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Tintas e Revestimentos

Abrafati 2017: Visitantes terão mais conforto para conhecer as mais recentes inovações

Marcelo Fairbanks
2 de outubro de 2017
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    O congresso internacional continua a atrair a comunidade científica, tendo sido recebida grande quantidade de trabalhos pelo comitê organizador. “Foram selecionados 90 trabalhos de alta qualidade e relevância para conferências técnicas, na visão dos especialistas da associação”, salientou Telma. Além disso, outros 60 estudos serão apresentados na sessão pôster, e também durante o Seminário Abrafati-RadTech South America e o Seminário sobre Consumo Responsável de Solventes.

    Oliveira comenta que o consumo per capita de tintas no Brasil ainda é baixo, situado em 7,5 litros por habitante/ano. “O brasileiro pinta pouco a sua casa porque isso representa um custo elevado, pela falta de mão-de-obra qualificada e porque a pintura representa um incômodo na vida da família, faz sujeira pela casa”, comentou, com base em pesquisas de mercado. “Precisamos quebrar paradigmas para atender às novas realidades dos consumidores, o congresso contribui muito para isso”, salientou.

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    Novidades a conferir – O congresso internacional deste ano promete apresentar muitas novidades que contribuirão para o avanço da indústria local de tintas. “Tivemos uma oferta muito grande de trabalhos que exigiu um esforço enorme para selecionar os mais interessantes e posso adiantar que o nível técnico-científico será elevado”, comentou Maria Cristina Kobal de Carvalho, diretora da Renner Sayerlack e integrante do comitê científico da Abrafati.

    Essa também é a percepção de Elaine Poço, diretora de desenvolvimento e sustentabilidade da AkzoNobel e também integrante do comitê que selecionou os trabalhos para o congresso. “Foram selecionados 90 trabalhos para apresentação na forma de palestras, fora os pôsteres, é díficil apontar os melhores”, afirmou.

    Além de unir a cadeia produtiva, o congresso permite apresentar de uma só vez tudo o que foi desenvolvido durante os últimos dois anos para o setor. “Ele ajuda a pensar do ponto de vista tecnológico, ver o que há de novo para criar novas e melhores tintas, um trabalho demorado, mas que resulta em benefícios para a sociedade”, ressaltou.

    Elaine apontou que alguns trabalhos oferecem soluções para melhorar o desempenho das tintas, reduzindo alguns defeitos. “Por exemplo, buscam mitigar a extração de ingredientes solúveis e também melhorar a proteção anticorrosiva em epóxis base água”, detalhou. Aliás, segundo a especialista, há vários trabalhos voltados para formulações em base água, muitos deles enfocando alternativas para melhorar o resultado da aplicação sobre metais e madeira.

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    “Ao mesmo tempo, muitos trabalhos abordam a sustentabilidade, mediante aprimoramento do isolamento térmico, qualidade do ar, uso mais intenso de ingrediente de origem renovável, diminuição de VOC, entre outros aspectos”, comentou. Do ponto de vista dos fabricantes, há uma procura pela redução de problemas causados pela presença de solventes orgânicos.

    “A ciência contribui para o aumento da sustentabilidade”, complementou Maria Cristina Carvalho, ressaltando a ampla presença de trabalhos oriundos de universidades e institutos de pesquisas, ambos independentes das indústrias. Ela também prevê uma grande presença de profissionais do ramo no congresso, apesar da crise econômica. “A crise tem um lado positivo, pois as empresas precisam buscar inovações para serem mais eficientes, fazer mais com menos, além de atender às novas normas de produção e ao sistema de rotulagem GHS, que afetam toda a cadeia”, comentou.

    Como informou, os trabalhos deste ano estão muito voltados para aspectos de sustentabilidade. Chamaram a sua atenção pigmentos capazes de refletir mais a luz solar incidente sobre telhados e paredes, permitindo reduzir o consumo de energia com sistemas de ar condicionado.

    Além disso, a diretora também destacou temas ligados ao desempenho das tintas. “Há revestimentos autorreparadores (self healing) que sozinhos encobrem riscos e aranhões, isso já era conhecido em pinturas automotivas, mas agora está sendo aplicado em móveis e paredes, em alguns casos com aplicação localizada de UV”, comentou. Também devem ser percebidas novas resinas e aditivos para conferir funcionalidades adicionais.



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