Abiquim conecta inovação e sustentabilidade em seminário internacional

Evento virtual terá representantes do ICCA, Banco Mundial, Dechema, indústrias, centros de pesquisa e do governo; na pauta, temas como descarbonização, mudanças climáticas, ODS, economia circular, e o impacto positivo da química para os demais setores industriais

Começa no dia 7 de outubro a sexta edição do SATI – Seminário Abiquim de Tecnologia e Inovação. Este ano, o evento bienal será realizado em formato online.

O tema central é “A Inovação e a Química como Soluções para o Desenvolvimento Sustentável”. Na pauta, estão temas como a economia circular, as mudanças climáticas e os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).

O seminário terá seus painéis realizados às quintas-feiras do mês de outubro, das 9h às 11h. As inscrições podem ser feitas neste link: https://www.eventials.com/abiquim/groups/seminario-abiquim-de-tecnologia-e-inovacao-2021/

O evento, que já se tornou um marco no ecossistema de inovação industrial no Brasil, reunirá representantes da indústria, universidades, governo, centros de pesquisa, instituições de fomento, e de organismos internacionais, como o Banco Mundial, o ICCA, Conselho Internacional das Associações de Química e a Dechema (Organização Alemã de Fomento à Inovação na química e biotecnologia).

Química e Derivados - Abiquim conecta inovação e sustentabilidade em seminário internacional ©QD Foto: iStockPhoto “Será uma rica discussão de oportunidades para o desenvolvimento tecnológico no Brasil, destacando o papel central do setor químico como provedor de soluções para o desenvolvimento sustentável de toda a sociedade”, afirma Ciro Marino, presidente executivo da Abiquim.

A indústria química está na base de todos os segmentos industriais. Da produção de painéis solares a foguetes espaciais, todas as indústrias utilizam produtos ou processos químicos.

Portanto todas as melhorias e inovações obtidas pela indústria química geram um impacto positivo na cadeia produtiva.

A inovação na química é uma peça fundamental na grande engrenagem global para a consecução dos 17 ODS estabelecidos pela ONU para combater a pobreza e preservar o meio-ambiente, com metas estabelecidas para 2030.

Química e Derivados - Abiquim conecta inovação e sustentabilidade em seminário internacional ©QD Foto: iStockPhoto “Este ano vamos tratar de temas que já são realidade na indústria química, como a transição energética, a captura, estocagem e uso do CO2, a circularidade e a reciclagem química”, assinala Andrea Carla Barreto Cunha, diretora de assuntos técnicos da Abiquim.

“São inovações que constroem modelos produtivos cada vez mais sustentáveis dentro da indústria química, e transcendem para outras cadeias, como o agronegócio, por exemplo.”

O SATI também discutirá a consolidação de uma política de estado para inovação e tecnologia no Brasil e os desafios tecnológicos e regulatórios à circularidade.

Recentemente, a Câmara de Inovação, ligada ao MCTI, publicou resolução que estabelece a Estratégia Nacional de Inovação e os Planos de Ação para os Eixos de Fomento, Base Tecnológica, Cultura de Inovação, Mercado para Produtos e Serviços Inovadores e Sistemas Educacionais.

“É uma iniciativa bem-vinda, que contempla uma série de planos de ações temáticos diretamente conectados às inovações da indústria química”, afirma André Passos Cordeiro, diretor de Relações Institucionais e Assuntos Governamentais da Abiquim.

“Como exemplo, cito o uso de biocombustíveis e de combustíveis renováveis no setor de transportes; as tecnologias aplicadas à água; a elevação da eficiência dos processos de conversão de biomassa; novas aplicações para o biogás e o biometano; novas tecnologias para alavancagem do agronegócio nacional; ações integradas para o desenvolvimento tecnológico, empreendedorismo e inovação nas cadeias produtivas de minerais estratégicos; inovações para a produção e aplicação de elementos terras raras; e a Estratégia Brasileira de Inovação Digital – e-Digital e os planos de ação das câmaras que compõem o Plano de IoT.”

O SATI 2021 contará com a participação das seguintes empresas e entidades: ICCA, Banco Mundial, Dechema, ISI Biossintéticos, Embrapa, Nestlé, Basf, Bayer, Beraca, Braskem, Clariant, Evonik, Oxiteno, Química Sabará, Quintessa Aceleradora e Solvay.

A programação do SATI está estruturada assim:

O dia 7 será dedicado ao tema Inovações tecnológicas na indústria química para modelos produtivos cada vez mais sustentáveis.

O painel terá a palestra P,D&I voltada à transição da indústria química rumo a uma economia de baixo carbono – tendências de Andreas Förster, Diretor Executivo da Dechema (Sociedade alemã para engenharia química e biotecnologia), e as apresentações O papel das tecnologias CCUS no caminho para a descarbonização da indústria química de Márcio Rebouças, especialista em Inovação & Tecnologia da Braskem e Captura de CO2 de fontes energéticas para a produção de nanocarbonatos, de Silvio Vaz Júnior, pesquisador da Embrapa.

A moderação será de Rafael Pellicciotta gerente de Estratégia, Inovação e Desenvolvimento de Negócios da Braskem e coordenador da Comissão de Tecnologia da Abiquim.

O dia 14 é focado no tema Estratégias organizacionais da indústria química voltadas à inovação para transição energética e para a neutralidade de carbono, vinculadas ao ganho de competitividade, com a palestra A importância de estratégias de sustentabilidade para a economia de baixo carbono e para a competitividade internacional, de Alexandre Kossoy, especialista sênior em finanças do Banco Mundial.

O painel é composto com as apresentações Estratégia organizacional global para transição energética, de Frédéric Nyssen, especialista sênior em Estratégia da Basf, e O impacto da tecnologia na descarbonização da indústria química: Como a Rhodia Solvay reduziu 95% das suas emissões de GEE e os desafios para ir além, de Guilherme Faria Silva, diretor de Operações e Daniel Gouveia, engenheiro de saúde, segurança e meio ambiente da Solvay.

A moderação será de Rony Sato, gerente de Tecnologia e Inovação da Basf para América do Sul, e Cristina Schuch, gerente de Inovação da Solvay.

O dia 21 tem dois painéis: Desafios e soluções tecnológicas para a economia circular – A indústria química como provedora de soluções para a circularidade dos produtos e dos processos produtivos, moderado por Rodolfo Viana, Gerente de Sustentabilidade para América do Sul da Basf e coordenador do tema Economia Circular no Comitê para o Desenvolvimento Sustentável da Abiquim; e Contribuições da indústria química brasileira aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável – Como as soluções tecnológicas da indústria química contribuem para o avanço da Agenda 2030, moderado por Paulo Itapura, diretor de Sustentabilidade da Clariant para América Latina e Ciro Marino, Presidente-Executivo da Abiquim.

O encerramento no dia 28 também tem dois painéis:

O primeiro é A química como solução para a mitigação das mudanças climática – Tecnologias e soluções da indústria química que contribuem para o desenvolvimento sustentável de outros setores e da sociedade, com a palestra Inovações tecnológicas da química para a economia de baixo carbono – Contribuições para diferentes setores, por Jorge Soto, coordenador da Task-Force de Advocacy do Grupo de Liderança em Energia e Clima do Conselho Internacional das Associações de Química (ICCA) e diretor de Desenvolvimento Sustentável da Braskem.

O segundo é dedicado a ouvir o setor público: Políticas públicas para inovação e sustentabilidade – Ações e Propostas do Governo Federal para a promoção de investimentos em inovação e desenvolvimento sustentável e para a competitividade da indústria nacional, com convites feitos a representantes dos Ministérios da Economia; Ciência, Tecnologia & Inovação; e Meio-Ambiente.

O SATI terá como patrocinadores: Additiva Químicos, Arkema, Elekeiroz e Grupo Sabará e apoio institucional da Abit, CEBDS, Cofic, Cofip ABC, Neitec, Instituto Senai de Inovação em Engenharia de Polímeros, Senai, Sinproquim e Sociedade Brasileira de Química.

A programação completa pode ser acessada em https://www.eventials.com/abiquim/groups/seminario-abiquim-de-tecnologia-e-inovacao-2021/

Leia a seguir depoimentos de palestrantes e painelistas do SATI 2021

Rafael Pellicciotta (Braskem), coordenador da Comissão de Tecnologia da Abiquim:

“A indústria química é líder na busca de modelos produtivos mais sustentáveis tanto para suas próprias operações como também para as empresas de outras cadeias produtivas, ofertando produtos e soluções que tornam os processos mais competitivos e seguros, contribuindo para redução de emissão de gases de efeito estufa.

O SATI é um tradicional evento de tecnologia da indústria química e das cadeias produtivas a ela associadas, que traz atualizações tecnológicas do presente como também de tendências tecnológicas futuras.

Este evento proporciona igualmente a troca de experiências entre destacados profissionais da indústria, de centros de tecnologia e de universidades.”

Elias Lacerda (Evonik), coordenador do Comitê para o Desenvolvimento Sustentável da Abiquim:

“O papel da indústria química é essencial nos principais mercados, pois mais do que uma provedora de soluções, ela é propulsora para a circularidade de produtos.

A indústria química já vem há algum tempo demonstrando toda sua essencialidade ao promover o desenvolvimento econômico atrelado ao melhor uso dos recursos naturais, seja nos processos produtivos ou na melhoria de produtos que desempenham a mesma eficiência (ou mais) dos seus antecessores, porém utilizando insumos mais renováveis e circulares.

As expectativas são muito positivas, pois o SATI já se tornou uma referência importante para o setor ao integrar empresas, universidades e instituições setoriais a fomentar as discussões em torno do desenvolvimento tecnológico.

O tema desta edição é prioritário para toda a cadeia da indústria química, e certamente será uma rica discussão.”

Alexandre Kossoy, Banco Mundial:

“Com eventos climáticos cada vez mais intensos e frequentes e avanços modestos em negociações internacionais para conter o aquecimento global, vários países passaram a adotar barreiras contra importação de produtos oriundos de tecnologias e práticas poluentes, e consumidores em todo o mundo estão demandando cada vez mais produtos e serviços ambientalmente e socialmente sustentáveis. Essa nova realidade irá definir empresas e tecnologias que irão sobreviver no futuro. Com abundantes recursos naturais, o Brasil tem uma grande oportunidade de se posicionar como um dos líderes nessa nova economia e para isso, precisa rapidamente adotar políticas e medidas que venham a acelerar e fortalecer investimentos que permitam essa transição. Por estar presente em diversos setores econômicos, a indústria química tem a grande oportunidade de liderar a transição criando e oferecendo soluções sustentáveis.”

Paulo Itapura, Clariant:

“A indústria química tem um papel central na maioria das cadeias de valor e é provedora de muitas indústrias. Assim, essas cadeias de valor, seus produtos e serviços e todos que são por ele impactados podem estar interessados em saber o que a indústria química está fazendo para minimizar os seus próprios impactos e, sobretudo, o que a indústria química pode fazer para ajudar as cadeias de valor e o conjunto da sociedade para resolver ou mitigar os problemas e atingir metas dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável. O SATI, que nessa edição ressalta os temas do desenvolvimento sustentável, é uma excelente oportunidade para a indústria química poder mostrar e debater temas relacionados a tecnologia e inovação e se posicionar como provedora de soluções para o atendimento de mega temas da sociedade e das cadeias de valor onde está envolvida.”

Jorge Soto, Braskem e ICCA:

“Diversos estudos conduzidos pelo ICCA têm demostrado que a indústria química e seus produtos são solução para o enfrentamento às mudanças climáticas. No último, ‘Enabling the Future’, foi estudada a importância da inovação que a indústria química está desenvolvendo em vários locais do mundo. Foram analisadas mais de mais de mil soluções para diversos setores como geração e armazenamento de energia; indústria e produção; mobilidade e transporte; nutrição e agricultura; e construção e habitação. Dessas, 450 foram identificadas como facilitadoras da economia de GEE, onde os produtos químicos desempenham um papel. Destas, 137 apresentaram alto nível de viabilidade e foram separadas em 17 grupos. Para cada um desses grupos, pelo menos uma solução exemplar de empresas químicas foi analisada mais profundamente. A conclusão foi que, apenas com os exemplos, o potencial de mitigação de carbono era de 5 a 10 GtCO2eq / ano até 2050, ou seja, de duas a cinco vezes as emissões totais do Brasil.Qualquer que seja o caminho escolhido pelos diversos setores de produção, a indústria química estará presente ajudando a redução das suas emissões de gases de efeito estufa.”

Silvio Vaz Júnior, Embrapa Agroenergia:

“A indústria química é responsável por uma ampla gama de insumos para a agricultura, como os fertilizantes e os defensivos agrícolas. Pesquisa, desenvolvimento e inovação são fundamentais para aliar o aumento na produtividade agrícola a uma redução nos impactos ambientais. Cito como exemplo de inovação química baseada em P&D os sistemas de liberação lenta ou controlada, os quais podem reduzir a quantidade aplicada de agroquímicos associada a um aumento na performance da formulação.”

Márcio Rebouças, Braskem:

“No contexto da agenda global de enfrentamento às mudanças climáticas, a busca pela descarbonização dos processos produtivos tem se tornado um tema constante para o setor industrial. A indústria química tem um papel relevante nessa agenda podendo contribuir positivamente para a redução das emissões de CO2 que impactam no aquecimento global. O SATI representa um fórum importante de discussão dos desafios e oportunidades comuns ao setor produtivo industrial. Ao congregar os profissionais de diferentes segmentos da indústria química, o evento permite o compartilhamento de informações e opiniões distintas, contribuindo a construção de uma agenda comum com uma visão integrada da indústria química. Nesse contexto, torna-se mais efetiva e eficiente a identificação de oportunidades de contribuição da Tecnologia & Inovação para o fortalecimento da indústria pelo aumento da competitividade e sustentabilidade de seus processos produtivos.”

Eduardo Bastos, Bayer Crop Science:

“O papel das inovações da indústria química na sustentabilidade é primordial. Não vejo como possível o avanço de tecnologias de baixo carbono sem inovação da indústria química, em quaisquer campos que imaginarmos. No agro, por exemplo, uma das mais eficazes medidas de captura e retenção de carbono é o sistema plantio direto (SPD), que não é possível sem o controle químico das gramíneas para formação de palha para o plantio da soja ou de outros grãos. Alguns dos grandes desafios de sustentabilidade no agro estão ligados ao consumo de água – e aí temos plásticos para irrigação, cultivo protegido, entre outros e a perdas e desperdícios de alimentos – mais uma vez estamos falando de química, seja no isolamento térmico mais eficiente, seja nas embalagens que protegem e estendem a vida dos produtos, apenas para citar alguns exemplos.”

Luiz Falcon, Braskem:

“Para a indústria química, a circularidade é o caminho natural para atingir os compromissos de sustentabilidade junto à sociedade e continuar explorando caminhos que preservem o meio-ambiente. O uso responsável de recursos naturais, a correta disposição de resíduos, a eliminação de vazamentos para biomas sensíveis e a neutralidade de carbono são alguns dos assuntos já relacionados com os temas prioritários dentro da nossa agenda de inovação. É essencial que essa agenda dialogue com os demais atores sociais, como o estado, entidades, academia e ONGs, pois serão necessários mecanismos de regulação e incentivo para concretizar a mudança para essa nova economia. Além disso, é importante pontuar que o engajamento da sociedade em tópicos como coleta seletiva, uso consciente de embalagens, descarte adequado, entre outros, são também ações relevantes para atingir o objetivo principal e comum: a economia circular.”

Cristina Schuch, Solvay:

“A descarbonização é uma realidade, e a indústria química baseia suas estratégias de crescimento nos pilares indissolúveis da inovação e da sustentabilidade. Todavia, ainda há muitas oportunidades de desenvolvimento tecnológico, visto a necessidade de envolver toda a cadeia nestas iniciativas, uma vez que o tema requer urgência e soluções globais sustentáveis. A possibilidade de compartilhar experiências com um viés tecnológico, em torno de temas urgentes e importantes, traz ao SATI um atrativo a mais. É uma satisfação participar e trazer aos profissionais e aos colegas do segmento químico contribuições para os desafios de sustentabilidade e tecnologia das organizações e da própria sociedade, reforçando o protagonismo da indústria química e expondo suas contribuições para todos nós.”

Química e Derivados - Abiquim organiza fórum com setores clientes da cadeia do plástico ©QD Foto: iStockPhoto

ABIQUIM

Associação Brasileira da Indústria Química (Abiquim), entidade sem fins lucrativos fundada em 16 de junho de 1964, congrega indústrias químicas de grande, médio e pequeno portes, bem como prestadores de serviços ao setor nas áreas de logística, transporte, gerenciamento de resíduos e atendimento a emergências.
Estruturada para realizar o acompanhamento estatístico do setor, promove estudos específicos sobre as atividades e produtos da indústria química, acompanha as mudanças na legislação e assessora as empresas associadas em assuntos econômicos, técnicos e de comércio exterior.
Mais informações: https://abiquim.org.br/

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