Tratamento de Água

Indústria química investe em melhorias na gestão de recursos hídricos – Abiquim

Quimica e Derivados
5 de julho de 2016
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    O desequilíbrio hídrico chamou a atenção não apenas da indústria, mas também do governo. De acordo com o deputado federal Evair de Melo (PV/ES), coordenador do tema Água na Frente Parlamentar da Química, e coordenador da Frente Parlamentar da Água, “o problema em São Paulo cumpriu o papel de trazer o debate para a agenda nacional e de criar o senso de que a gestão hídrica é uma responsabilidade de todos os cidadãos”.

    Entre os projetos do deputado Evair para aumentar a disponibilidade hídrica está o pagamento de serviços ambientais, que visa remunerar aqueles que têm sob seu patrimônio um ativo ambiental – nascentes, florestas, etc – e que sejam geradores de serviços ambientais, ou seja, que façam ações de preservação ambiental de modo a alcançar resultados acima dos dispostos pela lei. “Nossa intenção é remunerar a pessoa que preserva além daquilo que a lei exige. A consequência disso será a maior preservação das matas, das florestas e das nascentes. O retorno será a maior oferta de água”, conta o deputado.

    De acordo com o parlamentar, outro ponto importante é intensificar o investimento em Ciência, Pesquisa e Tecnologia, a fim de disponibilizar recursos para a pesquisa e, assim, aperfeiçoar cada dia mais os processos de reutilização da água na produção industrial. “Queremos, além de construir conhecimento específico para isso, produzir viabilidade técnico-econômica e tributária, para que os usuários da água na indústria possam ter segurança, baixo custo e possam mitigar os impactos ao meio ambiente”, finaliza o deputado Evair de Melo.

    Na mesma linha, o assessor técnico do Cebds, André Ramalho, concorda que a crise hídrica acendeu um alerta de que é necessário trabalhar na proteção das nascentes, córregos e rios, com a recuperação das matas ciliares, combate à erosão, etc. Paralelamente a isso, Ramalho defende o incremento da eficiência produtiva, por meio de equipamentos que façam melhor uso da água e aproveitem a porção que seria descartada. “A maior oscilação dos padrões de seca e chuva deve servir de alerta para que governo e empresas invistam em tecnologias que nos levem não somente à adaptação climática, mas a uma economia de conservação de água”, defende.

    Ramalho lembra também que, apesar de o Sudeste do País vivenciar uma situação de chuvas intensas, que ajudaram a reduzir por um período os riscos de escassez hídrica, isso não deve ser visto como um momento para esquecer os anos anteriores e ignorar a gravidade do risco de desabastecimento. “Este é um momento para investirmos e nos preparamos para a próxima seca, pois não temos como seguir a mercê do clima, não nos negócios pelo menos, área em que o pensamento deve ser no longo prazo. Não devemos ignorar o tempo que nos foi dado para nos adaptarmos a uma economia de baixo consumo de água”, finaliza.

    Corroborando essa visão, a Abiquim debaterá boas práticas de gestão hídrica e as soluções da indústria química para a mitigação das mudanças climáticas no 16º Congresso de Atuação Responsável, que será realizado em São Paulo nos dias 18 e 19 de outubro de 2016. O evento promoverá debates em torno do Programa Atuação Responsável® – iniciativa voluntária da indústria química mundial, gerida no Brasil pela Abiquim, destinada a demonstrar seu comprometimento com a constante melhoria de seu desempenho em saúde, segurança, meio ambiente e sustentabilidade. Mais informações sobre o Congresso pelo e-mail: congressoar@abiquim.org.br

    Texto: Adriana Nakamura

     



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