que deve apresentar um crescimento de 2,5% no volume vendido em 2023. “Quando não consegue trocar de carro, o consumidor opta por consertar o que tem; quando o mercado muda, ele também conserta o carro para obter um valor maior na troca”, comentou. Para 2024, a tendência desse segmento é de manter o ritmo de crescimento.

As tintas para indústria em geral também apontam um crescimento firme de 2,5% neste ano. Em grande parte, esse volume comercializado é destinado à produção de máquinas e equipamentos para o setor agropecuário, cujo desempenho econômico merece comemoração. “Ainda estão faltando grandes projetos para a infraestrutura, já prometidos pelo atual governo, por enquanto apenas a área de saneamento básico está avançando e com investimentos privados decorrentes do novo marco setorial”, apontou, salientando que esses projetos são grandes consumidores de tintas.

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