Abipla apoia criação do IDQ e a união do setor químico

Em julho deste ano, mês em que a Frente Parlamentar da Química completou 10 anos de fundação, nasceu uma nova entidade, de alta relevância para o setor: o IDQ – Instituto Nacional do Desenvolvimento da Química, que tem como primeira presidente Juliana Marra, que também está à frente da Abipla.

A criação do IDQ está em perfeita consonância com uma das bandeiras da Abipla, que é promover a modernização dos ambientes de negócios e regulatórios no Brasil. Como o instituto será formado por integrantes de diversas entidades representativas do setor, será possível identificar gargalos, processos que podem ser aperfeiçoados e proporcionar, à indústria química, um diálogo permanente, com as casas legislativas nacionais.

De acordo com informações da Confederação Nacional da Indústria (CNI), o setor químico, hoje, responde por uma injeção de cerca de R$ 60 bilhões na economia nacional, o que representa 4,2% do PIB industrial brasileiro. Apenas no segmento de saneantes, são nada menos que 85 mil empregos gerados, diretamente.

Mas a importância do setor químico não se resume ao aspecto econômico e se estende à melhoria da qualidade de vida – os exemplos são inúmeros e englobam desde o uso de saneantes responsáveis pela limpeza de ambientes e ao fornecimento de água potável até o desenvolvimento de fertilizantes, que auxiliam na alta produtividade do agronegócio brasileiro.

A ação articulada, que será realizada por meio do IDQ, será essencial para que o setor destrave temas como um possível Marco Legal para Gestão Segura de Substâncias Químicas, que já vem sendo discutido há algum tempo pela Frente Parlamentar da Química.

Como este conjunto de regras deve ser baseado nas melhores práticas internacionais e inspirado pelo modelo canadense, conhecido por ser mais ágil, menos burocrático e focado na construção e uso de inventário de substâncias químicas, o Marco Legal pode agilizar o lançamento de produtos, além de atrair muitos investimentos para o nosso setor, aumentando a geração de empregos e riquezas para o Brasil.

É claro que mudanças estruturais como estas demandam tempo, discussão e negociação, mas a iniciativa de unir diversas entidades do setor químico, para aprimorar o mercado brasileiro é extremamente positiva e um passo fundamental nesse caminho evolutivo que, acredito, nos trará ótimos frutos.

A Abipla sempre se coloca como voz ativa frente às questões estruturantes do Brasil e estamos à disposição para colaborar nas discussões, planejamentos e debates que, certamente, o IDQ provocará para aperfeiçoar o setor químico brasileiro.

Além disso, por conta de sua formação, experiência e dedicação extremada, nestes anos de trabalho, tanto na empresa que representa, assim como na diretoria e presidência da Abipla, tenho a certeza de que Juliana Marra é a pessoa ideal para conduzir esse projeto nos próximos anos.

Potencial de crescimento

Sempre reforço que há muito espaço para crescimento do setor químico no País. Citando números da Euromonitor International, sobre o segmento de produtos de limpeza, o Brasil se tornou o 5º maior mercado de saneantes do mundo em 2021 – subindo uma posição, em relação a 2020. O crescimento, superior a 8%, foi o maior entre os cinco grandes players mundiais. Desde 2016, o mercado nacional cresceu 30,4%, mas o volume financeiro movimentado é apenas 15% do que se fatura no mercado norte-americano, líder mundial.

Química e Derivados - Desenvolvimento e otimismo no setor de produtos de limpeza ©QD Foto: istockPhoto
Paulo Engler da Abipla

Isso mostra que, apesar da pujança do mercado, o País gasta pouco em saneantes. De fato, cada brasileiro gasta cerca de US$ 89 em saneantes. Na Argentina, o gasto é de US$ 200 e, no Chile, de US$ 170. Ou seja, o potencial é enorme e com muitos caminhos a serem explorados.

Anuário Abipla – Em breve, estará disponível o Anuário Abipla 2022, publicação que é referência em informações sobre a indústria de limpeza, reunindo dados do setor, como faturamento, origem de importações, destino de exportações, empregos, número de empresas em atividade, crescimento de produção industrial e o comportamento de diversos produtos da cesta de limpeza nacional, durante o ano de 2021.

Esse compilado trará, ainda, a avaliação de especialistas por meio de artigos, entrevistas e comentários de temas relevantes ao setor e à sociedade brasileira.

O Anuário ABIPLA 2022 poderá ser baixado gratuitamente no site: https://abipla.org.br/.

Sempre com novidades, vamos em frente!

Por Paulo Engler

Paulo Engler é diretor-executivo da Associação Brasileira das Indústrias de Produtos de Higiene, Limpeza e Saneantes de Uso Doméstico e de Uso Profissional (Abipla).

ABIPLA

Fundada em 1976, a Abipla representa os fabricantes de sabões, detergentes, produtos de limpeza, polimento e inseticidas, promovendo discussões sobre competitividade, inovação, saúde pública e consumo sustentável. Seus associados representam o mercado de higiene, limpeza e saneantes do Brasil, setor que movimenta R$ 30 bilhões anuais e responde por cerca de 85 mil empregos diretos.

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