ABRAFATI 2011 – Com demanda garantida, setor busca tecnologias eficazes e sustentáveis

Química e Derivados, Abrafati 2011, Tintas, Revestimentos,Foro privilegiado da cadeia setorial, a Abrafati 2011 coloriu o cenário da indústria de tintas ao apresentar novas plataformas de matérias-primas de fontes renováveis e perspectivas otimistas quanto ao aumento do consumo per capita brasileiro – hoje, em torno de 7,2 litros – para 10 litros, no decorrer dos próximos anos, aproximando-se do consumo de países desenvolvidos, em torno de 15 litros até 20 litros.

As projeções de crescimento levam em conta investimentos em infraestrutura, novas construções e moradias, e também se baseiam no uso mais intenso de tecnologias verdes de alta performance e sustentabilidade, porém com menor custo.

Química e Derivados, Abrafati, Antonio Carlos de Oliveira, Tintas, Revestimentos, Abrafati 2011
Oliveira: é importante criar tecnologia aqui no Brasil

Os caminhos para o desenvolvimento do setor de tintas e vernizes podem ser trilhados em diferentes direções, concomitantemente, pois “existe um campo aberto para ser ocupado por empresas inovadoras”, como apontou o presidente do conselho diretivo da Abrafati, Antonio Carlos de Oliveira, em discurso de boas-vindas aos participantes da 12ª Exposição Internacional de Fornecedores para Tintas, realizada no Transamerica Expo Center, em São Paulo, de 21 até 23 de novembro.

As novas frentes acenadas para a cadeia de tintas são realmente promissoras pelo avanço de vários projetos, como a Copa do Mundo de Futebol de 2014 e a Olimpíada do Rio 2016, dos investimentos em habitações para combater o déficit de moradias, estimado em 23 milhões de unidades até 2022 – capazes de consumir 1,4 bilhão de litros de tintas –, reforço da infraestrutura com a aplicação de mais de R$ 2 trilhões nos próximos dez anos, abrangendo transportes, energia, petróleo e gás, telecomunicações e saneamento.

As oportunidades também estariam assentadas em projetos alternativos de geração de energia mais limpa e renovável, como a energia eólica e a solar, e na exploração de petróleo no pré-sal, exigindo revestimentos de altíssimo desempenho às condições marítimas.

“Já é possível enxergar diversas tendências e caminhos a serem seguidos pelas inovações na nossa cadeia. O primeiro deles é a busca de soluções sustentáveis, sintetizadas na expressão going greener.

O uso de novas tecnologias e processos e a necessidade de fazer mais com menos também estão arrolados, além das novas demandas geradas pelas mudanças climáticas e os processos ligados à inovação, à customização e ao desenvolvimento, que tendem a ser compartilhados e colaborativos, envolvendo muitas vezes aquilo que, no setor automotivo, chamamos de engenharia simultânea”, considerou o presidente do conselho da Abrafati.

Segundo acentuou Oliveira, a busca da sustentabilidade se tornou um imperativo para a cadeia de tintas, merecendo especial destaque os investimentos em pesquisa e a utilização de matérias-primas de fontes renováveis. “Fazem parte do nosso compromisso, desde já, muitos outros temas, como a utilização racional de recursos, a minimização de riscos na produção e na aplicação, a disponibilização de produtos com zero ou baixo índice de VOC, o gerenciamento adequado de resíduos e de embalagens e a transformação da indústria de tintas numa operação de baixo carbono”, sintetizou.

Como um dos grandes players do mercado mundial de tintas, quarto maior produtor, atrás apenas dos Estados Unidos, China e Alemanha, “temos também a preocupação de desenvolver mais tecnologia no país, pois, para assumir nova dimensão no cenário global, o país precisa refletir posição também no âmbito do desenvolvimento científico e tecnológico”, considerou Oliveira.

Mix com sustentáveis – A sustentabilidade é fonte de inspiração e norteia expressiva parcela dos desenvolvimentos apresentados nessa Abrafati. As inovações são inúmeras e partem da Bandeirante Brazmo, Reichhold, Basf, Cytec, Rhodia, Dow, Bayer, Oswaldo Cruz Química, Nitro Química, Colormix, Celanese, Wacker, M.Cassab, entre muitas outras empresas.

A fim de substituir solventes não sustentáveis, como os hidrocarbonetos, os clorados e os éteres de glicol, a Bandeirante Brazmo desenvolveu um mix de solventes à base de ésteres, alcoóis e de glicerina, para aplicações em tintas para madeiras e metais, para atender os mercados de pintura original e repintura automotiva, linha branca, autopeças, entre outros.

“Buscamos inovar seguindo o rumo da sustentabilidade, oferecendo alternativas às indústrias de tintas para que promovam a migração para solventes com performance, mas com menor potencial toxicológico e, por conta disso, começamos a produzir, em outubro, solventes mais sustentáveis da linha Bansis Eco, na unidade de Mauá-SP, por enquanto, em escala piloto”, destacou José Carlos Menezes, gerente de mercado da Bandeirante Brazmo.

Inicialmente fornecidos para testes entre as indústrias do setor, as novas misturas de solventes estão sendo produzidas em seis diferentes grades e em volume total em torno de 1.500 m3, mas já há capacidade instalada para produzir algo em torno de 4 mil m³/mês.

Para repintura automotiva, o novo thinner desenvolvido pela Bandeirante Brazmo, em comparação com solventes convencionais, alcançou resultados significativos nas reduções de VOC (superior a 50%) e de aromáticos (entre 15% e 54%), conseguindo eliminar a presença de tolueno.

Em reciclabilidade, os resultados oscilaram entre 43% e 83%, e os conteúdos de matérias-primas de fontes renováveis alcançaram percentuais entre 32% e 50%. Outro dado animador para as indústrias foi a redução de custos obtida com a nova fórmula, superior a 10%, fato que também, de acordo com as expectativas da empresa, deverá estimular a utilização do novo produto em grande escala.

Na limpeza de autopeças, os upgrades proporcionados com a novidade em matéria de sustentabilidade também foram consideráveis. Reduziu-se em mais de 28% o VOC e entre 29% e 68% o uso de aromáticos. O custo também baixou em mais de 15%, e a fórmula ficou isenta de tolueno. O conteúdo de matérias-primas de fontes renováveis chegou a 43% e a reciclabilidade aumentou entre 20% e 60%.

Química e Derivados, João Miguel T. Chamma, Bandeirante Brazmo, VOC, Solventes, Abrafati 2011
Chamma: produtos inovadores ajudam clientes a aumentar competitividade

A nova linha Bansis Eco também propiciou resultados consideráveis para os vernizes para madeiras. Além de custos menores, reduções no uso de aromáticos até 61%, e de VOC em mais de 9%, a nova fórmula contém entre 25% e 32% de matérias-primas de fontes renováveis, também é livre de tolueno, e alcançou até 58% de reciclabilidade, de acordo com os testes comparativos realizados pela própria empresa.

Dentro da linha estratégica de associar alto desempenho e sustentabilidade, a distribuidora inovou ao trazer ao mercado soluções em solvência capazes de gerar um binômio performance/custo positivo, com ganhos em sustentabilidade. O resultado: produtos menos agressivos, de baixo VOC e conteúdo de aromáticos. “Acreditamos que, dessa forma, trazendo inovações aos clientes, possamos contribuir para o aumento da sua competitividade”, considerou João Miguel T. Chamma, atual diretor comercial da Bandeirante Brazmo.

Resinas mais seguras – A busca de soluções sustentáveis e seguras em tintas para embalagens, principalmente para alimentos, também tem mobilizado pesquisadores e empresas no mundo todo, constituindo tema recorrente em congressos científicos internacionais. E foi pensando em oferecer às indústrias uma opção de baixo conteúdo de migração, extração e baixo odor que a Cytec desenvolveu a série de resinas Ebecryl Leo para tintas e acabamentos para embalagens de alimentos e de medicamentos.

“Produzidas de acordo com as Boas Práticas de Fabricação, as resinas Ebecryl Leo foram concebidas para mitigar potencial de migração e proporcionar redução significativa da liberação de odor. Comparadas com as resinas de cura UV convencionais, oferecem novas opções aos formuladores, para a produção de tintas, revestimentos e OPV para embalagens de alimentos e de fármacos, atendendo aos regulamentos europeus, e não contendo ingredientes regulados”, informou Paulo Roberto Vieira Jr., coordenador de serviços técnicos para a América do Sul da Cytec Brasil Especialidades Químicas.

Paulo Roberto Vieira Jr, Cytec, Especialidades Químicas, Resinas mais seguras, Abrafati 2011
Vieira Jr.: resina para UV confere alto brilho sem liberação

Outro aspecto interessante da nova resina é proporcionar alto brilho e qualidade de impressão para ampla variedade de embalagens, incluindo rótulos, filmes, selos, cartonados e revestimentos para embutidos.

Para atender à demanda crescente por renováveis, observada nas aplicações de tintas nos setores industrial, automotivo, madeiras, metais e plásticos tanto poliolefínicos como PET e PVC, a empresa também desenvolveu oligômeros de alto peso molecular (também conhecidos como resinas) e monômeros de baixo peso molecular (denominados diluentes), parcialmente baseados em fontes renováveis, para a produção de tintas com conteúdos verdes para pintura, impressão e acabamentos. Trata-se da série Ebecryl 5000 de bio-oligômeros, incluindo oligômeros e monômeros, capazes de manter as propriedades de impressão, a umectação de pigmentos e os desempenhos químico e mecânico em patamares superiores aos dos convencionais sistemas de cura por radiação UV.

“O conteúdo renovável nos bio-oligômeros da série Ebecryl 5000 varia de 10% a 62%, incluindo monômeros, ou os chamados diluentes reativos, e oligômeros epóxis e poliésteres, além de derivados acrilados de óleo de soja epoxidado e derivados de gliceróis acrilados”, explicou Vieira Jr.

Tanto os oligômeros de cura UV Ebecryl quanto as resinas Ebecryl Leo oferecem vantagens de processamento, permitindo a cura instantânea quando expostos à luz UV ou aos feixes de elétrons (EB), representando, segundo Vieira Jr., alternativas ecológicas aos sistemas convencionais de resinas aquosas ou com solventes.

Química e Derivados, André Luiz de Oliveira, Reichhold, coatings, resinas sólidas,
André Oliveira: Linha de alquídicas em base água ganhou novos itens

Alquídicas verdes – A nova plataforma de resinas alquídicas da Reichhold, em forma de látices de baixo VOC, e solúveis em água, foi concebida para dar cobertura a metais e madeiras, com base em matérias-primas de fontes renováveis, como óleos vegetais e polióis derivados de vegetais.

André Luiz de Oliveira, responsável pelo desenvolvimento do mercado de coatings da Reichhold, explica que o propósito da empresa foi ampliar a oferta de resinas sólidas alquídicas em base aquosa, passando de uma única opção, lançada em 2009 (Beckosol Aqua 201, para esmaltes e vernizes sintéticos), para seis novas, com a mesma performance das resinas alquídicas em base solvente.

A linha Beckosol Aqua conta com teor de 55% de sólidos e se aplica a stains para madeiras, primers industriais para aplicações em metais, primers de uso geral para aplicações em madeiras, esmaltes sintéticos para acabamentos, possuindo também uma versão pigmentada. Modificada com acrílico, e com 61% de sólidos, destina-se à pintura de madeiras e oferece outras vantagens, como ser isenta de alquilfenol etoxilado (Apeo-free), apresentar VOC menor do que 50 g/l e dispensar coalescente para a formação de filme. Segundo Oliveira, as novas alquídicas já estão sendo fornecidas globalmente, encontrando-se, no Brasil, em fase de testes.

Com alto teor de sólidos, a empresa oferece as resinas alquídicas Beckosol 15-278, em óleo de soja, para aplicações em esmaltes sintéticos imobiliários, esmaltes industriais e vernizes para madeiras, além das resinas alquídicas Beckosol 15-254, para as mesmas aplicações, mas com elevada viscosidade.

Outras novidades da Reichhold ficaram por conta de resinas acrílicas estirenadas (Arolon 21-032) e de emulsões acrílicas hidroxiladas (Arolon 5900). As primeiras são termoplásticas, parcialmente de fonte renovável, diluídas em blenda de solventes, indicadas para formulações de tintas industriais, com resistência a altas temperaturas, e vernizes para acabamentos arquitetônicos ou para proteger telhas, tijolos e cerâmicas.

Química e Derivados, Antonio Fornereto, M.Cassab, HEC, Solúveis em Água, Abrafati 2011
Fornereto: espessante celulósico oferece vantagens

HEC solúveis em água– A busca de soluções inovadoras se intensificou de tal modo entre os fornecedores de matérias-primas que os fabricantes de tintas imobiliárias/decorativas já poderão contar a partir do próximo ano com a nova oferta da M.Cassab de hidroxietilcelulose (HEC), polímeros de celulose fornecidos em pós e solúveis em água para a produção de resinas destinadas a aplicações em tintas imobiliárias e decorativas em base água e a vários outros produtos industriais. “Estamos negociando uma nova operação com a Samsung Fine Chemicals, da Coreia, para sua representação no Brasil e distribuição exclusiva de HEC ao mercado brasileiro”, informou Antonio Fornereto, gerente geral da divisão química da M.Cassab.

Os grandes diferenciais desse HEC residem na sua alta estabilidade, no grande poder de mistura e nos diferentes graus de viscosidade que serão proporcionados, de acordo com as necessidades dos fabricantes.

Além da nova parceria, a M.Cassab também destacou fornecimentos tradicionais de grandes produtores, como Oxiteno, DuPont, Basf, Eastman, Evonik, Invista, Perstorp e Lanxess, abrangendo solventes, coalescentes, pigmentos orgânicos, dióxidos de titânio, isocianatos alifáticos, intermediários para resinas, antiespumantes, dispersantes, nivelantes, espessantes, entre vários outros.

Emulsões de VAE – A produção de tintas imobiliárias de alta performance e baixo VOC (menor do que 50 g/l), isentas de Apeo e amigáveis ao meio ambiente se tornou realidade em vários países da Europa, Ásia e nos Estados Unidos, nos quais as emulsões de acetato de vinila e etileno (VAE) da Celanese foram introduzidas há anos. A partir de agora, porém, a empresa, estreante na Abrafati, também pretende difundi-las entre os produtores no Brasil.

Química e Derivados, Sidnei Lamim, Celanese Emulsion, Emulsões de VAE, Abrafati 2011
Lamim: emulsões de VAE reforçam e estrutura para disputar mercado local

Com sede em Dallas, no Texas (EUA), a empresa, de acordo com Sidnei Lamim, gerente de tecnologia e aplicações para a América do Sul da Celanese Emulsion Polymers, possui oito fábricas em operação no mundo dedicadas à fabricação das emulsões de VAE. “Oferecemos ampla linha de emulsões de alta performance em se tratando de VAE, vinil-acrílicas, cem por cento acrílicas e copolímeros especiais, e já comprovamos aos clientes a possibilidade de formular tintas de alta qualidade sem adicionar solventes coalescentes quando se parte das emulsões EcoVAE”, comentou Lamim.

A última geração de emulsões VAE, isentas de alquilfenóis etoxilados, é representada por produtos que levam a marca EcoVAE, destinando-se à formulação de tintas imobiliárias de alta qualidade e de baixo ou zero VOC.

A linha EcoVAE é composta de três diferentes formulações. A emulsão EcoVAE 401, de baixo a zero VOC, proporciona baixo odor, oferece resistência às lavagens e à abrasão, e atende aos requisitos regulatórios e de desempenho. A EcoVAE 405, por sua vez, oferece estabilidade em situações de congelamento e descongelamento, tem baixo odor e é altamente resistente a desgastes. Por último, a EcoVAE 501 é uma emulsão de alta performance para tintas arquitetônicas foscas e não foscas e que apresenta VOC abaixo de 50 g/l.

Química e Derivados, Reinaldo Passini, Wacker, Isentas de Plastificantes, Abrafati 2011
Passini: copolímero VAE dispensa aditivos e cosolventes nas tintas

Isentas de plastificantes – Conciliar alto desempenho e baixo ou zero impacto ambiental também é a proposta da Wacker
Química do Brasil. A empresa promoveu na Abrafati 2011 várias palestras com o intuito de melhor apresentar seus insumos, como as dispersões de copolímeros de acetato de vinila e etileno (VAE), para tintas e revestimentos decorativos, isentas de compostos potencialmente perigosos.

Sob vários aspectos, as dispersões de VAE de alto desempenho apresentam vantagens. A principal delas, segundo Reinaldo Passini, gerente de vendas da área de polímeros para a América do Sul, reside no fato de o etileno ser incorporado na cadeia do polímero, atuando como plastificante interno, dispensando o uso de aditivos. A essa vantagem, somam-se ainda a pouca ou nenhuma necessidade de adição de cosolventes, a redução ou a eliminação dos agentes de formação de filme, evitando as migrações, e também a alta flexibilidade e formação de filme mesmo sob baixas temperaturas (abaixo de 5ºC).

Produzidas sem formaldeído e sem Apeo, apresentam também teor reduzido de monômeros residuais de acetato de vinila (menor do que 200 ppm), assegurando formulações com baixo teor de VOC (menor do que 5g/l). “Graças às suas propriedades únicas, as novas dispersões VAE Vinnapas não oferecem apenas excelentes propriedades técnicas, mas também permitem formular tintas e revestimentos com baixo VOC, atuando como ligantes e conferindo aderência e coesão, bem como propriedades de brilho, flexibilidade e dureza”, acrescentou Passini.

Química e Derivados, Camila Dietrich, Wacker, Silicones,
Camila: resinas de silicone ganham espaço em aplicações de proteção

A área de silicones da Wacker também apresentou soluções para tintas e revestimentos arquitetônicos, visando à proteção de fachadas com tintas de emulsão de resinas de silicone. “Temos observado que a restauração e a manutenção das construções são as áreas que apresentam os maiores crescimentos nos últimos anos e que a baixa absorção de água, a permeabilidade a vapores, a aderência aos substratos, as propriedades de proteção contra poluentes e a durabilidade são requisitos-chaves para os revestimentos decorativos, requisitos atendidos pelas resinas de silicone”, considerou Camila Dietrich, gerente de vendas da área de silicones para a América do Sul da Wacker Química do Brasil.

Outra novidade apresentada pela companhia ficou por conta da resina de silicone intermediária e fluida Silres IC 368. Isenta de solventes, torna os revestimentos industriais altamente resistentes às intempéries. Sua versatilidade abrange recomendações de uso em combinação com resinas que possuem quantidade muito elevada de sólidos e também para modificar resinas alquídicas, resinas acrílicas hidroxi-funcionais e resinas de poliéster hidroxi-funcionais, utilizadas em revestimentos industriais para madeiras e metais, e também para a pintura de bobinas metálicas. A nova resina de silicone também apresenta eficiência superior em comparação aos demais intermediários em base silicone.

Tecnologia poliaspártica – Oferecer alta proteção anticorrosiva a substratos metálicos, cimentos e concretos é a finalidade da nova tecnologia poliaspártica destacada pela Bayer nessa Abrafati. Trata-se de sistema bicomponente, integrado por polímeros puros contendo grupos amínicos funcionais (Desmophen NH), que reagem com isocianatos puros (Desmodur-N), representando alternativa aos sistemas poliuretânicos convencionais.

“Lançamos essa tecnologia há quatro anos, mas estamos introduzindo resinas que propiciam novas funcionalidades às tintas, como secagem rápida sem solventes, e ainda, numa única demão, permitem aplicar altas espessuras, até 400 micrômetros, formulando revestimentos com altíssimo teor de sólidos e com VOC praticamente igual a zero”, informou Alberto Hassessian, gerente geral da unidade de negócios Tintas, Adesivos e Especialidades para a América Latina da Bayer MaterialScience.

A altíssima resistência à abrasão é também outra característica da nova tecnologia que foi utilizada na pintura do piso de toda a arquibancada de um estádio de futebol em Santiago do Chile, em 2010.

Outra linha enfatizada pela companhia foi a Bayhydrol. Constituída de dispersantes poliacrílicos em base água (PAC) e de dispersantes de poliuretano (PUD), em combinação com reticulantes de poli-isocianatos hidrolizados (Bayhydur), possibilita formular sistemas de recobrimento de dois componentes em base água.

Em adesivos de contato, coube destaque à linha de dispersões aquosas de policloropreno (Dispercoll C) e, em se tratando de adesivos termoativáveis, o destaque ficou por conta das dispersões de poliuretano (Dispercoll U), que oferecem propriedades de resistência ao calor.

“Nossas soluções atendem às atuais necessidades de mercado com excelentes propriedades produtivas e resistência química comparáveis aos tradicionais sistemas de base solvente, porém de forma mais sustentável”, finalizou Hassessian.

Centenária inova – Com experiência consolidada na área de polimerização de emulsões aquosas homopolímeras, copolímeras e terpolímeras, a Clariant destacou seu novo portfólio de emulsões Mowilith, marca que irá completar 100 anos em 2012, a contar desde o lançamento de sua primeira patente. Ambientalmente amigáveis, as novas emulsões foram desenhadas para atender os segmentos de tintas decorativas para usos interno e externo, vernizes, esmaltes e lacas para madeiras, revestimentos para metais, entre outros.

Em terceira geração, o terpolímero Mowilith LDM 2466/2455 foi concebido para emprego em tintas para interiores e exteriores, linhas premium e econômicas, além de massas e texturas. Já o Mowilith LDM 2400 incorpora o novo conceito para formulação de tintas ecológicas de baixa emissão de contaminantes, enquanto os terpolímeros Mowilith LDM 2250/2251 apresentam novo sistema de polimerização de alta tecnologia (Core-Shell), para uso em revestimentos de alto desempenho, como esmaltes, vernizes e lacas para madeiras, tintas para exteriores, revestimentos para telhados, e tintas anticorrosivas para metais, aplicadas diretamente. Outra inovação em polimerização está em Mowilith LDM 2801, que propicia formulações em escala nano, oferecendo novo patamar de desempenho para seladores, fundos preparadores, stains para madeiras, alvenarias, gessos, cimentos queimados, entre outros. Outra inovação em nanomaterial está na linha Nipasafe, nova tecnologia em encapsulamento de biocidas em escala nano, para emprego em tintas para exteriores, com ação fungicida e algicida, sendo resistente à lixiviação.

Segundo destacou Pablo Cadavid, gerente global de produto e gerente da unidade de negócios Emulsions para o Brasil, a nova geração de terpolímeros apresenta custo/benefício competitivo perante os acrílicos puros e estirenados.

Extensor nacional de TiO2– As inovações em matérias-primas nacionais também despertam grande interesse dos produtores de tintas em virtude de maiores facilidades de oferta e de custos competitivos, a exemplo dos desenvolvimentos nas áreas de pigmentos brancos e de terpolímeros, realizados pela Oswaldo Cruz Química.

Química e Derivados, Julio Cesar B. Fortunato, Oswaldo Cruz Química, Abrafati 2011, pigmentos, dióxido de titânio
Fortunato: extensor pode reduzir em 30% o consumo de titânio

Em lançamento na Abrafati 2011, os pigmentos brancos da linha Fortwhite 8030 atuam como extensores de dióxido de titânio, substituindo-o parcialmente, com excelente opacidade. Apresentados em emulsão com 30% de sólidos, proporcionam às tintas arquitetônicas custo final bem mais vantajoso, de acordo com Julio Cesar B. Fortunato, diretor da Oswaldo Cruz Química.

Comercializados há quase dois anos com sucesso “exorbitante”, nas palavras do diretor Fortunato, os terpolímeros nacionais representam as alternativas mais viáveis às resinas acrílicas estirenadas de alta qualidade, situando-se no mesmo nível de desempenho, comparativamente, nas aplicações em tintas imobiliárias, e oferecendo também isenção de odor, baixo VOC, alta lavabilidade e custo competitivo. Sob o nome comercial Fortcryl 6200, trata-se de um terpolímero acrílico em dispersão aquosa, cujo maior emprego ocorre como ligante na fabricação de tintas látex.

Em matéria de ligantes, a empresa também destacou Fortcryl 6850, para a fabricação de esmaltes sintéticos em base água, bem como tintas e vernizes de alto brilho para cerâmicas e telhas com alta resistência à água. “Com essa resina em base água, conseguimos oferecer alta aderência aos substratos metálicos ferrosos e não ferrosos”, observou Fortunato.

O portfólio da empresa conta também com dispersantes de alto poder, moagem de pigmentos e cargas, espessantes acrílicos associativos em dispersão aquosa, copolímeros acrílico-estirenados em dispersão aquosa, empregados como ligantes na fabricação não só de tintas látex, como também de texturizados, grafiatos e massa corrida, resinas alquídicas, curtas, médias, longas e fenoladas, e também em óleo de soja, para tintas decorativas e industriais.

Química e Derivados, Marcelo Sigalla, Nitroquíumica, Vernizes, Tintas, Abrafati 2011
Sigalla revela planos de expandir produção de nitrocelulose para UV

Novidades em nitrocelulose– O mercado de tintas e vernizes curáveis por radiação UV também pode contar com desenvolvimentos nacionais em resinas de nitrocelulose. Lançadas pela Nitroquímica na Abrafati 2011, elas são isentas de VOC e produzidas com matérias-primas biorrenováveis, biodegradáveis e atóxicas. Trata-se das linhas Ecocell UV e Greencell. A primeira, com 50% de conteúdo renovável, é umectada com isopropanol (30%) e destinada a formulações de tintas de cura UV, aplicáveis em diferentes substratos, como madeiras, plásticos para embalagens e metais, sendo disponibilizada ao mercado em monômeros de tripropilenoglicol diacrilado e trimetilolpropano triacrilado.

“Nossa intenção é construir uma nova unidade industrial somente para fabricar a linha Ecocell UV, mas, por enquanto, estamos produzindo em escala piloto dentro de nossa fábrica em São Miguel Paulista-SP”, afirmou Marcelo Sigalla, gerente de mercado internacional da NitroQuímica.

Em duas versões (Ecocell UV 1101 e Ecocell UV 1102), a nova linha forma filmes com propriedades termofixas e resistentes a solventes, oferecendo qualidade em brilho, umectação e alastramento, além de ser considerada sustentável.

Por sua vez, a linha Greencell possui 80% de conteúdo biorrenovável, é umectada com etanol (35%) e apresentada em diferentes graus de viscosidade. Ambas, porém, contam com o selo Napim, conferido pela National Association of Printing Ink Manufacturers, representante da indústria de tintas de impressão nos Estados Unidos.

Base água em padrão solvente – O mercado de tintas industriais de performance sob as mais extremas condições é alvo dos investimentos em pesquisas e desenvolvimentos também da Dow, que lançou nessa Abrafati a linha de dispersões de resinas epóxi em base água denominada Oudra. Destinada a revestimentos de proteção, dutos, tanques, embarcações, pontes, contêineres etc., possui várias versões. OudraSperse WB 6001 é uma dispersão aquosa de resina epóxi sólida de baixo peso molecular, do tipo 1. Isenta de solventes, suas maiores vantagens em relação às convencionais líquidas residem na capacidade de aderir mais aos substratos e resistir mais à corrosão. “Sólida na temperatura ambiente, sua emulsão é recomendada para aplicações sobre aço carbono e sobre concreto, a fim de protegê-los contra a corrosão”, explicou Juliana Serafim Francisco, executiva de serviços técnicos e desenvolvimento da Dow.

Outro desenvolvimento da família é a OudraSperse WB 3001, resina epóxi líquida emulsionada em água para aplicações sobre substratos metálicos, concretos e misturas de cimento, concreto e epóxi, entre outras.

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Juliana: dispersões de epóxi em água melhoram adesão e proteção

Com alta resistência química e térmica, a família Oudra também oferece a nova resina epóxi novolac. Semissólida em emulsão, “trata-se de resina capaz de produzir matrizes poliméricas altamente reticuladas, resistentes ao calor e a químicos, tal qual as resinas novolac em base solvente”, destacou Juliana.

A temperatura vítrea do epóxi termocurável OudraTherm (HPC 6508), resina epóxi sólida especial para revestimentos em pó de epóxi termocurável, por sua vez, pode chegar a 150ºC; e, na versão OudraTherm (HPC 6510), a 170ºC.

Para oferecer maior flexibilidade e resistência ao impacto, a Dow também desenvolveu a resina epóxi sólida OudraTough HPC 104. Modificada, mantém inalteradas a temperatura de transição vítrea e a viscosidade de fusão do revestimento.

Em resinas epóxi, a empresa também lançou OudraCool HPC 6615, modificada por base de bisfenol A para cura sob baixa temperatura.

A linha Oudra também abrange dez diferentes tipos de agentes de cura de epóxi em base água. Um dos destaques dessa linha é OudraCure HPC 90, agente de endurecimento e cura fenólico modificado, com o intuito de oferecer maior reatividade e adesão.

Ao participar do 12º Congresso Internacional de Tintas, paralelo à Abrafati 2011, a DuPont Titanium Technologies acentuou a expansão da capacidade global de produção de dióxido de titânio, oficializada em maio último, incluindo novos pontos de produção nas instalações da empresa situadas em Altamira, no México, bem como investimentos em melhoria de produtividade em outras unidades de produção de TiO2.

Segundo comunicado da empresa, a nova linha de Altamira receberá aporte de investimento no valor de mais de US$ 500 milhões e deverá estar concluída até o final de 2014, apresentando capacidade para produzir cerca de 200 mil t/ano. Em decorrência de processos de modernização implementados em cinco outros sites de manufatura do pigmento, durante os próximos três anos também haverá um acréscimo em capacidade da ordem de 150 mil toneladas/ano.

Oferta de pigmentos aumenta – O setor de tintas deverá se tornar bem mais colorido com a entrada em operação de um tradicional player do setor de distribuição de químicos na produção de pigmentos. Trata-se do grupo Formitex, que acaba de adquirir a Colormix e se revela disposto a incrementar a oferta ao mercado brasileiro, tornando-a mais ampla e acessível.

Participando da Abrafati 2011 já sob a gestão da nova liderança, a Colormix atuará principalmente no atendimento às pequenas e médias empresas que fazem uso de ampla gama de pigmentos orgânicos, inorgânicos, de efeito e dispersões pigmentárias, para dar cobertura às demandas dos setores de tintas imobiliárias, industriais, automotivas, para impressão e para plásticos, incluindo também o atendimento das necessidades dos setores de cosméticos e de higiene e limpeza.

“O Brasil importa US$ 350 milhões em pigmentos ao ano para suprir uma demanda gigantesca, requerendo, portanto, mais opções de fornecimento e de fabricação e, por isso, resolvemos investir nesse novo projeto para nos tornarmos um relevante fornecedor de pigmentos para o mercado de tintas e outros setores usuários”, afirmou Carlos Fernando de Abreu, vice-presidente da área química do grupo Formitex.

Com três décadas de atuação no setor de pigmentos, a Colormix representou uma ótima aquisição em virtude da experiência acumulada ao longo dos anos e da oportunidade apresentada para o grupo de abraçar uma nova e promissora área de negócios.

De acordo com Abreu, a ideia, que já está sendo implementada, é representar as melhores marcas mundiais de pigmentos e trazê-las para o mercado brasileiro, operando por meio de acordos de representação e de distribuição, inclusive com vendas indent.

“Já firmamos acordos com cinco empresas e o próximo acordo já se encontra em fase de negociação com um grande fornecedor de pigmentos metálicos e de efeito”, antecipou. O elenco de representadas e distribuídas até o momento é integrado por empresas como a Choksi Exports, Jeco Pigments, Yipin Pigments, Óxidos Rojos de Málaga e Longkou Pigments.

A Choksi Exports, da Índia, é uma grande fabricante de pigmentos orgânicos azuis e verdes à base de ftalocianinas da marca Deepra. “O grande diferencial da Choksi é que eles são produtores de azuis e de verdes em toda a gama de grades, com qualidade assegurada, para aplicações em polímeros poliolefínicos, borrachas, PVC, masterbatches, entre outros”, acrescentou o vice-presidente do grupo Formitex.

Da Jeco Pigments, da China, a Colormix também irá abastecer o mercado com pigmentos orgânicos de alta qualidade, conhecidos como pigmentos HPP (High Performance Pigments). “Também estamos lançando nesta Abrafati linha de produtos das mais modernas e revolucionárias do momento, constituída de preparações sólidas de pigmentos para sistemas em base água, um concentrado de pigmentos vermelhos, amarelos, violetas etc., de grande importância para os setores de tintas e de plásticos que oferecem alto desempenho na produção”, informou.

Da Yipin Pigments, a Colormix foi buscar os óxidos de ferro amarelos e vermelhos, grandes especialidades da empresa chinesa que atua há seis décadas nesse tipo de oferta. Da Óxidos Rojos de Málaga, da Espanha, a Colormix traz os óxidos de ferro vermelhos naturais, cuja principal característica é a excelência em qualidade anticorrosiva, “essencial para a fabricação de tintas marítimas, uma vez que os óxidos de ferro sintéticos não garantem o mesmo nível de qualidade para aplicações mais críticas, como a pintura de plataformas de petróleo”, considerou o executivo.

Da Longkou Pigments, da China, a Colormix está trazendo ultramarine blue, pigmentos azuis inorgânicos da marca Windstar, com larga aplicação no mercado de plásticos. De acordo com Abreu, a Colormix também irá atuar fortemente na área de blends de pigmentos, oferecendo produções taylormade, feitas sob medida e com exclusividade.

“Já estamos desenvolvendo também dispersões de pigmentos para sistemas em base água e dispersões de pigmentos para a indústria de plásticos com sistemas plastificantes, sem ftalatos, e fortalecendo toda a nossa estrutura para oferecer cobertura nacional a todos os clientes, com agilidade, apoio técnico e mantendo suprimentos com regularidade”, finalizou.

Especialidades para proteção – Soluções para proteção e preservação de tintas e pigmentos de alta performance foram os grandes destaques da Lanxess nessa Abrafati. Participando do evento por intermédio da unidade de negócios Material Protection Products, a empresa apresentou seus mais recentes desenvolvimentos contra a infestação por fungos, algas, bactérias e insetos. Na linha de biocidas, foram concebidos para preservar revestimentos e embalagens (in-can), produtos em base água. Outros destaques estão nas linhas de fungicidas e algicidas destinados a proteger os filmes secos contra infestações e também nas linhas de inseticidas e fungicidas para madeiras, aplicáveis tanto em revestimentos em base água como em base solvente.

“Um dos lançamentos da linha de fungicidas e algicidas para proteção do filme seco é o Sporgard, produto indicado para a indústria da construção, que combate todos os tipos de fungos internos e possui elevados padrões industriais, sendo livre de VOC, estável em altas temperaturas e contra a luz, inodoro e não agride o meio ambiente”, explicou Luís Gustavo Ligere, coordenador regional de vendas da unidade de negócios Material Protection Products da Lanxess.

Já a gama de pigmentos de alta performance atende as indústrias com o propósito de superar as crescentes exigências de mercado no tocante à qualidade e a propriedades como constância de cores, alto poder de tingimento e fácil processabilidade.

Nessa área, a empresa destacou os pigmentos em tons de vermelho para aplicações em tintas e revestimentos e os pigmentos amarelos com propriedades especiais. Os vermelhos da linha Bayferrox 100 cobrem ampla gama de tonalidades, abrangendo desde amarelados, até azulados. Suas propriedades especiais resultam, principalmente, do processo Laux, que atribui aos pigmentos alta resistência ao calor, protegendo a cor mesmo quando submetidos a moagens ou dispersões. Os pigmentos amarelos Bayferrox Lom, produzidos em Porto Feliz, no interior paulista, apresentam, por sua vez, baixa absorção de óleo e, em virtude de sua micronização, oferecem baixa viscosidade.

De acordo com Giselle Martins, coordenadora do Global Competence Center para a América Latina da Lanxess, o pigmento amarelo (Bayferrox 912 Lom) foi especialmente desenvolvido para pastas pigmentárias altamente concentradas e sua micronização garante maior dispersabilidade, especialmente em dispersores de alta velocidade.

Cintilância e brilho às cores – A Basf também promoveu vários lançamentos na área de pigmentos nessa Abrafati. O novo pigmento de efeito para aplicação em tintas decorativas, concreto, metais, madeiras e até papéis de parede Firemist Velvet Pearl EH-921, à base de lamelas de vidro, recobertas com dióxido de titânio, por ser transparente, promove cintilância à cor de base ao receber iluminação direta, podendo assumir aspecto de neve recente, reproduzir efeitos de pátina, cobre e prata. Além de ser totalmente amigável ao meio ambiente e inovador, podendo ser considerado um pigmento de efeito pioneiro, para uso em design de interiores, segundo enfatizou José Marcos Qualiotto, gerente de mar­keting técnico da área de pigmentos, resinas e aditivos da Basf.

Luminosidade e cintilância para cores saturadas em tons dourados são oferecidas pelo novo pigmento Brilliant Gold L 2050 (EH 792) da marca Paliocrom da Basf. Desenvolvido no centro técnico da Alemanha, trata-se, de acordo com Qualiotto, de uma inovação apresentada pela empresa, composta de lamelas de alumínio do tipo silver dólar, que podem ser revestidas com óxidos de ferro em diferentes espessuras, desde 20 nm (gold), passando para 30 nm (orange) até 120 nm (red), com a finalidade de poder criar, com um mesmo tipo de pigmento, diferentes escalas e variações de cores, do dourado brilhante ao vermelho intenso. Outro aspecto interessante do novo pigmento está ligado ao processo de deposição por vapor.

Em fase de introdução nas tintas para pintura automotiva original, a Basf também destacou o pigmento inorgânico Orange L 2430 da marca Sicopal. Laranja brilhante, apresenta novo índice de cor (Pigment Orange 82) e mais alta capacidade de cobertura das superfícies, oferecendo maior resistência aos desgastes térmicos. Além de sua durabilidade, apresenta a vantagem de não conter chumbo.

Pigmentos brancos perolados, compostos de mica sintética, também destacados pela empresa, permitem formulações de vários tons de branco, além de cinzas e pretos mais puros.

Com alta resistência química e estabilidade às mais altas temperaturas, o pigmento Black L 0095, da marca Sicopal, é considerado ideal para o controle do calor solar e adequado para formulações sem halogênio. Também sem halogênios em sua composição, o pigmento de efeito azul de alta performance (Blue L 6600 F EH 1600, da marca Heliogen), apresenta elevada cromaticidade e maior transparência.

Permitindo combinações com todos os tipos de pigmentos de efeito, o novo pigmento transparente Rubine L 4020, da marca Irgazin, da Basf, oferece ao formulador máxima flexibilidade para criar tons inovadores de vermelho.

A Cabot exibiu aos visitantes sua linha completa de negros de fumo especiais, contendo desde pigmentos aprovados pelo FDA para uso no setor alimentício, até a linha Emperor, de alto poder de tingimento com subtom azulado e fácil dispersão, totalmente compatível com sistemas de base água e base solvente, requeridos pela indústria automotiva. Exibiu suas sílicas pirogênicas Cab-O-Sil, que atuam como agentes reológicos em tintas, adesivos, cosméticos e alimentos. Ao mesmo tempo, destacou a alumina pirogênica SpectrAl, capaz de oferecer maior resistência à abrasão, adesão e brilho para os revestimentos, funcionando também como agente de fluidez, protetivo e fosqueante para sistemas de tintas em pó, como explicou Léa Sgai, gerente de marketing e serviços técnicos da companhia na América Latina.

Novos padrões visuais e estéticos também contemplam as embalagens de tintas. Apresentadas na Abrafati 2011, as primeiras embalagens texturizadas e compostas com imagens de veios de madeiras, desenvolvidas pela Litografia Valença, já estampam as latas dos vernizes Premium Sparlack Cetol, da AkzoNobel Coral. A tecnologia de reprodução de texturas com efeito em 3D em latas é considerada inédita e pretende conquistar os mercados de tintas, vernizes e de químicos em geral.

A Prada, tradicional fornecedora de embalagens metálicas de aço para os setores químico e de tintas, e premiada por várias inovações desenvolvidas para esses setores, também participou com destaque da Abrafati 2011, comemorando 75 anos de atividades e volumes de produção que ultrapassam um bilhão de latas ao ano.

A Cerviflan, que recentemente atualizou seu parque fabril de embalagens metálicas, mediante investimento de 11 milhões de euros, exibiu na Abrafati 2011 sua linha de embalagens para aerossóis, a maior beneficiada na atualização dos equipamentos. No entanto, a empresa não descuidou dos modelos de embalagens químicas, apresentando a inclusão de necking nas latinhas de 1/16 galão, tornando-as mais resistentes, bem como as latas de 18 litros com redução da área de solda, novidade que permite ampliar a região de impressão, com melhor atratividade visual.

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