Abrafati 2013: Avanços tecnológicos

Avanços tecnológicos elevam a eficiência das linhas de produção

O 13º Congresso Internacional de Tintas, com a sua tradicional exposição de fornecedores, terá um clima semelhante ao da cidade que o abriga neste fim de inverno: frio, nublado, mas com possibilidade de abertura de sol e elevação de temperatura.

As cores esmaecidas pelo mau desempenho da economia nacional, responsável pelo pífio crescimento das vendas de tintas e vernizes em 2012, seguem com previsão de resultados semelhantes neste ano.

Mesmo assim, a Abrafati 2013 cumprirá com denodo seu papel de apresentar inovações científicas e tecnológicas para o setor, tanto assim que a disputa por espaços na exposição foi acirrada.

E a oferta de trabalhos técnicos de qualidade para o congresso ultrapassou o dobro dos 72 selecionados para apresentação oral.

“O cenário de curto e médio prazo é ruim para a atividade econômica, mas é preciso considerar um horizonte mais dilatado, quando haverá uma recuperação”, ponderou Dilson Ferreira, presidente da Associação Brasileira dos Fabricantes de Tintas (Abrafati).

Química e Derivados, Abrafati 2013 - Avanços tecnológicos elevam a eficiência das linhas de produção

Ele salientou que não há nenhuma perspectiva de substituição das tintas e vernizes por algum outro revestimento, e a demanda por esses produtos com certeza existirá ainda por muitos anos.

Além disso, tempos de crise pedem ajustes, seja para redução de custos, seja para aumentar a eficiência da produção. Há espaço para adotar novas tecnologias que tragam benefícios para o setor e para toda a cadeia produtiva.

Química e Derivados, Ferreira: cenário ruim mudará a partir de 2014
Ferreira: cenário ruim mudará a partir de 2014

“É preciso entender que nem sempre o produto mais barato gera o maior benefício econômico. O barato pode sair muito mais caro, no fim das contas”, comentou.

Ferreira ressaltou a importância da atuação das entidades de classe em momentos econômicos mais difíceis. “É parte de nossa missão comunicar para toda a cadeia produtiva as melhores informações disponíveis com o objetivo de garantir que todos os envolvidos possam tomar decisões com mais segurança”, afirmou.

Isso explica a realização do Fórum Setorial, em agosto, com a participação de representantes da indústria de tintas, fornecedores e clientes, a exemplo da indústria da construção civil e do comércio varejista de materiais de construção.

Crescimento fraco – O primeiro semestre de 2013 desafiou toda a cadeia produtiva de tintas com uma forte pressão nos seus custos. “O Brasil tem condições de se recuperar rapidamente a partir deste segundo semestre e em 2014, ano eleitoral”, avaliou Antonio Carlos Lacerda, presidente do conselho diretivo da Abrafati e vice-presidente sênior da Basf. No entanto, ele prevê um primeiro semestre muito ruim para o próximo ano.

Na sua avaliação, como a população está endividada, especialmente a nova classe média, a demanda das tintas standard cresceu em 2013, com retração do segmento premium. “Quem melhorou de patamar social não volta a comprar tintas econômicas, mas exige qualidade”, comentou. Como efeito colateral, o valor agregado da produção caiu na razão correspondente à troca pelas linhas menos sofisticadas.

Segundo Lacerda, o desafio da indústria é controlar seus custos. Isso se torna complicado quando o ambiente econômico está cercado de indefinições e instabilidades. A começar pelas mudanças nas tarifas de importação de insumos químicos e chegando às flutuações cambiais imprevisíveis. “Torna-se impossível planejar estoques, produção e atendimento aos clientes”, criticou. A competitividade setorial depende de alíquotas de imposto de importação previsíveis, sem proteções excessivas a título de antidumping, e de uma política de resíduos sólidos compreensível e realista.

Química e Derivados, Desempenho das Tintas em 2013Além das implicações governamentais, o setor de tintas precisa fazer alguma lição de casa. “O setor tem a obrigação moral de eliminar a presença de metais pesados e de chumbo de todas as suas formulações, como feito pelas linhas imobiliárias”, salientou Lacerda. Além disso, a adoção de sistemas mais sustentáveis é inescapável.

Ele prevê uma redução de faturamento setorial de 0,4% em 2013, embora os segmentos de tintas automotivas originais e de repintura apresentem elevação de 5% cada um. Para 2014, Lacerda aponta aumento de vendas de 1% a 3%, dependendo da evolução do PIB. (ver tabelas)

Durante o fórum, o economista e professor Eduardo Gianetti da Fonseca comentou o esquálido crescimento do PIB de 2012, de 0,9% e previu o avanço de 2013 para a faixa de 2% a 2,5%, a ser mantido em 2014, com evolução mais forte apenas a partir de 2015. O economista lamentou o abandono do tripé macroeconômico criado na esteira do Plano Real, com apoio distribuído na austeridade fiscal, câmbio flutuante e autonomia do Banco Central para controlar a inflação. Resulta desse abandono a persistência do baixo crescimento econômico nacional, a pressão inflacionária e a vulnerabilidade externa da economia brasileira.

Evidentemente, há uma clara influência externa e global para o mau desempenho econômico nacional, a começar pela crise financeira deflagrada em 2008, nos Estados Unidos, com reflexos gerais. Na atual circunstância, os americanos iniciam sua recuperação, enquanto a Europa dá sinais de ter parado de piorar.

Com o impulso do gás de xisto, a economia norte-americana poderá crescer até 2,5% em 2014, dando motivos para o Federal Reserve acabar com os incentivos à produção local e elevar a taxa básica de juros daquele país. Essa mudança já provoca o refluxo de capitais para lá, invertendo um fluxo de investimentos que favoreceu muito os países emergentes de 2008 até agora. A China, por sua vez, reduziu para a casa dos 7% sua taxa de crescimento anual. Isso derrubou a cotação das commodities minerais, embora os produtos agrícolas de uso alimentício não tenham sofrido abalos tão fortes.

Apesar desses indicadores ruins, a construção civil ainda tem muita lenha para queimar. Estudo da Fundação Getúlio Vargas apontou a necessidade de construir 23,4 milhões de novas habitações entre 2010 e 2022, ou seja, média anual de 1,9 milhão de novas casas ou apartamentos. Esse número eliminaria o atual déficit de moradias, estimado em mais de 6 milhões de unidades, e ainda acompanharia a evolução da demanda no período.

Paulo Safady Simão, presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), admite que o ambiente de negócios no Brasil é ruim, mas é preciso, e possível, encontrar caminhos para o crescimento, salientando que a construção civil responde por 40% de todos os investimentos realizados no país.

Simão elogiou os programas habitacionais do governo para a população de baixa renda, acompanhados por programas de transferência de renda que impulsionaram o consumo de bens, incluindo moradias. “Até 2005, os agentes financeiros não se interessavam pelos financiamentos imobiliários, situação totalmente diversa da atual”, avaliou. O pico de atividade do setor residencial foi registrado em 2010, passando de 11% sobre o anterior.

Química e Derivados, Simão: crescimento virá das obras de infraestrutura
Simão: crescimento virá das obras de infraestrutura

“Esses percentuais não mais se repetirão, pois a base de comparação é bem mais elevada, nem teríamos como atender a essa demanda toda”, calculou.

Simão salienta que a concessão de financiamentos habitacionais era muito pequena, mas hoje se situa entre 7% e 8% do PIB, valor ainda baixo, em relação aos países desenvolvidos.

“Mas esse modelo de negócio já está esgotado, tanto que as vendas de janeiro a maio se concentraram nos imóveis usados, com um pequeno aumento da venda de novos a partir de junho”, informou.

Nesse quadro, Simão acredita que a construção civil não habitacional deve recuperar sua proeminência no Brasil. “Existem projetos de concessões públicas, lançados ou a lançar até 2014, no valor de R$ 476,1 bilhões”, afirmou. Esses projetos se dividem pelas áreas de logística (R$ 242 bilhões), eletricidade (R$ 148,1 bilhões) e óleo/gás (R$ 86 bilhões).

No entanto, Simão aponta algumas dificuldades para que esses investimentos deslanchem, a começar pela necessidade de revisão da lei de concessões públicas (a Lei 9.666), a demora para a obtenção das licenças necessárias, a desuniformidade dos procedimentos cartoriais, a falta de estrutura dos poderes municipais, entre outros.

O presidente da CBIC se mostra otimista quanto ao futuro do país e do setor que representa. “A indústria da construção vem atualizando seus métodos operacionais, ganhando competitividade e oferecendo produtos com mais qualidade, conforto e sustentabilidade para o mercado”, salientou. Com o aumento das pressões de custos e das exigências dos consumidores, as construtoras foram obrigadas a se adaptar, apostando na maior eficiência de seus processos internos. “Não temos mais margem de manobra: qualquer erro ou atraso na execução significa prejuízo”, ressaltou.

As atividades de reforma e manutenção de unidades construídas vão de vento em popa, como assegurou Cláudio Conz, presidente executivo da Associação Nacional dos Comerciantes de Materiais de Construção (Anamaco), setor formado por mais de 10 mil atacadistas e 129 mil lojas de varejo espalhadas pelo país, com dados de 2011, com média anual de aumento de pontos de venda entre 5% e 6%. As lojas exclusivas de tintas somam 7,8 mil, e não apresentam tendência de expansão.

“Estudos apontam que 16 milhões de moradias entrarão em algum tipo de reforma durante os próximos 12 meses”, informou Conz. Estudos também indicam que isso pode ser interpretado como uma despesa total de R$ 32 bilhões no período, grande parte referente aos materiais de construção. Esse número cresce com a evolução da oferta de novos imóveis, qualquer faixa de renda.

Especificamente sobre tintas, Conz ratifica o pleito dos lojistas para a eliminação das latas de 18 litros sem alças, com peso de até 35 kg. “Ninguém aguenta carregar essas latas, são pesadas e desajeitadas, é preciso substituí-las”, criticou. Ele informou que 70% das lojas de materiais possuem entre os produtos comercializados tintas com apelo sustentável, embora apenas 30% das tintas salientem esse aspecto em suas embalagens. A grande maioria das lojas oferece tintas e vernizes de vários fabricantes, de diferentes portes e qualidades. “A inovação é essencial, pois 60% das tintas que vendemos hoje não existiam há cinco anos”, informou Conz.

Para o futuro, ele recomenda observar o desejo dos pintores e consumidores finais no aumento da produtividade da mão de obra nas atividades de construção e reforma. Uma demanda que pode ganhar relevância diz respeito à logística reversa das embalagens, que exigirá, no futuro, uma adaptação do setor.

Presente ao fórum, Maria Salete Weber, coordenadora do Programa Brasileiro da Qualidade do Habitat (PBQH), do Ministério das Cidades, comentou que o programa já incentivou avanços de toda a cadeia da construção civil em qualidade, inovação e sustentabilidade, mas agora passará a observar também o desempenho das habitações prontas no que se refere ao conforto e à segurança dos seus ocupantes. Essa diretriz será adotada no programa Minha Casa Minha Vida e, para tanto, ela deseja contar com o apoio da cadeia produtiva da indústria da construção. “Vamos avaliar em que condições as habitações estão sendo entregues, qual o conforto térmico e acústico proporcionado, qual a sua durabilidade e a possibilidade de manutenção”, comentou.

Automotiva em crescimento – A expectativa atual da expansão da frota de veículos automotores no Brasil é a de que haja um salto, das 35 milhões de unidades atuais para 60 milhões, em 2025, segundo Antonio Carlos de Oliveira, presidente da Axalta no Brasil e diretor da Abrafati. Esse aumento da frota se traduzirá no maior volume de tintas consumido na fabricação dos veículos, mas também trará mercado adicional para as linhas de repintura automotiva.

É de bom agouro também saber que a indústria automobilística vai investir no Brasil, entre 2010 e 2016, cerca de R$ 34 bilhões em novas fábricas ou na atualização de linhas de produção existentes. A capacidade produtiva nacional de autoveículos subirá de 4,47 milhões de unidades para 5,79 milhões, dos quais um milhão deverá ser exportado.

Química e Derivados, Oliveira: linha automotiva caminha para base água
Oliveira: linha automotiva caminha para base água

“Essa indústria já opera com 20% de ociosidade, que deverá crescer até que a demanda interna alcance novos patamares”, considerou Oliveira.

A par desse cenário róseo, despontam incertezas marcantes. A principal está relacionada ao desempenho da economia nacional, que vem dando sinais de redução.

Além disso, as frequentes mudanças de aplicação de alíquotas de IPI sobre a venda de carros novos provocam instabilidades no mercado, ora represando, ora acelerando as operações.

As mudanças na tributação dos insumos químicos para a indústria de tintas também atrapalham o planejamento setorial. “Essas incertezas se traduzem em aumento de custos”, comentou.

Ao mesmo tempo, a cadeia produtiva automobilística se insere na questão da mobilidade urbana, tema que provoca seguidas manifestações de descontentamento por parte da população. “A mobilidade precisa ser sustentável a longo prazo, respeitando a saúde humana e o meio ambiente, exigindo conjugar interesses federais, estaduais e municipais, atualmente muito aquém das necessidades dos cidadãos”, apontou. As falhas na mobilidade urbana comprometem o futuro da cadeia automotiva, ameaçando seus investimentos e com reflexos no PIB, dada a sua expressiva participação, bem como nos empregos, pois cada posição direta nas montadoras gera 16 contratações na cadeia produtiva.

Do ponto de vista das tintas, Oliveira considera que o futuro estará nas formulações de base aquosa. Essa transição será feita pelas montadoras com a inauguração das novas fábricas, levando um pouco mais de tempo para chegar às instalações existentes, que precisarão ser atualizadas. A produção das tintas também precisa investir mais em automação e na substituição de embalagens de insumos, trocando tambores e sacos por contenedores retornáveis, com menor impacto ambiental. A tecnologia dos produtos também deve avançar, tanto na oferta de novas cores como de funcionalidades. “A nanotecnologia abre caminhos totalmente novos em termos estéticos e de durabilidade”, comentou.

Oliveira recomenda à indústria automotiva investir em iniciativas de cunho ambiental, para recuperar a imagem positiva do setor. “A reciclagem de automóveis velhos ajudaria bastante nesse sentido”, disse.

Solventes – O mercado de solventes hidrocarbônicos e suas tendências para o futuro foi o tema da apresentação de Renato Pellicci, da Braskem. Além das pressões contrárias de cunho ambiental e de saúde ocupacional, esses insumos muito importantes para a produção de tintas e vernizes devem apresentar dificuldades causadas pela chegada do shale gas nos Estados Unidos.

Química e Derivados, Pellicci: shale gas aperta suprimento de aromáticos
Pellicci: shale gas aperta suprimento de aromáticos

“O uso crescente de gás como fonte de energia e base para a produção química e petroquímica vai alterar radicalmente o equilíbrio de oferta e demanda de solventes hidrocarbonetos, em especial dos aromáticos”, prognosticou.

A explicação é simples: o custo de produção de etileno obtido do etano de gás de xisto chega a ser US$ 500 mais vantajosa que o craqueamento de nafta. Porém a alternativa do gás não produz aromáticos.

Como o consumo desses produtos cresce no mundo, geralmente na síntese de resinas plásticas, o mercado está apertado, com dificuldades de suprimento. Além disso, os Estados Unidos passam por uma fase de fechamento de pequenas refinarias de petróleo que também forneciam solventes. “Como consequência, em janeiro deste ano, o benzeno bateu o recorde histórico de preço, mas foi superado, pela primeira vez, pelo tolueno, enquanto o paraxileno alcança cotações inéditas”, apontou Pellicci.

No paraxileno, ele ressalta que a China envida esforços para se tornar autossuficiente, suportando sua grande produção de poliésteres. Mas isso não será suficiente para satisfazer o apetite mundial pelo insumo, dado o crescimento da demanda pela resina PET.

“A tendência global é transferir o consumo de tolueno e de xileno para a produção de resinas plásticas, deixando de usá-los como solventes, pois ficarão caros demais em relação aos produtos substitutos”, ponderou. No entanto, ele não espera mudanças profundas no mercado brasileiro de solventes pelos próximos cinco anos, pelo menos, mantendo uma relação de custo/benefício favorável.

Os hidrocarbonetos ainda dominam 56% do mercado brasileiro de solventes, seguidos pelos oxigenados (43%), com participação residual de outros produtos (1%). A indústria de tintas absorve 40% dos solventes hidrocarbonetos, entre os quais o principal é a aguarrás, com 25% da demanda total desse grupo de produtos. O setor de tintas consome 82% da aguarrás vendida no país, segundo Pellicci. “É um solvente seguro, com baixo risco de incêndio, bom poder de solvência e baixo teor de enxofre, mas perde um pouco de mercado com o crescimento de formulações aquosas e com o uso crescente de isoparafinas”, avaliou.

O tolueno, por sua vez, solvente de evaporação rápida, perde posições nas tintas por ser pouco sustentável. Os xilenos, cuja demanda pela indústria de tintas representa 57% das vendas, sendo importante solvente de evaporação média, tende a manter sua participação, talvez com pequena queda. Em compensação, o AB 9, mais usado como solvente de produtos agroquímicos, poderá ser mais requisitado para a fabricação de tintas, por apresentar evaporação lenta e alto poder de solvência. “Algumas tintas industriais podem tirar mais proveito do AB 9”, comentou. Em tempo: Pellicci alertou que não há nenhuma previsão de escassez de solventes no Brasil.

Cadeia unida – Dilson Ferreira salientou a importância de manter a cadeia produtiva unida, com a troca de informações confiáveis entre os diversos elos, a fim de permitir uma orientação mais adequada de cada segmento. “As palestras do fórum deixaram claro que estamos vivendo um momento difícil e que toda a cadeia produtiva precisará se adaptar, cada um do seu jeito”, considerou.

Não é papel da entidade setorial tomar decisões pelos seus membros, nem mesmo tratar de assuntos ligados a preços ou quantidades vendidas, atitude que poderia configurar a formação de cartel. “Mas essas informações indicam que cada empresa precisará tratar muito bem dos seus custos”, comentou. O setor de tintas precisa cuidar especialmente dos valores pagos por serviços, o peso da mão de obra e a influência da variação cambial.

“A crise no setor de tintas teve uma eclosão abrupta e as empresas do setor ainda estão estudando as medidas a serem adotadas para lidar com ela, tendo em conta que pode haver uma reversão do quadro econômico atual”, afirmou. Afinal, 2014 trará uma Copa do Mundo de Futebol e eleições em âmbito estadual e federal. “Os cofres sempre se abrem em anos eleitorais”, afirmou. Talvez por isso o setor não tenha iniciado movimentos de demissão, preferindo manter seu pessoal qualificado pronto para uma retomada comercial. O dirigente setorial também informa que a indústria de tintas e vernizes vem promovendo atualizações e ajustes ao longo dos últimos anos.

A união de um congresso científico-tecnológico com uma exposição de fornecedores permite atrair a atenção de todos os componentes da cadeia produtiva, sem limites de temas. “Discussões sobre novos pleitos que deverão ser apresentados ao governo serão realizadas durante esse encontro”, afirmou Ferreira.

A Abrafati liderou alguns pleitos setoriais que foram acolhidos pelo governo federal. Um deles foi a desoneração da folha salarial do setor, com a substituição da contribuição de 20% sobre a folha de pagamentos por 1% sobre o faturamento de cada empresa. “Além de trocar um custo fixo por um variável, o setor obteve uma vantagem financeira considerável”, avaliou. Outra vitória da associação foi a redução temporária da incidência do IPI sobre as tintas, com duração prevista até o final deste ano. Como o impacto foi positivo, tanto na elevação das vendas quanto na arrecadação e redução da sonegação fiscal, existe a possibilidade de prorrogação desse benefício.

A entidade também se manifestou contra a imposição de tarifas mais elevadas do imposto de importação sobre insumos químicos consumidos pelo setor. Em 2012, o governo federal divulgou uma lista com cem itens beneficiados, que deve perdurar até outubro deste ano, sem renovação, como vem afirmando o ministro da fazenda. Houve a intenção de divulgar uma segunda lista, com outros 250 itens, mas ela foi bloqueada durante a fase de consulta pública, ante a oposição de mais de 640 protestos. “Essa segunda lista não saiu do papel, muitos dos itens sequer tinham produção local”, relatou Ferreira.

Essa questão colocou em lados opostos a Abrafati e a Associação Brasileira da Indústria Química (Abiquim). “Isso é normal, pois cada setor econômico defende seus itens específicos, mas defendemos que as entidades atuem de forma harmônica nas questões de interesse geral da sociedade”, comentou Ferreira. É o caso da redução da alíquota de importação de 12% para zero do dióxido de titânio, limitada a uma cota semestral de 47 mil toneladas. Como a produção nacional do insumo chega ao máximo de 60 mil t/ano e o mercado requer 180 mil t/ano, há espaço para importar 120 mil t/ano com o benefício, que é significativo para a indústria de tintas. “No futuro, poderemos caminhar para a eliminação dessas cotas, com a instituição de uma alíquota em nível intermediário, que não onere tanto o setor. Vai ser bom para todos, como é o ideal em uma cadeia produtiva”, ressaltou.

Ele exemplifica essa postura com a atuação muito próxima da Abrafati com as entidades de construção civil e de materiais de construção. “O setor de tintas avançou muito com o seu programa de qualidade e na área da sustentabilidade, com o Coatings Care, tanto que a Abrafati administra todos os Programas Setoriais da Qualidade da área dos materiais de construção”, informou Ferreira. Contar com um programa efetivo de qualidade é o primeiro passo de qualquer setor na direção da sustentabilidade. “Construções de qualidade gastam menos material e energia, requerem menos manutenção e geram menos resíduos.”

Existem 26 Programas Setoriais de Produtividade e Qualidade do Habitat, todos eles com normas oficiais (da ABNT) e padrões mínimos a atender. A partir de 19 de julho, depois de vinte anos de estudos e trabalhos, a indústria da construção civil conseguiu implantar uma norma técnica de desempenho geral de cada habitação construída. Depois dessa data, todo e qualquer projeto apresentado para aprovação precisará atender aos padrões mínimos instituídos nessa norma. “Com isso, o Brasil dará um salto qualitativo muito grande, reduzindo a lacuna existente em relação aos países mais desenvolvidos”, salientou.

Nesse cenário, as tintas se apresentam como um importante complemento, capaz de proteger melhor as superfícies construídas para aumentar sua durabilidade, além de oferecer um aspecto visual mais atraente. Sobre as diferenças entre as tintas aqui produzidas e as disponíveis na Europa e nos Estados Unidos, Ferreira considerou que uma tinta precisa ser a melhor possível para atender a nossa cultura e a nossa economia, considerando também as diferenças climáticas que influem na seleção de resinas, aditivos e conservantes. “Trazer uma tinta da Europa nem sempre é a melhor solução”, afirmou, salientando que os produtos brasileiros contam com um programa de qualidade seguido por um grande número de empresas, com ampla fiscalização e elevado índice de atendimento aos seus requisitos.

Neste ano, o congresso internacional do setor e sua exposição paralela mantêm o foco nas demandas futuras sobre tintas e as alternativas para satisfazê-las. “Não adianta discutir o passado, nós precisamos olhar para a frente, buscando novas fontes naturais renováveis de insumos, redução de VOC e a eliminação do uso de metais pesados em todas as linhas de tintas”, defendeu.

Abrafati 2013 – Mais conforto para os participantes

Os participantes da Abrafati 2013 deverão encontrar espaços mais amplos e mais conforto em relação à edição anterior. As instalações do Transamerica Expo Center foram ampliadas, oferecendo área maior para o evento, bem como número maior de vagas de estacionamento.

Química e Derivados, Telma: palestras terão nível técnico elevado
Telma: palestras terão nível técnico elevado

“Trata-se do encontro mais importante do setor de tintas e vernizes no Brasil e um dos maiores do mundo, sabemos que participar dele requer investimento elevado, por isso queremos cuidar muito bem de todos os aspectos”, comentou Telma Florêncio, coordenadora geral do evento.

Um resultado imediato da ampliação das instalações foi a abertura de um pavilhão exclusivo para o congresso, que passará a contar com um auditório para 600 pessoas, útil para as cerimônias de abertura e conclusão, e também para plenárias, entre elas a apresentação de Henrique Meirelles, ex-presidente do Banco Central e sempre apontado como possível futuro ministro da fazenda. “Neste ano, conseguimos 6 mil metros quadrados adicionais para o evento”, relatou.

Além de ampliar a área do congresso, o espaço reservado para companhias estrangeiras cresceu. “Tínhamos muitos pedidos por estandes de empresas da Ásia, Estados Unidos e da Europa que não têm representantes locais, e agora podemos atendê-los”, explicou. A presença desses expositores internacionais registrou ampliação de 50%, uma característica desejável, por representar aporte de novas tecnologias e fontes de suprimento para tornar o setor ainda mais competitivo.

Segundo Telma, a participação das empresas nesse evento sofre muito poucas mudanças. “Temos expositores que participam desde a primeira edição, ainda no Anhembi, e não deixam de estar presentes”, comentou. Aliás, os espaços dos estandes foram comercializados entre 2011 e 2012, em ambiente econômico mais animador. Talvez por isso eles não apresentem redução de tamanho, como seria de esperar em momentos de crise. “As empresas precisam de espaço para receber bem seus visitantes, nem precisam de muito luxo, mas de conforto”, avaliou.

Congresso – Com base nas análises do comitê científico, coordenado pelo experiente Jorge Fazenda, Telma comentou que o nível das apresentações será muito elevado, aportando grande número de inovações. “Especialmente em resinas e emulsões, haverá muitas novidades para os participantes”, ressaltou. Com a maior disponibilidade de espaço, as salas foram divididas por sessões temáticas, facilitando a participação dos congressistas. “Essa é uma tendência para os próximos anos: concentrar os assuntos em salas próximas”, afirmou.

Além das 72 palestras expositivas, a Abrafati 2013 contará com a sessão pôster ampliada, com 45 trabalhos. Segundo Telma, neste ano, o conteúdo integral dos pôsteres será publicado nos anais, em vez de simples resumos, como foi feito até o congresso anterior. Além disso, o evento abrigará o 3º Seminário da RadTech, associação voltada para os revestimentos curáveis por ultravioleta.

Abrafati 2013 – Distribuição se adapta à demanda fraca

O desempenho da indústria de tintas e vernizes em 2012 e 2013, por enquanto, decepcionou seus fornecedores de insumos químicos. Pelo seu tamanho e diversidade de itens que consome, o setor é o maior cliente da distribuição química nacional e sempre contribuiu para a ampliação de negócios. Por isso, a participação na Abrafati 2013 é obrigatória para as empresas de comércio químico.

Química e Derivados, Annik: cliente estruturado busca produtos inovadores
Annik: cliente estruturado busca produtos inovadores

“Não vamos para a exposição apenas para chorar com nossos clientes, pretendemos mostrar novidades e alavancar negócios”, afirmou Annik Varella, diretora do negócio de químicos da quantiQ, distribuidora química pertencente à Braskem.

Aliás, segundo Aramando Bighetti, presidente da distribuidora, dada a situação de crise global, a companhia petroquímica desistiu de vender a quantiQ, que deverá seguir adiante com seus planos de desenvolvimento.

Neste ano, por exemplo, a quantiQ apresentará novos fornecedores de pigmentos orgânicos e de hiperdispersantes, neste caso, da Doxa Chemical, de Taiwan.

“Em tempos de crise, os fabricantes mais estruturados, com gestão mais apurada, investem em inovação para oferecer alternativas melhores para o mercado, sempre há oportunidades para serem aproveitadas”, considerou Annik. Ao mesmo tempo, alguns clientes querem cortar despesas e diminuem o uso de insumos mais nobres. Eles ficam mais receptivos a propostas que reduzam seus custos, como a compra de formulações de solventes.

Annik não recomenda a ampliação dos prazos de pagamento, porque isso agravará o aumento de custos, pela incidência das despesas financeiras. Para ela, buscar fornecedores mais baratos de insumos não é uma saída adequada para a distribuidora. “Não adianta ser só mais uma empresa brigando por preço, nós temos uma estrutura montada para oferecer produtos de alta qualidade”, salientou. Assim, a quantiQ prefere negociar com fornecedores que tenham objetivos estratégicos definidos para atuar no Brasil, com os quais possa se alinhar, com benefícios mútuos.

João Miguel Chamma, presidente da Bandeirante Brazmo, confirma o aperto por que passa o mercado de tintas.

Química e Derivados, Chamma: setor de tintas sempre será relevante
Chamma: setor de tintas sempre será relevante

“O desempenho do setor foi frustrante, ele está andando de lado, teve um primeiro semestre fraco e, até agora, só o mês de julho teve bons negócios”, afirmou.

Ele acha que as vendas até podem se recuperar em setembro e outubro, mas duvida que isso seja suficiente para compensar os meses anteriores.

Na repartição de negócios da distribuidora, o segmento de tintas e vernizes ainda é o maior, porém a diferença com outros está encolhendo. “Nosso volume de venda para tintas não caiu, mas alguns outros negócios estão em fase de crescimento acelerado”, explicou Chamma.

Para ele, a indústria de tintas sempre será muito relevante para a distribuição química. “Uma tinta usa pelo menos 50 itens químicos diferentes, entre commodities, semicommodities e especialidades, e os volumes consumidos são altos, atraem a atenção de todos os players”, considerou.

Embora avalie o momento atual como de espera pela acomodação das variáveis envolvidas, a Bandeirante Brazmo desenvolve novas fontes de produtos para complementar seu portfólio e promove linhas específicas dentro de alguns mercados mais interessantes. “É preciso ter cuidado porque a variação cambial jogou para cima o preço dos produtos em reais e isso aperta o capital de giro dos clientes”, avaliou. “Por isso mesmo, ninguém está carregando estoques e apenas volumes pequenos são comprados.”

A distribuição química se caracteriza por uma dinâmica bem acelerada e busca seus resultados nos mercados que estejam mais ativos.

Química e Derivados, Medrano: mercado procura alternativas com qualidade
Medrano: mercado procura alternativas com qualidade

“A flexibilidade da distribuição nos permite investir mais nos segmentos de mercados mais aquecidos e, com isso, equilibrar o nosso faturamento e a nossa rentabilidade”, comentou Reinaldo Medrano, diretor comercial da Makeni Chemicals.

Ele sente o setor de tintas desanimado este ano, mas espera que a Abrafati 2013 possa injetar algum estímulo nessa indústria e alavancar negócios ainda neste semestre.

“Em relação às vendas para tintas, se empatarmos com 2012 será ótimo”, afirmou.

Medrano avalia o setor de tintas como ávido por inovações e alternativas de suprimento com qualidade. Por isso, a distribuidora apresentará o dióxido de titânio e os pigmentos especiais translúcidos fabricados pela Huntsman. “No caso do titânio, queremos oferecer grades mais adequados às necessidades dos clientes, pois a Huntsman tem a maior cartela de opções, mas isso exige desenvolver cada produto em cada cliente”, comentou. A Makeni tem estoques locais para suprir a demanda.

No caso dos pigmentos translúcidos, Medrano explica que eles conseguem refletir grande parte da radiação solar incidente nas superfícies pintadas, caso dos telhados e paredes externas. “Com isso, é possível oferecer maior conforto térmico, pois o aquecimento da área interna será menor”, explicou.

A Makeni também iniciará a divulgação dos concentrados de cor para sistemas tintométricos da Chromaflo, sucessora da Evonik Colorants, indicados para as linhas industrial e decorativa. “Montamos um laboratório completo para desenvolver cores para os clientes, mas a representada oferece paletas com até 1.600 cores, que se adaptam a qualquer equipamento de mistura”, informou. Além dessas novidades, a empresa segue distribuindo a linha completa de especialidades químicas da Evonik para o setor de tintas.

Em fase de crescimento – A Abrafati 2013 se encaixa perfeitamente nos planos da M.Cassab. Em meio a um ambicioso plano de investimentos, a distribuidora reforçou sua divisão de produtos químicos industriais, agora comandada por Vânio Oleiro, e pretende aproveitar o encontro com clientes do setor de tintas para apresentar sua nova estrutura de negócios e de atuação.

Química e Derivados, Oleiro: vendas aumentaram com portfólio ampliado
Oleiro: vendas aumentaram com portfólio ampliado

“A participação das vendas para tintas já se iguala à das linhas de poliuretano, que é o principal produto da divisão química”, informou Vânio.

Aliás, essa divisão da M.Cassab registrou no primeiro semestre deste ano um aumento de vendas significativo, porém ainda abaixo da meta inicial de 30% sobre 2012, número justificado pela inclusão de novos itens ao portfólio.

Os visitantes do estande da M.Cassab na Abrafati 2013 poderão saber que a empresa iniciou operações com granéis líquidos, distribuindo solventes oxigenados da Oxiteno (cetônicos, glicólicos e acetatos), isopropanol da Carboclor (Argentina), acetona da Formosa e da LG, além do n-butanol e do acetato de isobutila da Eastman. “Ainda não estamos formulando blends”, disse Oleiro. A distribuidora deverá iniciar uma segunda etapa de granéis líquidos com a inclusão de solventes hidrocarbonetos alifáticos e aromáticos a partir de setembro, com investimentos logísticos em Sapucaia-RS.

A distribuidora também oferece produtos como coalescentes da Perstorp, neopentilglicol, pentaeritritol e ácido adípico, p-formaldeído e dióxido de titânio do tipo cloreto. Passou a trazer também, com exclusividade, a hidróxi-etilcelulose da Samsung. “Estamos com um portfólio muito bom para tintas, mas ainda vamos adicionar pigmentos orgânicos e inorgânicos”, comentou.

A M.Cassab pretende inaugurar no final de 2014 seu centro de distribuição de Cajamar-SP, no qual poderá integrar suas operações logísticas hoje dispersas entre São Paulo, Santos e Osasco. “Com o CD, nós nos tornaremos mais competitivos”, afirmou Oleiro. Ele admitiu que 2013 está sendo um ano complicado, especialmente pelas variações na taxa cambial e pela competição acirrada de mercado, ambos pressionando a rentabilidade, mas também está otimista quanto aos negócios a longo prazo.

Abrafati 2013 – Produtos e serviços trazem inovações para o setor

(Textos produzidos com base nas informações enviadas pelos expositores para a redação de Química e Derivados. Fotos: divulgação)

Química e Derivados - Air-Products-Bubble_a_sl-squishedAIR PRODUCTS

A Air Products participa da Abrafati 2013 com suas especialidades químicas. No campo dos aditivos especiais para base água, lançará sete desaerantes da marca Airase, com estrutura baseada em siloxanos modificados, indicados para resolver problemas de microespuma ou defeitos de superfície em diversas aplicações. Nesse campo, a companhia também oferece surfactantes, antiespumantes e dispersantes de pigmentos. Na área dos agentes de cura epóxi, lançará a nova geração das aminas Ancamines, com cinco novos aditivos para resolver problemas de cura em baixas temperaturas, resistência química, resistência à carbamatação, com baixa viscosidade, cura rápida e livre de solventes, porém com custos competitivos. Com base na tecnologia das aminas, lançará também dois agentes de cura para sistemas de poli-isocianato, os Amicure IC-221 e IC-321, voltados para formar pisos industriais e institucionais, proporcionando rápido desenvolvimento de dureza, cura a frio, estabilidade a UV e excelente aparência. A linha de produtos para epóxi inclui diluentes reativos, aceleradores, promotores de adesão, modificadores e resinas especiais.

BANDEIRANTE BRAZMO

A distribuidora química destacará as novidades criadas pelas suas distribuídas. Da BYK, terá os novos dispersantes, antiespumantes e aditivos desenvolvidos com o auxílio da tecnologia de nanopartículas (Nanobyks), oferecendo novas possibilidades técnicas para formuladores. A Dow reforçou a linha de endurecedores para epóxi, que estarão presentes no estande da Bandeirante Brazmo, bem como os novos desenvolvimentos dos solventes verdes Augeo, da Rhodia/Solvay. A distribuidora possui extensa linha de produtos para o setor de tintas, com destaque para solventes hidrocarbonetos e sintéticos, bem como formulações da linha Bansis, atendendo a todos os segmentos desse mercado. O portfólio inclui também aditivos, intermediários e pigmentos, como os negros de fumo da Cabot, de fácil dispersão.

Química e Derivados, Insumos da Basf facilitam a formulação das tintasBASF

Aproveita a ocasião para apresentar os mais recentes desenvolvimentos de suas unidades de negócios relacionadas com tintas e vernizes, a começar pela linha de monômeros especiais, capazes de proporcionar novas aplicações para os produtos do setor. A companhia química mundial também apresentará três tensoativos de polimerização da linha Disponil (FES, A e AFX), indicados para substituir totalmente o nonilfenol nas formulações. As ceras de polietileno Luwax serão divulgadas, ao lado das ceras de polietileno em emulsão Poligen. A área de dispersões e pigmentos reforçará sua linha de geradores de efeitos (Firemist Velvet Pearl, Firemist Crystal Touch, Metasheen e Graphitan) e lançará a linha Glacier. Estarão presentes os pigmentos frios Sicopal e Paliogen Black, além das dispersões Acronal Clean e a inovadora Col 9, bem como pigmentos isentos de chumbo, e aditivos de performance e de formulação Tinuvin e Efka.

BRANCOTEX

Estreia nesta Abrafati apresentando o espessante PU, modificador reológico acrílico com radicais uretânicos para proporcionar alta fluidez, facilitando a transferência da tinta durante a aplicação. A Brancotex é conhecida fabricante de resinas acrílicas de alto desempenho para tintas imobiliárias, em várias diferentes aplicações. Outras inovações estarão sendo apresentadas, como a resina Brancocryl SBT 300 ECO, indicada para demarcação viária e que contém solvente não aromático de evaporação rápida, e a nova linha de resinas para tintas flexográficas formadoras ou não de filmes, com diferentes viscosidades.

Química e Derivados - Braseq-Brookfield-DV2T-DV3TBRASEQ

Especializada em aparelhos de medição em laboratórios e monitoramento de processos industriais, a Braseq levará para a exposição produtos de suas representadas Hunterlab (analisadores de cor e aparência), Brookfield (viscosímetros, analisadores de fluxo de pó e textura), Rhopoint (analisadores de brilho e superfícies), Automation Dr. Nix (medidores portáteis de espessura de filme em substratos metálicos, com transmissão WiFi), e Isocolor (softwares para formulação de cores). Entre os lançamentos, a Braseq aponta o viscosímetro DV2T e o reômetro DV3T, ambos da Brookfield, que incorporam funcionalidades avançadas e apresentam mais facilidade de operação.

Química e Derivados - Brasilata-plus-ptBRASILATA

Comemorando a marca de um bilhão de latas fabricadas com sistema de fechamento Plus, a Brasilata enfatiza a alta resistência dessa tecnologia de travamento mecânico de fechamento, que supera o sistema convencional, por atrito. Com isso, as latas conseguem suportar melhor as pressões internas e até quedas, sem abrir, além de permitir velocidades mais elevadas na linha de enchimento. Para o usuário, o sistema permite abertura e fechamento fácil, por repetidas vezes, sendo de limpeza fácil, pela eliminação da canaleta da borda da tampa. O sistema Plus estimulou a empresa a lançar sistemas ainda mais avançados como o Biplus e o Plus UM, este homologado pelas normas internacionais de segurança de transporte para produtos perigosos. Durante a Abrafati 2013, os visitantes poderão conhecer novos formatos de latas, entre eles a lata expandida para aerossóis, com dois diâmetros superpostos para facilitar a “pega” (grip) e a aplicação da tinta. A lata expandida TOp (total opening) é indicada para produtos espessos, com abertura total da tampa, sem anel, para permitir o escoamento completo de massas. Sua abertura pode ser feita sem ferramentas. O modelo TOp Gun inclui uma película de plastissol na tampa, sendo mais adequado para líquidos menos viscosos, como tintas automotivas aplicadas com pistola.

Química e Derivados - Cabot-EmperorCABOT

Além de consolidar a presença de suas linhas tradicionais de negro de fumo e de sílicas pirogênicas (Cab-O-Sil), a Cabot lançará os negros de fumo Emperor 1200 e 1600, com tecnologia Softbead. São pigmentos de alto desempenho e fácil dispersão para tintas de base solvente, criados para solucionar problemas relacionados à obtenção de alto poder tintório de forte subtom azulado, requerendo menor quantidade de dispersante e baixo tempo de moagem. Essas características permitirão aos clientes aumentar sua produtividade e reduzir custos. Além disso, a tecnologia Softbead (pellets suaves) proporciona facilidade de incorporação e diminuição de poeira nas instalações, uma vez que apresenta partículas três vezes mais densas que os produtos convencionais. No campo das sílicas, a Cabot divulgará as dispersões coloidais aquosas Cab-O-Sperse, aditivos de alta pureza, fácil manuseio e incorporação para as diversas aplicações de tintas líquidas. Essas dispersões se destinam a melhorar as propriedades mecânicas das tintas, contando com tecnologia de produção que consiste na dispersão de sílica ou alumina pirogênica em água, com alta estabilidade, distribuição uniforme de partículas (tamanho médio menor que 0,2 micrômetros), variados teores de sólidos (12% a 40%) e de pH (4 a 10,5). No processo, isso resulta em menor formação de poeira, redução de perdas e baixa formação de bolhas. A linha Cab-O-Sperse aumenta a dureza e a resistência à abrasão dos filmes secos, melhora a resistência à corrosão e as propriedades reológicas (viscosidade e tixotropia).

CARBONO

A distribuidora se apresenta na Abrafati 2013 com sua linha de produtos renovada. Com tecnologia própria, desenvolveu a linha Carbocryl de emulsões acrílicas, composta de 30 produtos, a começar pelo segmento de demarcação viária base água com alto teor de sólidos (até 70%), conforme norma ABNT. A intenção da Carbono Química é produzir emulsões diferenciadas de alta qualidade para finalidades específicas. Além disso, a empresa reforçará a divulgação de seus serviços de armazenamento, fracionamento e embalagem de químicos, estando equipada e capacitada para lidar com produtos perigosos, envasando-os em frascos, desde 500 ml, até IBCs de mil litros. A linha tradicional de solventes e especialidades segue ativa e também será apresentada durante a exposição.

CERVIFLAN

Levará para a exposição a sua linha de embalagens metálicas para tintas e vernizes, com destaque para as latas de aço para aerossóis, cuja linha de fabricação é a mais moderna da América Latina. Para mostrar como são fabricadas essas latas, vídeos curtos em 3D mostrarão todas as etapas do processo. Também enfatizará o uso dos baldes metálicos, em fase de aumento de demanda, justificada pela facilidade de carregamento. Os baldes da Cerviflan para 18, 20 e 22 litros possuem sistema de abertura e fechamento por meio de uma presilha (anel sobre tampa) de fácil manuseio.

CLARIANT

A transnacional de origem suíça levará para a Abrafati 2013 tecnologias desenvolvidas e comercializadas pelas suas diversas unidades de negócios. No campo dos preservantes, apresentará o Nipasafe Syn, que se vale da nanotecnologia para agregar ativos fungicidas e algicidas a uma argila organofílica, apresentando-se como produto único, com maior facilidade de incorporação. O Dispersogen PL 30 EcoTain é indicado como dispersante em preparações pigmentárias, com o compromisso da Clariant com a sustentabilidade da cadeia produtiva das tintas. Os pigmentos easy dispersibles (ED, de fácil dispersão) simplificam a operação de dispersão de pigmentos orgânicos, reduzindo custos e aumentando a eficiência geral do processo produtivo. Retardantes de chama feitos de polifosfato de amônio (livres de halogênios) da linha Exolit AP, para aplicação em tintas intumescentes, contribuem para aumentar a segurança contra incêndios e estarão presentes no estande da companhia. As ceras com base em fontes naturais Ceridust 7820 TP e 8330 TP são recomendadas para formular tintas em pó e de impressão, respectivamente. A 7820 TP elimina microbolhas e não exibe fosqueamento, enquanto a 8330 TP resiste bem à fricção. Revestimentos de base aquosa podem contar com as dispersões de estabilizantes à luz que incluem o novo absorvedor de UV Hostavin 3330 disp. XP. É uma dispersão inédita de triazina de alta concentração que permite alcançar desempenho idêntico ao de sistemas solventes, porém com um custo adequado. Além disso, a Clariant apresentará os sistemas tintométricos da Italtinto, empresa adquirida em 2011, após 40 anos de experiência nesse mercado.

COLORMIX

Levará para a Abrafati 2013 as principais inovações em pigmentos de suas distribuídas Eckart, Choksi, Jeco, Yipin, Synthesia, Lanxess e Kunwei, além de apresentar a resina aldeídica universal (para todos os sistemas) Uni Resin Mix. Da Eckart, as novidades incluem o Metalure Liquid Black, o único obtido por PVD (processo de deposição física a vapor) que apresenta efeito óptico muito escuro, com elevada resistência química e atoxicidade. A linha Hydroshine contém seis grades de pigmentos PVD de efeito metalizado, adequados a sistemas aquosos. Luxan e Symic trazem novas cores perolizadas sintéticas, de alto brilho e intensidade de cor. O Ferricon é um pigmento magnético, gerador de efeitos tridimensionais, com aplicações industriais e imobiliárias. A Eckart também tem novidades em pigmentos de alumínios, bronzes e cobres para tintas em pó e líquidas. Da Choksi, levará pigmentos azuis e verdes ftálicos, indicados para tintas gráficas e industriais. A Jeco fornece sua linha de pigmentos vermelhos, amarelos e laranjas orgânicos. A especialidade da Yipin são os pigmentos inorgânicos amarelos, vermelhos e pretos de óxido de ferro, dióxido de titânio e azul-ultramar. A Synthesia fabrica na República Tcheca pigmentos vermelhos e amarelos de alto desempenho, com destaque para o vermelho antraquinona PR 177 e o amarelo isoindolinona PY 110. Da Lanxess, apresentará a linha de dispersões aquosas Levanyl e Levanox, bem como a Macrolex, formada por corantes para tintas em pó. A Kunwei oferece pérolas naturais para tintas industriais e automotivas (linha KW).

CRODA

Transnacional de origem inglesa e conhecida produtora de especialidades químicas, a Croda participa da Abrafati 2013 com uma extensa linha de produtos, incluindo surfactantes poliméricos, emulsificantes, umectantes, anticorrosivos, dispersantes e outros. Entre os lançamentos, apresentará: o B-Tough C2x, agente fortalecedor funcional para sistemas epóxi capaz de melhorar a flexibilidade e a rigidez, aumentando a resistência ao impacto em baixas temperaturas, com baixa viscosidade; o Zephrym ColorFX, um novo dispersante para pigmentos de alto desempenho em formulação base solvente, que melhora o desenvolvimento da cor, a estabilidade, e com baixa viscosidade; o LoVoCoat Sol 500, um surfactante polimérico para auxiliar a formação de emulsões em água de resinas alquídicas de base solvente, usadas em tintas decorativas, com baixo VOC, sem prejudicar as propriedades dos revestimentos. Também estarão presentes no estande as linhas Maxemul (para emulsões alquídicas e acrílicas), o aditivo anticorrosivo Crodacor OME FE, os umectantes Multiwet, o agente de cura de origem vegetal para epóxis Priamine 1071, e os polióis poliésteres Priplast para sistemas de PU.

D’ALTOMARE

Pretende estimular o conhecimento das gerações mais recentes de aditivos para tintas e modificadores para resinas como forma de ampliar a liberdade de seus clientes na hora de selecionar suas matérias-primas. Em seu estande, poderão ser encontrados vários lançamentos, entre eles o Dow Corning 67, umectante com 100% de sólidos que promove excelente alastramento e consegue melhorar a adesão entre a tinta e os substratos mais difíceis, como plástico, vidro e metais. O Crodacor OME FE é um aditivo inibidor de corrosão para formulações de base aquosa para pintura de metais, sendo eficaz contra a corrosão de longo prazo e também contra o flash rust após a aplicação. O Dow Corning 3055 é um silicone amino funcional que modifica as resinas epóxi, melhorando propriedades como flexibilidade, resistência química, térmica e contra intempéries. O Zephrym Color FX se apresenta como dispersante amino funcional de última geração, capaz de oferecer desempenho superior na dispersão de pigmentos pretos em formulações de base solvente, com melhor desenvolvimento de cor. A mistura de complexos metálicos secantes em alta concentração, denominada Dalsec M4, apresenta fácil incorporação e garante secagem eficaz em tintas e esmaltes.

DENVER RESINAS

Os departamentos de pesquisa e desenvolvimento e de aplicações ao mercado da Denver Resinas uniram esforços para aprimorar sua linha de produtos com o intuito de oferecer aos clientes alternativas de alta qualidade com redução de custos. Com isso, programou quatro lançamentos para a ocasião. O Denvercril RA 800 é formado por um copolímero carboxilado para a produção de tintas premium e standard, com resistência à lavabilidade entre duas e três vezes superior à apresentada pelos conhecidos copolímeros estireno-acrílicos em emulsão. O Denvercril RA 750 é um terpolímero Vinil-Veova carboxilado de baixo custo, indicado para a produção de tintas com alto conteúdo de pigmentos (PVC), apresentando resistência à lavabilidade similar à dos estireno-acrílicos, porém com resistência superior à água. Novo modificador de reologia da linha Heurase, o espessante associativo Denverflow 920 apresenta propriedades próximas às do comportamento newtoniano, ou seja, proporciona melhora significativa na transferência e no nivelamento dos acabamentos que o contenham. Por fim, o Denverfast RA 500 é uma resina acrílica em emulsão, indicada para o mercado de tintas de demarcação viária de base aquosa, oferecendo secagem rápida, mesmo com elevada umidade relativa do ar, e alta resistência à abrasão.

DOW

Terá participação na exposição e no congresso, com a apresentação de inovações tecnológicas, além de reforçar sua atuação nas diversas linhas de insumos químicos fornecidos ao setor, como epóxi, solventes oxigenados, aditivos e microbicidas.

Química e Derivados - Evonik-Resin-ComponentEVONIK

Aproveitará para anunciar a inauguração, ocorrida em agosto, do seu laboratório de aplicação Tego, montado para auxiliar fabricantes de tintas decorativas, industriais, para madeira, de impressão e revestimentos UV no desenvolvimento de formulações. O laboratório, instalado em Americana-SP, está equipado para realizar testes, desenvolver e aprimorar produtos, contando com equipe técnica qualificada. A Evonik oferece aos seus clientes uma extensa gama de resinas, monômeros, solventes e especialidades químicas aplicadas ao setor de tintas e vernizes. Neste ano, a companhia destacará o silano Dynasylan SIVO 160 para pré-tratamento de metais com cura a baixa temperatura, substituindo tratamentos com uso do cromo hexavalente. Também o Dynasylan SIVO 140 será divulgado, com recomendação para a produção de primers bicomponentes de base aquosa e ricos em zinco, uma alternativa mais sustentável aos sistemas de base solvente. A companhia também enfatizará os sistemas de silanos multifuncionais, capazes de reduzir a emissão de VOC ou eliminá-la, com desempenho aprimorado.

GAFOR

A Gafor Distribuidora comemora dez anos de atividades durante a Abrafati 2013, contando com linha ampla de solventes e alguns produtos complementares. A Gafor anunciará ter conquistado a distribuição exclusiva de fluidos com a marca ExxonMobil, o contrato de exclusividade no país para os solventes leves da Axion Energy, da Argentina, a entrada na distribuição de óleos básicos parafínicos dos grupos I e II, além da representação dos plastificantes e álcoois da Elekeiroz, solventes da Petrobras e oxigenados da Butilamin. Na Argentina, a Gafor distribui os solventes da refinaria de Campana, da Axion Energy, dispersões acrílicas e produtos para tratamento de couros, da Basf.

GALSTAFF

A subsidiária brasileira da italiana Galstaff Multiresine lançará produtos para coil e can coating, além de ingredientes para tintas para madeira e reparos automotivos. Atuante em resinas e auxiliares químicos, a companhia está há 60 anos no mundo, contando com três fábricas na Itália, por meio das quais supre mais de 56 países. Sua linha tradicional de produtos também será divulgada durante a Abrafati 2013, incluindo resinas poliéster saturadas (base água, base solvente e para PU bicomponente), amínicas, alquídicas (curtas, médias e longas), isocianatos aromáticos e alifáticos, isocianuratos para PU bicomponente, poliéster insaturada para massas, linha de aditivos, pastas tixotrópicas e pastas pigmentadas para sistemas tintométricos, resinas para cura UV (epóxi acrilada, poliéster e uretânica) e oligômeros, entre outros.

HUNTSMAN

A empresa internacional será representada pelas divisões advanced materials e performance products. Entre os materiais avançados, a Huntsman mantém sua forte posição nos polímeros para sistemas epóxi. Apresentará na exposição o Modifier DW 1765, aditivo para sistemas sem solventes, auxiliando a reduzir a exsudação, blushing e névoa (tackyness), com destacada sensibilidade à água, oferecendo melhor brilho e resistência a riscos, como efeito de lubrificação superficial. A divisão de produtos de performance oferece ao mercado uma extensa linha de carbonatos e aminas especiais, com destaque para as Jeffamines, polieteraminas que conferem mais estabilidade, resistência e flexibilidade aos revestimentos industriais e decorativos.

Química e Derivados - Intertank-WISE-1000INTERTANK

Com 30 anos de experiência no desenvolvimento de soluções de tancagem, a Intertank reafirma sua posição de detentora do maior polo industrial de contêineres de aço inox da América do Sul, atuando com produção, venda e locação para os mercados onshore e offshore. Desta vez, a empresa lançará a unidade de carga Resa+Reca de 1.500 litros, feita de aço inox, com fácil manuseio e aproveitamento de espaço, podendo funcionar como tanques estacionários com unidade de refil. Também terá destaque a unidade de carga Wise, de mil litros, para armazenar líquidos, como tintas e outros. Os visitantes poderão conhecer o sistema de rastreamento por GPS Via Satélite, pelo qual os clientes podem acompanhar em tempo real a movimentação e a localização de sua frota de contêineres.

IPEL

Fornecedora de biocidas e de sistemas completos de monitoramento, sanitização e higienização de processos industriais, a Ipel, empresa brasileira com atuação em mais de 30 países, estará presente na Abrafati 2013 para apresentar ao mercado o Aquabit Ipel BP 20, fruto de pesquisas efetuadas pela companhia. Trata-se de uma solução aquosa (e não de uma dispersão, como é comum) de benzisotiazolinona a 20%, com a mesma eficiência das BIT convencionais, porém com a vantagem de não conter solventes liberadores de VOC. Os visitantes poderão conhecer os produtos de introdução recente, como o FAP 776, antimicrobiano para superfícies e também para uso como antifouling em pinturas marinhas, e o FAP 778, com ativos microencapsulados para proteção contra algas e antifouling em revestimentos, além do já conhecido AgNano 6010, com nanopartículas de sais de prata. A Ipel conta com certificações ISO 9000 e ISO 14000.

LANXESS

A transnacional de origem alemã será representada pelas unidades de negócios de pigmentos inorgânicos (IPG) e de proteção de materiais (MPP). A IPG exibirá seus pigmentos de alta performance das linhas Bayferrox e Colortherm, de alta resistência à luz, a intempéries e a agentes químicos. Como novidade, será apresentada a nova tecnologia de produção Penniman Red, para fabricação ambientalmente correta de pigmentos vermelhos de tonalidade clara, que será aplicada em uma fábrica em Ningbo (China), em fase de construção. Além de contar com pigmentos de ferro de alto desempenho, a Lanxess oferecerá aos clientes a Certificação de Conteúdo Reciclado, uma vez que consome sucata metálica em seu processo. A unidade de negócios MPP levará para a exposição seu amplo portfólio de biocidas para tintas e revestimentos, destacando o método para formulação de algicidas para filmes secos, que apresentam redução da lixiviação dos ingredientes ativos, permitindo aplicar dosagens menores e obter melhores resultados de proteção por prazo mais longo.

LUBRIZOL

Durante a exposição, a Lubrizol apresentará aos visitantes inovações tecnológicas voltadas a revestimentos para madeira, indústria geral, automotiva, construção e artes gráficas. A nova dispersão de poliuretano Turboset 2027 foi desenhada para melhorar o desempenho das tintas para madeira, sendo autoreticulante e livre de n-metil pirrolidona. A série de hiperdispersantes Solsperse V para sistemas de base solvente usados na indústria automotiva possibilita controlar a viscosidade e melhorar a estabilidade das tintas, além de permitir aumento da quantidade de pigmento durante a moagem. A Solsperse M, para o setor industrial, adotou o conceito de multicompatibilidade para concentrados de base solvente, com avanços em estabilidade, resistência à floculação, aumento do poder tintorial, além de permitir moagem sem resinas. Para o segmento de artes gráficas, a empresa lançará o Solsperse 88000, para tintas flexográficas ou offset de cura por UV.

MAKENI CHEMICALS

Aproveitará a Abrafati 2013 para anunciar a parceria recente com a Huntsman para a distribuição de dióxido de titânio de alta qualidade no mercado nacional. Também da Huntsman, a Makeni iniciará a distribuição de pigmentos translúcidos Altiris para fórmulas coloridas, com o diferencial de refletir os raios infravermelhos incidentes, proporcionando temperaturas interiores mais baixas e confortáveis. Podem ser usados sobre telhas e alvenaria, mas também sobre plásticos que formam esquadrias e persianas. A distribuidora fechou contrato com a Chromaflo Technologies para a linha de colorantes, sistemas tintométricos e dispersões pigmentárias para tintas e plásticos. Aos 38 anos de existência, a Makeni conta com um portfólio de mais de 400 produtos, sede em Diadema-SP e filial em Simões Filho-BA.

Química e Derivados - moinho-piramide-foto_04MOINHO PIRÂMIDE

Enfatizará suas competências para fornecer instalações completas para a produção de tintas e vernizes no regime de turn key. A sua atuação começa desde o projeto básico de engenharia, passando pela aquisição de materiais, execução de obras civis, fabricação, montagem e instalação de equipamentos, partida e treinamento de operadores. Fundada em 1987, produz equipamentos para mais de 10 mil aplicações, em setores como o de tintas, alimentos, farmacêuticos, químicos, cosméticos, resinas e celulose. Atualmente, empreende esforços para proporcionar redução de custos fixos aos clientes, mediante a melhoria de processos, menor consumo de energia e de matérias-primas.

Química e Derivados - Netzsch-psi-mixNETZSCH

A Netzsch Moagem lançará o dispersor econômico de alta pressão Omega, sistema inovador que opera a altas velocidades e pressões, sendo capaz de oferecer elevada produção com baixa ocupação de espaço, além de consumir menos energia que os equipamentos convencionais. Seu desenho permite rápida limpeza, acelerando a troca de cores. Além dele, terá destaque o dispersor em linha ?-Mix (“psi-mix”), indicado para dispersão e mistura de sólidos em líquidos, alcançando alto grau de umectação, mediante dosagem contínua de sólidos sob atmosfera de vácuo. Outro destaque é o moinho horizontal de esferas LMZ Zeta, que permite moagem de produtos diversos e sensíveis a altas temperaturas, admitindo controle automatizado, ao lado da linha completa de produtos para moagem em tintas.

ORION

A Orion Engineered Carbons apresentará um portfólio completo de pigmentos de negro de fumo, indicados para sistemas aquosos, solventes e também os isentos de qualquer solvente, além de atender os formuladores de tintas de impressão. A companhia adquiriu o negócio e as fábricas de negro de fumo que eram da Evonik, passando a contar com o mais amplo leque de tecnologias de produção, do gas black aos tipos furnaces. A companhia se esforça para atender aos desejos dos clientes, motivando o lançamento de produtos como o Printex Nature, baseado em fontes sustentáveis, e o XPB255, grade universal para os sistemas aquosos e solventes, ambos com fácil dispersão, acelerando a produção de tintas e reduzindo custos.

OXITENO

A companhia petroquímica brasileira enfatizará produtos mais amigáveis ao meio ambiente, lançando a linha Oximulsion de tensoativos isentos de alquilfenóis etoxilados (entre eles, o nonilfenol) para a polimerização de resinas. Com ela, a Oxiteno espera superar técnica e economicamente esses criticados tensoativos e oferecer melhor controle de partículas, minimizar a formação de coágulos, gerar látices com elevada estabilidade elastomérica e tintas com excelente resistência à abrasão úmida. Além disso, a companhia divulgará sistemas de solventes para tintas automotivas e coalescentes de baixo odor e VOC.

PERSTORP

A empresa de origem sueca apresentará seus novos produtos, com avanços significativos em sustentabilidade. Voxtar é a nova plataforma de produtos de pentaeritritol fabricada na Suécia com matérias-primas de origem renovável, apresentando as mesmas características de desempenho das linhas Penta e Di-Penta tradicionais, porém com redução de 75% da pegada de carbono. A linha Capa abrange amplo range de caprolactonas para melhorar as propriedades de poliuretanos, como flexibilidade, resistência mecânica e à abrasão, além de aumentar a adesividade aos substratos. A Perstorp reforçou sua atuação direta na América Latina nos últimos anos e quer apresentar aos clientes sua capacidade de gestão de cadeia de suprimento, atendimento ao cliente e desenvolvimento de mercado.

POLYSTELL

A produtora de aditivos multifuncionais alinha seus desenvolvimentos aos requerimentos atuais do setor em sustentabilidade e qualidade. Lançará na exposição: o antiespumante Polyapp 2848, com base em óleo mineral; os redutores de odor Polysmell AOD 7742 e AOD 7739 para tintas premium, isentos de nonilfenol e com baixa liberação de VOC, capazes de melhorar a dispersão de pigmentos e a resistência à lavabilidade; coalescente polimérico; promotores de adesão (Nano-PU); quelato de titânio (crosslinker); agente bactericida (Nano Prata); e dispersantes especiais de origem vegetal. O portfólio da companhia compreende também agentes de nivelamento, antifloculantes, anticrateras, dispersante/umectante para tintas de base aquosa, e dispersantes para pastas de pigmentos.

Química e Derivados - ProdismaqPRODISMAQ

Aproveitará a exposição para apresentar a envasadora gravimétrica semiautomática universal de sua fabricação, que pode acondicionar tintas, massas e texturas lisas de base água em qualquer tipo de embalagem. O equipamento usa bomba helicoidal de cavidades progressivas (Nemo), acionada por inversor de frequência, admitindo o controle do peso desejado por teclado, na faixa de 1 a 35 kg, com fechamento de tampas por sistema pneumático. A novidade apresenta fácil limpeza para permitir a troca rápida de cores, ajuste fácil para tipos diferentes de embalagem e elevado índice de nacionalização, sendo financiável mediante o Cartão BNDES em até 48 vezes.

RENTANK

A Rentank divulgará o aluguel de contenedores intermediários para granéis (IBC), feitos de aço inoxidável e homologados para transporte de produtos químicos, disponíveis nas capacidades de 500, 750, 1.000 e 1.500 litros. Também são oferecidos contenedores articulados tipo bag in box, para 1.000 litros. A Rentank pode operar na modalidade full service, mediante a qual assume todas as tarefas envolvidas no envio do produto, selecionando a embalagem mais adequada e cuidando da sua correta reutilização, higienização e disposição final, quando necessário. O serviço de descontaminação e inspeção dos contêineres tem certificação do Inmetro.

RHODIA

Empresa do grupo Solvay, lançará na Abrafati 2013 o monômero funcional Sipomer COPS-3, indicado para melhorar a lavabilidade em tintas de alta concentração de pigmentos (PVC), além de melhorar a estabilidade de emulsões, oferecer maior proteção anticorrosiva e aumentar a adesão a substratos inorgânicos. A unidade global de negócios Novecare vai reforçar entre os clientes a disponibilidade de surfactantes livres de alquilfenóis etoxilados, além dos aditivos para tintas aquosas e dos monômeros Sipomer, utilizados para a produção de espessantes associativos. No campo dos solventes, a Rhodia oferece sua linha de acetatos, álcoois, cetais, cetonas, ceto-álcoois, e glicóis, bem como os produtos da série Augeo, com ingredientes de origem natural renovável, capazes de substituir os éteres de glicol sintéticos com vantagens. A linha Augeo é totalmente fabricada no Brasil e está em fase de ampliação.

SINTEQUÍMICA

Celebrando 60 anos de atuação, a Sintequímica expõe sua linha completa de dispersões pigmentárias Sinterdye, além de pigmentos orgânicos, inorgânicos e produtos auxiliares para tintas imobiliárias, flexográficas e artísticas, bem como para outros setores industriais. Neste ano, lançou seu dióxido de titânio CR-02, com bons resultados de alvura, cobertura e dispersão. A linha Sinterdye foi acrescida com o amarelo 74, de alta performance, com solidez à luz mais alta.

UNIVAR

Uma das líderes mundiais no setor de distribuição química, a Univar ingressou no mercado brasileiro mediante a aquisição da Arinos Química, em 2011, mantendo a oferta local de resinas acrílicas, poliéster, epóxi, glicóis, solventes, dióxido de titânio, sílicas fosqueantes e outros. Para esta edição da Abrafati, a Univar destacará os pigmentos de negro de fumo fornecidos pela Orion Engineered Carbons, com 15 fábricas instaladas no mundo, gerando ampla gama de opções para os clientes. Alinhado com esse negócio, a distribuidora também apresentará a linha de dispersantes e aditivos de superfície de alto desempenho da representada Patcham, uma transnacional de origem árabe.

WACKER

A companhia levará para a exposição os produtos de suas divisões de polímeros e de silicones. A Wacker Polymers promoverá as resinas de acetato de vinila-etileno (VAE), de alto desempenho e baixo impacto ambiental, com boa relação de custo/benefício, sendo indicadas tanto para tintas quanto para adesivos. Fazem parte da linha de produtos da divisão as resinas termoplásticas vinílicas e olefínicas para os segmentos de impressão e embalagens, bem como ingredientes para melhorar as características e o desempenho de materiais de construção, como argamassas, pisos autonivelantes e outros. A Wacker Silicones, por sua vez, apresentará a tecnologia de polímeros híbridos terminados em alfa-silanos, indicados para a produção de impermeabilizantes líquidos, adesivos e selantes. Também estarão presentes as resinas de silicone para revestimentos industriais, proporcionando a eles características anticorrosivas e de alta resistência térmica e ao intemperismo. Tintas com silicones para proteção contra umidade e sílicas pirogênicas para controle reológico completam a exposição da companhia.

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