Tintas e Revestimentos

Abrafati 30 anos: Estimulando a inovação e a circulação do conhecimento

Quimica e Derivados
10 de junho de 2016
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    Sempre trazendo os temas mais atuais e abordando aquilo que está por vir, o evento desempenha papel indispensável na construção dos caminhos que levam à tinta do futuro. Tendo participado, desde o início do Congresso, da avaliação dos trabalhos enviados por pesquisadores de todo o mundo, o químico Jorge Fazenda, consultor científico da Abrafati e reconhecido como um dos principais especialistas brasileiros em tintas, salienta que nos últimos anos se consolidou a tendência de que os trabalhos foquem em produtos e processos cada vez mais amigáveis ao meio ambiente e que permitam oferecer respostas às necessidades do consumidor, da sociedade e do mercado. “Hoje, a sustentabilidade é um tema chave no evento e os trabalhos refletem isso. Entre os grandes drivers da pesquisa atual relacionada às tintas, podem ser destacadas a redução de VOCs e as inovações nos sistemas base água, que aparecem em inúmeros estudos”, afirma, lembrando ainda que as aplicações da nanotecnologia seguem sendo outra vertente chave do trabalho dos profissionais que se dedicam a pensar e viabilizar a tinta do futuro.

    Outra importante e tradicional iniciativa que estimula a pesquisa e, por extensão, o desenvolvimento tecnológico é o Prêmio Abrafati de Ciência em Tintas. Criado em 1987, vem desde então incentivando a realização de estudos de alto nível pelos principais especialistas da indústria e do meio acadêmico.

    Ao longo de 16 edições, foram pouco mais de 150 os trabalhos submetidos à avaliação, revelando a existência de um forte potencial para a produção científica ligada às tintas. Destes, foram reconhecidos 38 estudos – tendo como autores mais de 70 especialistas das empresas do setor e das mais renomadas instituições acadêmicas do País. “Temos recebido um conjunto de trabalhos de muito bom nível, que confirmam que há muita pesquisa relevante sendo feita no Brasil – e foi justamente essa a nossa intenção ao criar o Prêmio, por entendermos que essa é uma atividade essencial para o desenvolvimento científico e tecnológico do nosso setor, levando a avanços e inovações”, afirma Dilson Ferreira.

    Mostrando a sintonia entre a pesquisa e as demandas do mercado e da sociedade, a busca de avanços relacionados à sustentabilidade e à melhoria das propriedades das tintas é uma constante nos trabalhos premiados. Entre os principais temas estudados pelos vencedores, sobressaem a utilização de matérias-primas de fonte renovável, o uso de materiais de menor toxicidade e impacto ambiental, o aproveitamento de resíduos de processos industriais na produção de tintas, assim como o aumento da eficiência na produção com redução da utilização de insumos.

    Os próprios participantes ressaltam a importância do Prêmio para abrir oportunidades para que as inovações saiam dos laboratórios e cheguem à linha de produção. Primeiro colocado na edição 2004, o pesquisador Manuel Julimar Lopes dá o seu testemunho: “Além do valor que tem para mim, esse prêmio significa também muito no mercado. Já há vários anos eu vivo de invenções que apresentei para concorrer ao Prêmio Abrafati e que, depois, chamaram a atenção de parceiros investidores. No momento em que o trabalho é apresentado, ele ainda é Ciência Pura. Nos meses seguintes, no entanto, desperta interesse por ter sido vencedor do prêmio, ganha vida e se torna Ciência Aplicada”.

    A mesma visão é compartilhada por Mariane Dalpasquale, vencedora na edição 2014, que diz que o prêmio foi encarado como uma possibilidade de ter contato com a indústria de tintas, obter novas ideias, melhorias e sugestões para trabalhos futuros, além de ser uma ótima oportunidade para mostrar o estudo que vinha sendo realizado. “Vimos a possibilidade de concretizar um dos nossos objetivos, o de fazer parceria para o desenvolvimento em escala-piloto”, reforça.

    Quem atua na indústria percebe esse e outros benefícios. É o que revela o depoimento de Marcos Fernandes de Oliveira, da Axalta, laureado em 2010: “Ao participar do prêmio, o pesquisador ou técnico ligado à indústria tem a oportunidade, antes de tudo, de aprimorar seus conhecimentos, pois precisa estudar profundamente sobre o tema que está abordando. As regras e exigências para a elaboração do trabalho são muito parecidas com aquelas aplicadas em dissertações e teses, incentivando a pesquisa e a comprovação científica dos resultados.”

    Alinhada aos mesmos objetivos, outra iniciativa pioneira e de forte impacto no mercado é o Curso de Tecnologia em Tintas da Abrafati. Voltado para técnicos e gestores da cadeia produtiva, esse curso foi criado no final da década de 1980, tendo atraído mais de 500 profissionais em suas 26 edições – a próxima inicia-se em maio de 2016.

    Com um formato desenhado especificamente para as necessidades e a realidade da cadeia brasileira de tintas, o curso oferece conteúdo amplo e aprofundado, proporcionando formação e reciclagem de conhecimentos sobre matérias-primas, processos, produtos e aplicações de tintas.

    Com seu programa constantemente renovado, acompanhando a evolução tecnológica do setor e da sociedade, tem como um de seus pontos altos o fato de ser ministrado por especialistas com longa experiência no setor, permitindo a integração entre a teoria e a sua aplicação prática.

    “O curso incorpora as inovações e as tendências mais recentes, possibilitando uma visão panorâmica e aprofundada dos conteúdos. Além disso, abre oportunidades para a interação e a troca de ideias entre os participantes, permitindo debater caminhos e encontrar soluções para os desafios que os profissionais enfrentam em seu dia a dia”, afirma Telma Florêncio, diretora de Eventos Corporativos da Abrafati.



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