Química

ABRAFATI 2003: Química ajuda o setor a ganhar produtividade

Rose de Moraes
27 de setembro de 2003
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    “Tal combinação de propriedades é muito difícil de ser obtida e requer resinas especiais. Em se tratando do processo de cura sob baixa temperatura, a Dow Chemical Co. desenvolveu resinas com dupla funcionalidade epóxi-hidroxílica e emprega tecnologia patenteada de conversão controlada. Essa tecnologia permite a obtenção de resinas epóxi com baixa viscosidade, alto ponto de fusão e alta reatividade, sendo ideal para uso em tintas em pó curadas à baixa temperatura”, explicou França.

    No caso da cura por UV, a empresa também desenvolveu uma resina sólida insaturada que, além de mais estável e flexível, apresenta uma relação viscosidade ponto de fusão muito mais favorável em comparação aos epóxi-acrilados convencionais.

    “As tecnologias de aplicação de tintas em pó em substratos sensíveis ao calor foram e continuam sendo intensamente pesquisadas por todas as companhias envolvidas no processo produtivo. Todavia, ainda existem muitas barreiras a transpor para que os grandes volumes previstos possam ser alcançados – só na Europa, as oportunidades em MDF são avaliadas em torno de 11 milhões de m³. Portanto, problemas como os causados por sombras durante a cura por UV, onde parte da peça com geometria complexa não foi exposta o suficiente para se concluir a cura, podem ser solucionados com o emprego de tecnologias híbridas de dupla-cura, onde a reação de cura é iniciada por UV, tornando-se completa com mais um ciclo de cura térmica, ou vice-versa, tal qual vem ocorrendo em algumas aplicações realizadas pelas indústrias automotivas”, considerou França.

    Também sob o aspecto dos substratos, muito ainda pode ser feito para melhorar os resultados das aplicações das tintas em pó. Um bom exemplo, segundo recomendou, estaria no emprego de aglomerado fabricado com fibras de palha de trigo, denominado Woods­talk. Fabricado pela Dow Chemical Co., no Canadá, esse tipo de aglomerado apresenta maior resistência à temperatura, melhor condu­tividade e menor teor de umidade que o MDF, permitindo o uso de tintas em pó convencionais, aplicadas em metais.



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