Tintas e Revestimentos

Abrafati: Avanços em aditivos e pigmentos

Marcelo Fairbanks
11 de março de 2016
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    Química e Derivados, Abreu alcançou crescimento de 60% nas vendas, apesar da crise

    Abreu alcançou crescimento de 60% nas vendas, apesar da crise

    Cores e aditivos – A Colormix iniciou há quatro anos um trabalho de reorganização de portfólio, com objetivo de se fixar como fonte de pigmentos e aditivos de alta qualidade. Há pouco mais de dois anos, a distribuidora conquistou a exclusividade dos negócios com os sofisticados pigmentos de efeito da Ekcart (BYK). Em 2015, foi a vez de assumir a distribuição da linha de aditivos da mesma fornecedora mundial, que estavam sendo comercializados pela Bandeirante Brazmo.

    É preciso explicar a situação empresarial. A Bandeirante Brazmo pertence ao grupo Formitex, controlado por Alípio Gusmão dos Santos. Ele também é o acionista majoritário da Colormix, mas tem como minoritário Carlos Fernando de Abreu, diretor de novos negócios do grupo. “Como a composição de capital é distinta, a Colormix não integra o grupo Formitex, é uma empresa independente dele”, explicou Abreu.

    Além da BYK, que é seu carro-chefe de vendas, a Colormix adicionou novos nomes à sua paleta de cores. “Nosso objetivo é atuar de forma consistente em especialidades químicas nas áreas de pigmentos, aditivos poliméricos e aditivos reológicos minerais, com focos em tintas e plásticos”, salientou Abreu.

    Dessa forma, a distribuidora atraiu recentemente para seu portfólio a linha de orgânicos da Pidilite (Índia) e da Jeco (China), além de outras marcas que já representava, como Synthesia (República Tcheca). Nos inorgânicos, contava com a Lanxess (óxidos de ferro) e passou a receber os produtos da Ferro (atual proprietária da Nubiola), em ampla gama de cores e tipos.

    “A inclusão de novos produtos e a atuação comercial firme nos permitiram aumentar em 60% nosso faturamento e vendas físicas neste ano, apesar da crise econômica nacional”, comentou Abreu. Desse faturamento 40% é obtido no setor de plásticos e há uma participação de vendas para o setor de produtos de beleza, mas a divisão de tintas, tintas de impressão e materiais de construção é a maior.

    A expectativa de Abreu para 2016 é de encontrar um ambiente de negócios tão difícil quanto o de 2015, fortemente afetado pela variação cambial, que elevou o preço dos importados. “Maio foi o pior mês para as vendas, depois dele as coisas começaram a melhorar”, comentou. Nesse clima, a tendência dos clientes é de reduzir custos, optando por ingredientes de menor preço. “As commodities sofrem mais, porque é mais fácil trocar por outra marca, mas nos aditivos e pigmentos essa troca é muito mais difícil, sem comprometer a qualidade final”, salientou. Ele recomenda manter um cardápio de alternativas competitivas e focar mais nos itens sem produção local.

    Comemorando o primeiro ano com alinha completa da BYK, Abreu apontou sete novos produtos lançados pela parceira nesta Abrafati. As novidades incluem dispersantes, umectantes, antiespumantes, ceras, aditivos reológicos e de superfície. “Todos eles são sustentáveis, tem baixo VOC ou são isentos disso, e tem custos menores em relação aos sucedâneos, com excelente desempenho”, afirmou.

    Química e Derivados, Veloso: NXT Xirallic emite brilho apenas na cor dominante

    Veloso: NXT Xirallic emite brilho apenas na cor dominante

    Efeitos positivos – A Merck aproveitou a feira para apresentar a linha NXT Xirallic de pigmentos de efeito (metálicos), em três conceitos. O Pantera Silver traz tons de preto, cinza, prata e branco, enquanto o Leonis Gold ressalta tons de dourado, terrosos, verdes e azuis. Por sua vez, o Tigris Blue ressalta os azuis. “A linha NXT altera a saturação de cor de efeito, emitindo brilho apenas na cor dominante, mais limpa que em outras séries”, explicou Francisco Veloso, gerente de marketing de materiais decorativos e coordenador de materiais de performance para o Brasil.

    A linha NXT é composta por óxidos de alumínio sintéticos em um processo que gera os cristais que passarão por um tratamento posterior e específico de superfície. Com isso, conseguem apresentar os efeitos desejados.

    Os pigmentos de efeito da Merck têm dois mercados principais: a produção de cosméticos, cujo consumo ainda permanece crescendo no Brasil, e as aplicações industriais, das quais a principal está no setor automobilístico. “Nós sofremos com eles a retração de vendas deste ano”, apontou Veloso. Essa queda foi mais sentida em alguns modelos econômicos que ainda usavam pinturas metálicas, hoje pouco demandadas nessa categoria. “Os modelos de topo de linha e os intermediários não sofreram tanto, porque a pintura metálica pesa menos no custo final do carro e, em alguns caos, é item de série”, explicou.

    Há três anos, a Merck decidiu concentrar suas ações nos produtos de alto valor, como os efeitos especiais e perolizados. “Os modelos mais novos no mercado de carros, como o HR-V e o Renegade, demandam tecnologia superior e isso mudará a mentalidade setorial”, prevê. As inovações em pigmentos permitem à companhia preservar seu core business e ampliar seus interesses. “Com isso, tivemos uma redução de vendas, porém muito menor que os 27% da produção automotiva nacional”, ressaltou.

    Teve grande destaque no estande da Merck um Ford Mustang clássico, dos anos 1960, pintado de vermelho com pigmento Xirallic Radiant Red, com brilho intenso em pontos minúsculos.



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