Tintas e Revestimentos

Abrafati 2015 – Estreantes bem conhecidas

Marcelo Fairbanks
29 de fevereiro de 2016
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    Os slurries preparados para suprimento aos produtores de tintas devem, porém, evitar concentrações acima de 60% de sólidos (geralmente têm 75%), para prevenir a quebra dos grânulos e a atenuação do efeito pretendido.

    Barboza avaliou o mercado brasileiro de dióxido de titânio como sendo muito concorrido. Além da presença de vários fornecedores mundiais, com amplo espectro de qualidade, ele aponta o uso abusivo de extensores que reduzem a aplicação do opacificante e pigmento branco. “Em outros países, essa substituição do titânio não é tão grande”, comentou.

    A iminente retirada do benefício de redução de alíquota do imposto de importação de 12% para 2% deverá impactar a cadeia produtiva das tintas, embora ele entenda que essa conduta, na forma como era desenvolvida, resultava em vantagem muito pequena para os usuários. “Para que eles tivessem acesso aos 10% de diferença, era preciso pagar adiantado pela importação, carregando estoques elevados que ficavam sujeitos à tributação”, comentou. “Calculando bem, a vantagem líquida era de 5%, no máximo.”

    Pensando em uma forma de reduzir custos na cadeia de tintas de modo eficiente, Barboza sugere aumentar um pouco a alíquota do imposto de importação para todos e, em contrapartida, extinguir as cotas. “Fica mais fácil até para o governo, que se livra da fiscalização dessas cotas”, disse.

    Novo nome no epóxi – A Olin comprou os negócios de soda/cloro, epóxi (bisfenol-A e epicloridrina) e solventes clorados da Dow Chemical em negociação completada em 5 de outubro último, pouco dias antes da feira. A Dow manteve, porém, as atividades de Aratu-BA, onde usa o cloro para produzir óxido de propeno e polióis. Cerca de 40% do site de Freeport, Texas (EUA), passou ao controle da Olin, que compartilhará as utilidades de processo (vapor, energia, tubovias e outros) com a vendedora, mediante contrato.

    A notícia é recente e a feira pegou as empresas em fase de transição. “Estávamos operando sob o nome de projeto Blue Cube, agora precisamos acertar a denominação social para Olin, realocar nossas equipes que ainda permanecem nos escritórios da Dow no Brasil, mas também contratar pessoal técnico e comercial para criar uma estrutura mais forte nesse mercado”, explicou Thiago Faria, da área de serviço técnico e desenvolvimento da Olin Epoxy. Os negócios da companhia na América Latina foram colocados sob o comando de Luís Pimentel (ex-Dow).

    Como explicou Faria, a área de P&D no país deverá ser alocada no Guarujá-SP, onde está a fábrica local de resinas (os endurecedores são importados). “Estamos atendendo muito a área de produção de pás eólicas, mas queremos avançar em coatings, pisos, isolamentos elétricos e outros, temos um portfólio amplo para tanto, mas precisamos planejar esse crescimento”, comentou.

    Ao longo dos anos, a Dow já havia manifestado várias vezes o desejo de vender os negócios de epóxi, porém sem encontrar comprador. Sem o status de core business, a área tinha pouco prestígio nos investimentos da companhia. Por sua vez, a Olin havia concentrado seus interesses em soda cáustica, produto no qual possui liderança mundial. A companhia já teve atuação no Brasil, mas deixou o país há vários anos, retornado agora com essa transação.



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