Equipamentos e Máquinas Industriais

Máquinas contornam recessão com com vendas para experts do setor – ABIMAQ

Marcio Azevedo
26 de fevereiro de 2004
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    Para atingir essa meta, o presidente da Abimaq diz ser fundamental o câmbio equilibrado, pois o dólar cotado abaixo de R$ 2,90 ceifa a rentabilidade internacional das empresas e a competitividade de seus preços. “Um câmbio entre R$ 3,00 e R$ 3,10 é o ideal para manter a competitividade das empresas sem gerar pressões inflacionárias”, crê.

    A redução do IPI de 5% para 3,5%, a mudança do caráter dos impostos PIS e Cofins (de cumulativo para valor agre­gado) e a incidência destes mesmos tributos sobre os produtos importados também melhoram a competitividade das empresas brasileiras, pois desoneram efetivamente as exportações e conferem isonomia tributária ao produto nacional ante o estrangeiro, muito embora Delben Leite tenha considerado a elevação das alíquotas exagerada. Mas ainda há mais a se fazer, segundo ele. “Agora é preciso desonerar-se o investimento produtivo, fazendo com que o PIS e a Cofins sejam creditados pelo comprador da máquina ou equipamento, importado ou nacional, imediatamente após a compra. Esse crédito imediato reduz em 9,25% o preço do produto”, reivindicou.

    O panorama que a Abimaq desenha para 2004, apesar do ônus tributário, das tarifas públicas e dos preços do aço (estes dois últimos os principais fatores de pressão nos custos do setor), é otimista. As previsões de investimento em 2004 apontam para o montante de R$ 6,02 bilhões, dos quais R$ 3,87 bilhões alocados em máquinas e equipamentos, e R$ 2,15 bilhões em instalações, edificações e outros investimentos (a previsão para 2003 era de R$ 4,25 bilhões e foram investidos R$ 4,23 bilhões). O faturamento do setor deve crescer em torno de 6%, se o crescimento do PIB confirmar as projeções entre 3,5% e 4%, alavancado pelo desempenho dos fabricantes de equipamentos para petróleo (bombas e motobombas, válvulas industriais e caldeiraria pesada são alguns) e de máquinas e implementos agrícolas. As exportações devem se manter mais aquecidas que o mercado nacional, com expectativa de crescimento de 10% sobre 2003.



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